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Uso de produtos biológicos cresce 652% em sete anos

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O mercado de produtos de controle biológico de pragas e doenças no Brasil cresceu 652% em sete anos, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), repercutidos na última semana em uma matéria publicada na revista Exame. Segundo a reportagem, o País conta hoje com 143 produtos voltados para o controle biológico, contra apenas 19 em 2010.

Segundo o presidente do Instituto Biológico – um dos mais respeitados centros de pesquisa para o agronegócio brasileiro, Antonio Batista, “hoje esse segmento já cresce pelo menos 20% ao ano no Brasil.” Mantido pelo governo paulista, o Instituto completou 90 anos em 2017 e havia lançado em junho o Programa de Transferência de Tecnologia e Inovação do Controle Biológico — o Probio. Iniciativa que tem como foco desenvolver pesquisas e serviços nessa área, além de promover a transferência desses resultados, inclusive com a implantação de biofabricas. “Cerca de 25 empresas já são associadas ao programa, sendo algumas delas multinacionais” afirma Batista.

NOTA DO SINDAG

O uso de produtos biológicos é cada vez mais presente também na aviação agrícola, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. E integrou também o rol de ensaios da parceria Sindag/Embrapa, para pesquisas de tecnologias de aplicações aéreas, entre 2013 e 2017.

E historicamente há uma curiosidade interessante: tanto o Instituto Biológico quanto o setor aeroagrícola tiveram um forte impulso no Brasil a partir do combate à broca do café, praga originária da África e que assolou os cafezais da região Sudeste a partir dos anos 1920. O problema foi tão sério que provocou o surgimento do próprio Instituto, reunindo os principais estudiosos da época paralelamente, a partir do final dos anos 40 e início dos 50, os governos federal e do Estado investiram na compra de aeronaves agrícolas para combater a broca.

Clique AQUI para ver a reportagem na revista Exame