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Video sobre pesquisa que comprovou segurança do setor

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   O Sindag publicou em seu canal no YouTube (VEJA ABAIXO) o vídeo institucional sobre os resultados da pesquisa de campo sobre deriva em aplicações aéreas e terrestres, realizada no final do ano passado em Goiás e comprovaram a segurança das operações aeroagrícolas. A edição ficou pronta na última semana e complementa o material publicado no Boletim Técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) Goiano, uma das entidades envolvidas no estudo junto com Sindag.

   O estudo ocorreu em uma área de testes em Rio Verde, no dia 7 de novembro e envolveu uso de aviões, um auto propelido e um pulverizador costal. As aplicações com cada um dos equipamentos ocorreram tanto em situação ideal de clima e com situação adversa (vento, humilhada e temperatura fora das ideias para segurança) e foram avaliadas com uso de papeis hidrossensíveis.

SEGURANÇA ALÉM DO EXIGIDO

   No caso da aviação, a deriva máxima conseguida – ao propositadamente se forçar uma operação fora das normas de segurança – foi de 180 metros. Ou seja, ainda assim abaixo das faixas de segurança previstas na legislação, que são de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais e de 500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros e mananciais de captação de água para abastecimento humano.

   Já no caso da pulverização com bomba costal, o estudo acabou sendo inconclusivo. Isso porque a deriva ultrapassou os 30 metros do final da linha de papeis hidrossensíveis colocada para o teste do equipamento com operador a pé. Já no caso da aplicação terrestre com autopropelido, a deriva em condições adversas chegou perto dos 100 metros.

RESPALDO PARA O BOM SENSO

   A pesquisa teve seu resultado publicado no Boletim Técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) Goiano, uma das entidades envolvidas no estudo junto com Sindag. A ação foi promovida em parceria também com Sindicato Rural de Rio Verde Universidade de Rio Verde e Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Ministério da Agricultura e Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e Alvo Agrícola. Com o apoio do Centro Tecnológico da Comigo (CTC) e das empresas Aertotek, Aerotex, Aero Verde, Aeroceu, Centroar, Combate, Fort, Mineiros, Saguia, Savana, Aeroagrícola Santa Maria e Aero Safra.

   O estudo foi também fundamental para embasar a discussão que resultou na aprovação do projeto de lei que que recolocou as zonas de exclusão em pulverizações aéreas em Goiás nos limites previstos na legislação do Ministério da Agricultura. A iniciativa, do deputado estadual Lissauer Vieira (PSB), recolocou a zona de exclusão dentro do limite de 500 metros de cidades, e não dos 2 mil que eram previstos na Lei Estadual 19.423/16, que havia sido elaborada sem base científica para a matéria e nem “o predicado do bom senso”, segundo a justificativa do projeto do deputado Lissauer para sua modificação.