Setor ganha sala virtual no Fórum Brasileiro do Transporte Aéreo

Iniciativa garante um espaço importante para a aviação agrícola na discussão de gargalos e propostas para o desenvolvimento do setor

O setor aeroagrícola ganhou espaço este ano no Fórum Brasileiro do Transporte Aéreo. Com o tema Mudança, desafio e competitividade, os debates de 2020 começaram em agosto e ocorrem em 10 salas virtuais, com programação até novembro. A exemplo do ano passado, a ideia é que as lideranças de cada segmento da aviação geral coloquem à mesa, em cada sala, os principais problemas e desafios para o seu desenvolvimento.

A movimentação abrange também empresários, usuários, líderes das entidades do setor, autoridades aeronáuticas e lideranças políticas de cada segmento.  Ao final do Fórum, todo o material vai para um relatório final com problemas e propostas de soluções. O documento é enviado à Presidência da República, ao Senado e à Câmara dos Deputados, além de outras autoridades.

Conforme o diretor-executivo o Sindag, a sala da aviação agrícola no fórum leva o nome do sindicato aeroagrícola e o primeiro encontro ocorreu no último dia 17. Participaram Colle, o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva, o secretário executivo da entidade, Júnior Oliveira, além dos assessores de documentação Agadir e Cléria Mossmann e o assessor jurídico Ricardo Vollbrecht. O espaço é aberto a outros membros do Sindag, Ibravag e parceiros. Os próximos encontros estão marcados para 14 de setembro, 19 de outubro e 16 de novembro.

PROTAGONISMO

O Fórum do Transporte Aereo é presidido pelo engenheiro aeronáutico, ex-ministro e fundador da Embraer Ozires Silva Conforme o diretor do Fórum, Décio Correa, a aviação agrícola é ente altamente importante, não só no setor aeronáutico brasileiro, mas na própria economia nacional. “O Brasil é um dos cinco países continentais do mundo. O que significa ter grandes extensões agriculturáveis e uma economia forte na produção agrícola”, assinala Correa.

“Além disso, há anos o Brasil tem a segunda maior frota aeroagrícola do planeta, hoje com cerca de 2,3 mil aeronaves. Isso significa mais de 10% da frota da aviação geral do País, que está em torno dos 21 mil aparelhos. Se tirarmos os cerca de 6 mil aviões experimentais, a representatividade da aviação agrícola se torna ainda mais expoente”, avalia o diretor. “Mesmo com toda essa importância para a economia e a segurança alimentar do País, aviação agrícola sobre com a falta de informação da sociedade. A tal ponto que, de maneira absurda, muitas vezes é combatida sob a bandeira da luta contra os defensivos. Mesmo com toda a tecnologia e eficiência que garante a segurança de seu trabalho”, pondera Correa.

Já o diretor Gabriel Colle lembrou que a aviação agrícola foi provavelmente o único setor da aviação geral que registrou crescimento nos últimos 12 meses. “Mostra de um potencial que torna urgente eliminar entraves para seu desenvolvimento, completa. Além da aviação agrícola, as outras salas virtuais do Fórum abrangem os setores Aviação Geral, Combustíveis de Aviação, Manutenção Aeronáutica, Táxi Aéreo e Aviação Regional, Infraestrutura Aeroportuária, Aviação Executiva, Formação Aeronáutica, Aviação Aerodesportiva e Carga Aérea.

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