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Meeting de Imprensa: Sindag prevê crescimento mesmo com a pandemia

Expectativa da entidade é de que a frota brasileira de aviões agrícolas, que já é a segunda maior do mundo, cresça perto de 3% até dezembro

Mesmo com a pandemia, a frota aeroagrícola do País deve crescer perto de 3% este ano, segundo expectativas do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). A informação foi ventilada esta manhã pelo diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, no Meeting de Imprensa * – encontro via web da instituição com jornalistas.

Força aérea agrícola brasileira segue sendo a segunda maior do mundo

O número foi buscado a partir de sondagens junto a representantes dos fabricantes de aeronaves agrícolas no Brasil e nos Estados Unidos. O percentual é menor do que os 3,99% de crescimento verificado em 2019 – quando o Brasil chegou a 2.280 aeronaves agrícolas. “Mas estamos otimistas esperamos que esse número se concretize”, destaca Colle. O Brasil segue com a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, atrás dos Estados Unidos, que têm cerca de 3,6 mil aeronaves.

CÂMBIO

Colle destacou a paralisação da compra de aeronaves ainda na primeira metade do ano (causada especialmente pela alta do dólar a partir de março) e a retomada a partir da metade do ano. A partir de números preliminares junto às empresas fabricantes de aeronaves, a estimativa é de que a frota nacional possa chegar a 2.350 aeronaves até o começo do ano que vem.

O dirigente falou também sobre as principais ações do Sindag na preparação do setor, ainda durante este ano, para o enfrentamento da pandemia. Ele também destacou o foco no aprimoramento da gestão das empresas associadas e as expectativas quanto ao Congresso da Aviação Agrícola do Brasil em 2021 (ano do centenário do setor no mundo). Ele ainda respondeu alguns questionamentos sobre fiscalização, mercado de drones e outros.

(*) A iniciativa faz parte do Projeto Aviação Agrícola 2022, que conta com patrocínio da Syngenta.

Confira a repercussão da notícia:

Jornal Campo Aberto:

https://jornalcampoaberto.com/2020/08/aviacao-agricola-sindag-preve-crescimento-do-setor-mesmo-coma-pandemia/

Globo Rural:

https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2020/08/frota-de-aviacao-agricola-do-brasil-deve-crescer-3-em-2020-preve-sindag.html

AGROemDIA:

https://agroemdia.com.br/2020/08/31/apesar-da-pandemia-frota-aeroagricola-deve-crescer-3-este-ano-preve-sindag/

Canal Rural:

https://blogs.canalrural.com.br/aviacaoagricola/2020/09/01/sindag-preve-crescimento-do-setor-mesmo-com-a-pandemia/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Brigada da Aerotex realizou 609 lançamentos contra incêndios em agosto

Balanço divulgado pela empresa representa um crescimento acima de 100% de chamados, em relação ao mesmo mês de 2019, atribuído à percepção da eficiência da aviação contra as chamas

 

A Brigada de Incêndios da Aerotex fechou agosto tendo realizado 609 lançamentos de água contra focos de incêndios em lavouras e áreas de vegetação, totalizando 136 horas voadas. O balanço foi divulgado esta manhã, pela empresa. Os números representam mais do que o dobro dos acionamentos do mesmo mês no ano passado. “Só em horas voadas, tivemos 60 em agosto de 2019”, explica o sócio-gerente da empresa, Ruy Alberto (Beto) Textor. Com base em Rio Verde, a Aerotex Aviação Agrícola atende todo o sudoeste goiano com sua Brigada de Incêndio.

No entanto, Textor esclarece que o número de atendimentos este ano não significa que os focos de incêndio cresceram na mesma proporção. O que ocorre, segundo ele, é a maior aposta no avião, pela percepção de sua eficiência. “Outro detalhe é que os acionamentos este ano estão ocorrendo no início dos focos, o que tem tornado as operações ainda mais eficientes”, assinala o empresário.

Além do atendimento rápido no momento do acionamento, a cada atendimento são deslocados imediatamente no mínimo dois aviões. Que depois são complementados com até mais duas aeronaves, conforme a necessidade. Para completar, a Aerotex passou a operar este ano com o uso de retardante de chamas, que tornam o combate aos focos de três a cinco vezes mais eficientes. Trata-se de produto à base de fertilizante foliar, que é biodegradável e autorizado pelo Ministério da Agricultura.

Em julho, a Brigada de Incêndio da Aerotex havia realizado 56 lançamentos contra chamas, com 17 horas de voo em nove atendimentos. A prontidão contra o fogo ainda segue até o final de setembro, cobrindo os três meses da temporada de incêndios no Centro Oeste. Este é o terceiro ano de operação da Brigada de Incêndio da Aerotex.

Atuação contra chamas abrange lavouras…

…e áreas de preservação em fazendas do sudoeste de Goiás

AÇÕES SOCIAIS

O projeto tem ainda a parceria do Sindicato Rural de Rio Verde e do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. Pelo sistema da Aerotex, os produtores que aderem ao programa pagam a prontidão dos pilotos e do profissional de apoio em solo. E, quem aciona o serviço, paga as horas voadas dos aviões. Além disso, 30% do valor arrecadado pela Brigada é direcionada para entidades filantrópicas de Rio Verde (o resto para os custos operacionais, como, por exemplo, despesas com pessoal de plantão e combustível das aeronaves).

Com isso, a empresa doou em 2018 R$ 45 mil ao Hospital do Câncer de Rio Verde (que ajudaram na construção de sua a UTI). No ano passado ano passado, foram R$ 158.469,00 reais divididos entre a Associação Beneficente Auta de Souza (Abas), Associação Beneficente André Luiz – Lar dos Vovôs, Escolas Dunga de Ensino Especial e Bom Pastor e Casa de Recuperação de Rio Verde, além da Patrulha Rural da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Estadual.

Vale lembrar que em seu primeiro ano a Brigada atuou por apenas um mês e, a partir de 2019, passou a cobrir toda a temporada de incêndios. Assim, em 2018 as operações contra chamas somaram 44 horas voadas, com 220 lançamentos que somaram 132 mil litros de água. Já no ano passado a Brigada Aerotex teve 220 horas de voo, com 1050 lançamentos somando 630 mil litros de água no combate às chamas.

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Setor ganha sala virtual no Fórum Brasileiro do Transporte Aéreo

Iniciativa garante um espaço importante para a aviação agrícola na discussão de gargalos e propostas para o desenvolvimento do setor

O setor aeroagrícola ganhou espaço este ano no Fórum Brasileiro do Transporte Aéreo. Com o tema Mudança, desafio e competitividade, os debates de 2020 começaram em agosto e ocorrem em 10 salas virtuais, com programação até novembro. A exemplo do ano passado, a ideia é que as lideranças de cada segmento da aviação geral coloquem à mesa, em cada sala, os principais problemas e desafios para o seu desenvolvimento.

A movimentação abrange também empresários, usuários, líderes das entidades do setor, autoridades aeronáuticas e lideranças políticas de cada segmento.  Ao final do Fórum, todo o material vai para um relatório final com problemas e propostas de soluções. O documento é enviado à Presidência da República, ao Senado e à Câmara dos Deputados, além de outras autoridades.

Conforme o diretor-executivo o Sindag, a sala da aviação agrícola no fórum leva o nome do sindicato aeroagrícola e o primeiro encontro ocorreu no último dia 17. Participaram Colle, o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva, o secretário executivo da entidade, Júnior Oliveira, além dos assessores de documentação Agadir e Cléria Mossmann e o assessor jurídico Ricardo Vollbrecht. O espaço é aberto a outros membros do Sindag, Ibravag e parceiros. Os próximos encontros estão marcados para 14 de setembro, 19 de outubro e 16 de novembro.

PROTAGONISMO

O Fórum do Transporte Aereo é presidido pelo engenheiro aeronáutico, ex-ministro e fundador da Embraer Ozires Silva Conforme o diretor do Fórum, Décio Correa, a aviação agrícola é ente altamente importante, não só no setor aeronáutico brasileiro, mas na própria economia nacional. “O Brasil é um dos cinco países continentais do mundo. O que significa ter grandes extensões agriculturáveis e uma economia forte na produção agrícola”, assinala Correa.

“Além disso, há anos o Brasil tem a segunda maior frota aeroagrícola do planeta, hoje com cerca de 2,3 mil aeronaves. Isso significa mais de 10% da frota da aviação geral do País, que está em torno dos 21 mil aparelhos. Se tirarmos os cerca de 6 mil aviões experimentais, a representatividade da aviação agrícola se torna ainda mais expoente”, avalia o diretor. “Mesmo com toda essa importância para a economia e a segurança alimentar do País, aviação agrícola sobre com a falta de informação da sociedade. A tal ponto que, de maneira absurda, muitas vezes é combatida sob a bandeira da luta contra os defensivos. Mesmo com toda a tecnologia e eficiência que garante a segurança de seu trabalho”, pondera Correa.

Já o diretor Gabriel Colle lembrou que a aviação agrícola foi provavelmente o único setor da aviação geral que registrou crescimento nos últimos 12 meses. “Mostra de um potencial que torna urgente eliminar entraves para seu desenvolvimento, completa. Além da aviação agrícola, as outras salas virtuais do Fórum abrangem os setores Aviação Geral, Combustíveis de Aviação, Manutenção Aeronáutica, Táxi Aéreo e Aviação Regional, Infraestrutura Aeroportuária, Aviação Executiva, Formação Aeronáutica, Aviação Aerodesportiva e Carga Aérea.

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Confira no Blog no Canal Rural – a importância da aviação contra incêndios

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Segue intenso o trabalho da aviação agrícola contra incêndios no Mato Grosso

Duas aeronaves que operam em Porto Jofre/MT lançaram mais de 86 mil litros de água contra chamas somente no sábado e outros três aviões seguem combatendo fogo também na Chapada dos Guimarães

Como já ocorre há quase um mês, o feriadão da Independência está sendo de combate a incêndio para a aviação agrícola no Pantanal mato-grossense. No sábado, duas aeronaves que operam a partir da base de Porto Jofre realizaram mais de 20 lançamentos de água contra as chamas cada uma, durante mais de cinco horas seguidas de operação aérea. Os aviões são dois turboélices Air Tractor – um modelo AT-502, com capacidade para cerca de 1,9 mil litros de água, e um AT-602, com capacidade para quase 2,4 mil litros. Juntos, eles lançaram juntos cerca de 86 mil litros de água sobre focos de incêndio, em apenas em um dia.

Os combates do sábado ocorreram em apoio aos brigadistas do Instituto Chico Mendes (ICMBio) a cerca de 20 minutos de voo nos arredores da base.  No domingo, os aviões não puderam decolar por causa da fumaça e tiveram que mudar de posição em solo porque as chamas se aproximaram perigosamente da pista.

No sábado os dois Air Tractors que operam em Porto Jofre lançaram cerca de 86 mil litros de água contra as chamas – Foto: Marcelo China

As equipes em terra abriram um aceiro para evitar que o fogo alcançasse a base e a esperança é de que as condições estejam melhores nessa segunda, para se retomar o combate aéreo. Além do Pantanal, a aviação agrícola segue operando também na Chapada dos Guimarães, ainda no Mato Grosso e em agosto ainda atuou na Serra da Canastra.

A temporada de incêndios florestais no País ocorre entre julho e setembro e a expectativa ainda é de bastante trabalho pelo menos até o final do mês. Conforme o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), além das áreas de reserva naturais, aviões agrícolas também estão trabalhando bastante este ano contra fogo em lavouras, principalmente em São Paulo e Goiás.

AÇÃO CONJUNTA

Nesse tipo de operação, o trabalho sempre ocorre em conjunto com os brigadistas em terra. A função dos aviões é amenizar as chamas para permitir a aproximação do pessoal em solo, além de eliminar os focos em áreas de difícil acesso. Os aviões também são importantes para proteger os brigadistas e segurar o fogo que avança sobre a fauna silvestre. Nas áreas de lavoura, eles também são a principal linha de ação para evitar que o fogo atinja instalações ou avance sobre as reservas naturais.

Camilo Freitas e Marcelo (China) Amaral seguem operando no Pantanal

Atualmente, no Brasil, além do ICMBio o governo paulista também contrata aviões agrícolas para auxiliar os bombeiros no combate a incêndios florestais. Neste caso, segundo um programa inspirado no trabalho do California Department of Forestry (Cal Fire), nos Estados Unidos.

No último mês de agosto, o Sindag se ofereceu para ajudar o governo federal para a construção de um plano nacional reforçando o apoio aéreo nas ações de combate a incêndios em reservas no País. O assunto também está sendo tema de uma série de debates via web promovido pela entidade – o primeiro encontro ocorreu no último dia 2 (veja AQUI) e outro está marcado para o próximo dia 16.

Além disso, nos próximos dias 21 a 25 será realizada a segunda edição este ano do Curso Brasileiro de Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas, em Olímpia, no interior paulista. A promoção é da Fundação Astronauta Marcos Pontes (Astropontes) e da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), de Bauru. Com apoio das empresas Pachu Aviação Agrícola e Americasul Aviação Agrícola, além do Sindag e do instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag).

Desde 1969 o combate a incêndios florestais está entre as prerrogativas da aviação agrícola brasileira. Além disso, o País possui a segunda maior frota aeroagrícola do planeta, com cerca de 2,3 mil aeronaves, boa parte delas ociosas durante a temporada de incêndios, que coincide com o período de entressafra. Desde o início dos 2000 os pilotos agrícolas brasileiros participam anualmente de ações contra chamas em reservas pelo País. Foi na mesma época também em que começaram os cursos complementares para treinar os profissionais do voo em lavouras para o combate ao fogo.

Confira abaixo cenas do trabalho no final de semana e a fala do piloto Camilo Freitas sobre o trabalho na linha de frente contra os incêndios:

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Segurança em alta para o início da safra 2020/21

Evento virtual do Sindag reúne profissionais da aviação agrícola de todo o País nesta terça e quarta-feira, preparando a temporada de operações

A segurança operacional estará em foco nesta terça e quarta-feira (dias 8 e 9) no evento do Sindag que deve reunir virtualmente empresários e profissionais da aviação agrícola de todo o país. Trata-se do Seminário Web de Segurança Operacional Pré-Safra, que nos dois dias terá programação das 9 horas ao meio-dia. A programação terá 10 palestrantes e mediadores, entre autoridades da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do comando da Aeronáutica (Cenipa), além de especialistas em manutenção, em documentação e em diversos aspectos das operações aeroagrícolas. 

Segundo o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva, mais de cem profissionais já se inscreveram para acompanhar o seminário via plataforma Zoom. Mas a expectativa é de abranger um público bem maior, já que, além de participação gratuita, o evento via web terá transmissão ao vivo pelo canal do Sindag no YouTube (no endereço www.youtube.com/sindagaviacaoagricola). A iniciativa faz parte do projeto Aviação Agrícola 2022, que tem patrocínio da Syngenta.

Confira a programação:

8 de setembro – terça-feira

Relatório de acidente relacionado ao tema – gráficos, estatísticas e fatores contribuintes

Tenente Coronel Carlos Baldin – chefe do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V)

Planejamento do Gerenciamento de Risco à Segurança Operacional (GRSO)

Empresário aeroagrícola Alan Sejer Poulsen (Taim Aviação Agrícola)

Documentação do Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO) e desmistificação do Manual de Gerenciamento de Segurança Operacional (MGSO/ GRSO) no pré-safra

Agadir Mossmann – consultor de documentação do Sindag

José Eron de Quadros Junior – Especialista em SGSO

Mediação

Henrique Helms e Alexandre Derivi Endres – especialistas em Regulação da Anac

9 de setembro – quarta-feira

Relatório de acidente relacionado ao tema Preparação das Aeronaves

Milton Cardoso de Lima – suboficial da reserva do Comando da Aeronáutica.

Documentação no pré-safra.

Tatiane Coutinho – Gestora de Segurança Operacional e Controle Técnico de Manutenção Aeronáutica

Gerenciamento financeiro: custo de um acidente

Enio de Cezere – empresário e piloto agrícola (Santa Vitória Aviação Agrícola)

Mediação

Junior Oliveira, secretário executivo do Sindag, e tenente-coronel Carlos Baldin, Chefe do Seripa V

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Boas práticas, precisão e eficiência em foco na Mercaer

A segurança operacional e ambiental, além da eficiência nas operações, foram o foco do encontro Boas Práticas em Tecnologia de Aplicação Aérea, promovido na última semana na empresa Mercaer Aviação Agrícola, no município gaúcho de Dom Pedrito. A programação integrou o projeto mantido pela empresa Corteva Agriscience, em parceria com a AgroEfetiva, e teve 16 horas de atividades na quinta e na sexta-feira (dias 3 e 4). A movimentação foi dividida em palestras e atividades de campo para regulagem de equipamentos embarcados.

A palestra abrangeu temas como responsabilidade nas aplicações, condições meteorológicas para as aplicações, aspectos regulatórios, uso correto e seguro dos produtos e outros temas. A arte prática teve manutenção, regulagem e calibração do sistema de pulverização de aeronaves, uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) , qualidade e aerodinâmica dos aparelhos etc.

Conforme o empresário Jonas Klauck, a movimentação abrangeu 15 colaboradores da Mercaer. Incluindo ainda a Norma Regulamentadora (NR) 31 – que trata da segurança no manuseio de produtos fitossanitários, calibração das aeronaves, avaliação dos gráficos das avaliações e outros aspectos.

Quinze colaboradores acompanharam as programação com palestras…

…e trabalho de campo para avaliação e regulagem dos equipamentos

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Quarta-feira tem segundo e último dia de seminário pré-safra da aviação agrícola

A segurança operacional da aviação agrícola segue em foco nesta quarta-feira (9), no evento preparatório para o início dos trabalhos na safra 2020/21. O Seminário Web de Segurança Operacional Pré-Safra começou nessa terça, promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Os dois dias de programação abrangem palestras e discussões sobre rotinas de segurança, documentação, análises de estatísticas de acidentes e planejamento das operações, entre outros temas.

O Seminário conta com 10 palestrantes e mediadores, entre autoridades da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do comando da Aeronáutica (Cenipa), além de especialistas em manutenção, em documentação e em diversos aspectos das operações aeroagrícolas. Só no primeiro dia, foram mais de 1,3 mil participantes no evento (entre a plataforma Zoom e YouTube), que tem transmissão ao vivo no canal do Sindag no YouTube (www.youtube.com/sindagaviacaoagrícola). O Seminário nesta quarta vai das 9 horas ao meio-dia.

Os eventos pré-safra normalmente são realizados pelas próprias empresas e voltados a seus funcionários andes de cada temporada de operações em lavouras. Conforme o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva, o sindicato aeroagrícola resolveu puxar para si a responsabilidade para encorpar o debate sobre segurança.

Com a segunda maior frota do mundo, a aviação agrícola brasileira também representa mais de 10% da aviação geral do País. São cerca de 2,3 mil aeronaves operando no trato de lavouras, bem como na semeadura de pastagens e na aplicação de fertilizantes.

Confira abaixo como foi o primeiro dia do Seminário:

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Um olá de Rasmussen sobre o trabalho da aviação contra o fogo

O trabalho da aviação agrícola na linha de frente dos combates a incêndios no Pantanal mato-grossense recebeu o reconhecimento do biólogo, conservacionista e aventureiro Richard Rasmussen.

Apresentador dos canais National Geographic na América Latina e também do Animal Planet, com um canal próprio no YouTube, Rasmussen deu um “olá” em vídeo com o empresário, piloto agrícola e diretor do Sindag Marcelo (China) Amaral. Pelo apoio aos brigadistas do ICMBio, a partir da base em Porto Jofre/MT.

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Argentina ainda tem cinco nuvens de gafanhotos ativas em seu território

Outras cinco nuvens foram eliminadas desde julho no país vizinho e Brasil segue em alerta, embora risco de chegada de insetos seja considerado baixo

Atualmente, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) monitora cinco nuvens de gafanhotos no norte do país. Três na província de Salta, uma na divisa entre Tucuman e Santiago Del Estero e outra em Córdoba. Além disso, outras cinco nuvens já foram eliminadas por ações de aplicações terrestres e aéreas de inseticida. Foram duas nuvens em Córdoba e duas em Santiago Del Estero em agosto e a nuvem eliminada em 25 de julho em Federación, na província de Entre Rios – na divisa com o Uruguai e a cerca de 100 quilômetros da cidade gaúcha de Barra do Quaraí.

O balanço foi apresentado pelo chefe do Programa Nacional de Gafanhotos e Ticuras do Senasa, Hector Emílio Medina. Foi durante o Debate Web promovido nesta quinta-feira (10) pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). O encontro, que ocorreu das 10 às 11h30, teve a participação também do fiscal agropecuário Juliano Ritter, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, e do agrônomo, ex-diretor e consultor do Sindag Eduardo Cordeiro de Araújo. A mediação ficou a cargo do secretário executivo do Sindag, Júnior Oliveira.

Segundo Medina, apesar da situação dos gafanhotos ser atualmente preocupante na região norte de seu país, ao menos por enquanto não há risco dos gafanhotos se aproximarem da fronteira brasileira. Diferente da nuvem eliminada em julho na fronteira uruguaia e que em junho havia colocado o Brasil em situação de alerta contra a praga.

ROTAS

Medina contou que os técnicos argentinos trabalham também estudando as rotas de migração dos gafanhotos, que desde 2015 têm gerado deslocamentos de grandes nuvens pelo norte do país. Em um desses casos – em junho, tendo chegado na província de Corrientes, na divisa com o Rio Grande do Sul. “Que também já foi uma roda de migração desses insetos há 70 anos”, completou.  O coordenador do Senasa também chamou a atenção para o alerta que existe na Argentina para outros tipos de gafanhotos como a chamada tucura quabrachera (Tropidacris collaris). Neste caso, um inseto maior, mas sem o alcance e a capacidade de formar grandes nuvens do gafanhoto sul-americano, “que é a praga que mais preocupa”. Medina destacou ainda a importância do controle aéreo dos gafanhotos, devido à janela estreita de tempo para localização e combate aos insetos.  

O fiscal agropecuário Juliano Ritter também lembrou que as nuvens de garanhotos sul-americanos na Argentina mais próximas do Brasil estão a distâncias entre 600 e 700 quilômetros da fronteira brasileira. Apesar do atual baixo risco de chegada de insetos ao Brasil, Ritter destacou que os técnicos brasileiros seguem em contato permanente com os colegas argentinos, para manter as informações atualizadas.

 “Houve um grande aprendizado a partir da crise gerada em junho, o que veio também com uma importante rede de comunicação entre os vizinhos”, destacou o fiscal gaúcho. “O Sindag foi fundamental em criar um grupo com Argentina, Brasil e Uruguai ainda no início do monitoramento da praga.

PLANOS

O consultor Eduardo Araújo, destacou o trabalho do sindicato aeroagrícola no início da crise gerada pela nuvem que se aproximou do País em junho. Ele integrou o grupo de especialistas reunido pelo sindicato aeroagrícola para esboçar propostas da entidade ao plano nacional. “A mim coube elaborar sugestões sobre a tecnologia de aplicação aérea”. Os palestrantes também responderam questões sobre produtos, técnicas e a possibilidade de novas ferramentas para o monitoramento dos insetos, como drones e até radares meteorológicos. 

Oficialmente, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguem em emergência fitossanitária pela presença de nuvens de gafanhotos no Mercosul. A medida foi tomada em junho, pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e vale por um ano.  O Mapa também público a Portaria 208/20, de 29 de junho, com diretrizes para o combate às pragas – autorizando o uso de oito produtos princípios ativos químicos e biológicos contra os gafanhotos.

Já o governo gaúcho publicou em julho o Plano de Emergência para Supressão e Controle de Gafanhotos no Estado. Tudo definido na Instrução Normativa (IN) nº 17/20, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR). “O Mapa dá as diretrizes, mas quem coordena o combate a uma eventual nuvem é o Estado,” resumiu Ritter. Tanto o técnico gaúcho quanto o coordenador do Senasa destacaram que para esse tipo de crise é fundamental a parceria entre o poder público e o setor privado, onde a aviação agrícola se torna uma das ferramentas essenciais contra os insetos.

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Nota de pesar

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) manifestam seu pesar pelo falecimento do comandante Mário Lúcio (Marinho) Sacchi, ocorrido nessa quinta-feira (10), aos 77 anos. Veterano da aviação agrícola no País, Marinho era egresso da terceira turma do antigo Curso de Piloto Agrícola (Cavag).

Portador da licença de piloto comercial agrícola número 32, como sempre se orgulhava de frisar, Marinho era carioca de nascimento e jundiaiense por opção.

Santista fanático, foi diretor da Federação Paulista de Futebol e também diretor do paulista de Jundiaí. Colecionador de histórias de celebridades, viagens e aviação, Marinho Sacchi foi cremado em São Paulo, em uma cerimônia íntima devido às restrições da pandemia do novo coronavírus.

A comunidade aeroagrícola deixa seu abraço aos familiares e amigos nesse momento triste.

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GloboNews ação da aviação agrícola na proteção do Pantanal

O canal GloboNews, da Rede Globo e um dos mais importantes respeitados espaços de notícias do País, deu destaque nesse domingo ao trabalho da aviação agrícola no combate às chamas no Pantanal. Confira o vídeo:

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Lei da liberdade econômica é tema de seminário

Encontro via web promovido pelo Sindag e Ibravag reuniu especialistas para debater visões, vantagens e as mudanças em um ano de vigor da nova lei

O primeiro ano de vigência da Lei da Liberdade Econômica foi o tema do IV Seminário da Aviação Agrícola, promovido na última sexta-feira (11) pelo Sindag e pelo Ibravag. O encontro teve a participação do deputado federal Gerônimo Goergen (PP/RS), do Coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (da Universidade Mackenzie, em São Paulo), professor Vladimir Fernandes Maciel, e do prefeito do município gaúcho de Esteio (primeiro no País a criar uma lei local sobre o tema), Leonardo Paschoal. A mediação ficou a cargo do assessor jurídico do Sindag, Ricardo Vollbrecht. Oriunda da Medida Provisória (MP) 881, a Lei Federal 13.874, de 20 de setembro de 2019, chegou para reduzir burocracia e racionalizar o controle do Estado sobre as atividades econômicas, além de facilitar a abertura e o funcionamento de empresas.

Confira no final do texto o vídeo com a íntegra do debate

O presidente do Sindag, Thiago Magalhães, lembrou na abertura do encontro que o sindicato aeroagrícola está fazendo um grande esforço para levar aos empresários do setor todo o tipo de informação relevante para a atividade. “Por isso é importante debatermos também essa lei, para mostrar de que maneira ela reflete em benefício para os empresários”, completou. Magalhães parabenizou o trabalho de Goergen na relatoria da então MP 881, que resultou no texto agora em vigor.

Entre pontos de destaque da lei, ela proibiu a exigência de especificações técnicas desnecessárias para determinada atividade e barrou a criação e demandas artificiais ou forçadas de produtos ou serviços – inclusive cartórios, registros ou cadastros. A norma também criou a figura do abuso regulatório, que impede que que os órgãos criem burocracia sem uma justifica plausível para isso.

Neste caso, Vollbrecht lembrou que o princípio foi aplicado pela Justiça Federal do Paraná em uma sentença emitida este mês em favor do Sindag. Neste caso, em um processo contra a exigência criada em junho, pela Superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, de mais um relatório operacional das empresas aeroagrícolas locais. Isso ignorando completamente o fato de que desde 2008 a Instrução Normativa (IN) 02, do próprio Ministério, já obriga o envio de relatórios mensais completos de cada operação aeroagrícola. Sem falar os relatórios semestrais também já encaminhados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Tentamos primeiro conversar e chamar a Superintendência ao bom senso. Como não houve resultado, ingressamos com uma ação e o juiz federal Wladimir Friedmann aplicou a Lei da Liberdade Econômica para afastar a exigência redundante”, citou Vollbrecht.

A Lei da Liberdade Econômica também determinou, por exemplo, que as partes de um negócio poderão definir livremente a interpretação de acordo entre eles, “sem o risco dali a pouco do Judiciário definir sobre um contrato algo que nenhuma das partes queria”, simplificou Goergen, ao exemplificar a racionalidade da norma. “Trata-se da redução do tamanho do Estado na vida do empreendedor brasileiro. E quem diria que essa lei encontrasse logo uma pandemia pela frente e agora seja tão importante para o chamado novo normal”, ponderou o parlamentar.

Goergen lembrou que, no início dos debates da então MP 881, “chegou a haver, por parte de partidos de esquerda, a compreensão errada de que liberdade econômica era um conceito ideológico”. Segundo ele, o esforço aí foi para esclarecer não se tratar de liberalismo econômico. “Você pode ser de outra ideologia e a liberdade econômica funcionar igual.”

O deputado destacou que a importância da segurança contratual. “Aquilo que está na lei e está sendo cumprido não pode ser objeto de contestação subjetiva. A aviação agrícola é um exemplo disso: é uma atividade altamente segura e regulamentada por legislação federal, onde os empresários sofrem fiscalização de diversos órgãos. E, ainda assim, temos projetos de leis estaduais e municipais para bater em cima do setor.”

O parlamentar gaúcho também lembrou que o sucesso da lei de Liberdade Econômica depende agora   de próximos passos que são as reformas administrativa e tributária.  “Reforma administrativa primeiro, para controlar os gastos. Para daí poder fazer a reforma tributária pensando melhor na economia, sem ter que priorizar receita para uma máquina estatal pesada e cara.”  

RANKING MUNDIAL

O professor Vladimir Maciel ressaltou que, apesar de necessário e atual, o conceito de liberdade econômica ainda é tão recente às políticas públicas no País que o próprio Centro Mackenzie ainda é o único no Brasil específico para discutir o tema. “Quando nos reunimos para trocar ideias, a gente participa da comunidade de uma universidade nos Estados Unidos, porque aqui não há outro espaço semelhante.” Ele adiantou que a instituição deve lançar na próxima semana (quando a Lei 13.874/19 completa um ano) um documento propondo que todos os candidatos da eleição deste ano se comprometam a atuar nos parlamentos municipais ou nas prefeituras para criação e versões locais dessa lei.

Além disso, segundo ele, a Universidade Mackenzie é parceira do Fraser Institute Canada, que é uma das principais instituições mundiais que mede o nível de liberdade econômica dos países.  O foco aí é avaliar, estudar e comunicar o impacto dos mercados competitivos e intervenção do governo sobre o bem-estar dos indivíduos. “Por isso esse evento promovido pelo Sindag e ibravag também é tão importante: ele possibilita nos comunicar com os atores que estão na linha e frente do agronegócio brasileiro, além de apresentar dados do Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual e do Observatório do Legislativo”.

Maciel também enfatiza que “não precisa ser liberal para apoiar a Lei de Liberdade Econômica. É só ter bom senso”. Na avaliação do Mackenzie, as pessoas são livres para buscar oportunidades e fazer suas escolhas são mais prósperas. “Na liberdade econômica, o indivíduo escolhe como vai usar os recursos que ele tem, sem afetar negativamente ninguém e sem ser coagido por outro ente – seja privado ou o Estado. É a base de uma sociedade saudável.”

Maciel explicou que o índice do Fraser Institute considera cinco áreas:

– Tamanho do espaço que o governo ocupa na sociedade e na economia

– Sistema legal e direito de propriedade

– Credibilidade monetária

– Liberdade para transacionar internacionalmente (aqui há bastante influência do agro, setor responsável por boa parte das exportações no Brasil e que livrou o País de consequências mais graves da pandemia na economia)

– Regulação

No somatório dos cinco itens, segundo levantamento de 2019, o Brasil não está entre os piores países, embora com muitos países à frente. “O Brasil era 6,23, em uma escala de 1 a 10 – uma posição acima do Togo e abaixo do Vietnã, que é comunista”, cita o professor. Analisando separadamente cada área, o Brasil tem sem melhor desempenho na estabilidade monetária, desde o Plano Real. E a pior no quesito regulação (que abrange a burocracia sobre alvarás, licenças e regras), onde o ambiente de negócios aí tem a segunda nota mais baixa entre 162 países. “É preciso conscientizar população, políticos e administradores que a liberdade econômica não é de um governo em si, mas um princípio que se abraça para não viver retrocessos.”

VERSÃO LOCAL

Os palestrantes lembraram também a importância da criação de leis de liberdade econômica nas esferas estaduais e municipais, tratando diretamente da simplificação de registros e licenciamento de atividades. Especialmente no âmbito municipal. Essa foi a deixa para a participação do prefeito de Esteio, primeiro município no país a adotar os princípios de liberdade econômica em seu ordenamento local – ainda quando estava em vigor como MP 881.

A fala de Leonardo Pascoal na verdade abriu o Seminário, com o passo a passo para implantação a Lei Municipal de Liberdade Econômica e de que forma o fato de racionalizar a burocracia e a regulação surtiu efeito prático no desenvolvimento econômico local. Pascoal explicou que o processo implicou em um trabalho de aproximação com as entidades locais e abrangeu uma análise aprofundada de todas as leis municipais que eram conflitantes e obsoletas. “Não adianta criar uma lei benéfica sem tomar cuidado para que não seja conflitante – o que, ao contrário, geraria insegurança”.

A Lei da Liberdade Econômica de Esteio – Lei Municipal 7.255/19 – teve como foco incentivar o empreendedorismo no Município e facilitar a regularização de atividades informais. Ela foi regulada pelo Decreto 6394/19 e, para isso, o grupo de trabalho criado pelo prefeito para elaboração a norma identificou 348 setores do Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) que poderiam ser classificados como atividades e baixo risco – dos pontos de vista ambiental e de segurança. Essas deixaram de necessitar de alvará para abri suas portas.

Já para outros 660 ramos classificados como atividades de médio risco, a prefeitura emite o alvará logo após a comunicação da abertura do negócio. Nesse caso, o empreendedor tem o prazo de 12 meses para encaminhar as licenças necessária. O novo sistema beneficiou inclusive as 310 atividades enquadradas como de alto risco, já que as equipes de licenciamento passaram a ter mais tempo para atender as demandas de maior complexidade.

Além disso, em caso de fiscalização o empreendedor não pode sofrer sansão sem parâmetros objetivos. “Ninguém pode ser autuado porque o fiscal achou que talvez tal item não esteja adequado. Se a temperatura que o produto te precisa estar x e está y, isso é objetivo, aí cabe ação”, exemplificou o prefeito. Outra mudança é que, na hora da autuação, o agente permite que o procurador jurídico ou técnico do empreendedor possa fazer uma defesa. O que muitas vezes resolve a questão sem que se prologue um processo administrativo. “Sem falar que a primeira visita fiscalizatória é para orientação, e não punição. Salvo risco eminente de um dano ou situação parecida”, destacou Pascoal.

Segundo o prefeito, o resultado das novas medidas foi um aumento de 32,6% de abertura de novos negócios no município, em um ano. “foram 850 negócios novos, conta 641 abertos no ano anterior”, destacou. Ele lembra que a medida influiu inclusive no incremento de movimentação na Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias do país e que acontece anualmente em Esteio. Na edição de 2019, pelo fato de não se exigir mais o pagamento de alvarás dos expositores da feira provocou um incremento nas mercadorias expostas e comercializadas. “Teve expositor que relatou que, pelo fato de não precisar vir antes à cidade para tratar do alvará, teve fôlego também para contratar mais um ajudante na feira”, completou Pascoal.

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Debate Web volta a abordar a aviação agrícola no combate a incêndios

Série de encontros promovida pelo Sindag e Ibravag terá nesta quarta (16) a participação de pilotos, especialista em tecnologias, além de naturalista e comunicador

Aviação agrícola e combate a incêndios em campos e florestas no Brasil será o tema da série Debate Web dessa quarta-feira (16), às 10 horas. A promoção é do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) e a transmissão será ao vivo pelo canal do Sindag no YouTube (www.youtube.com/sindagaviacaoagricola). No segundo debate sobre o tema, o bate-papo terá a presença dos pilotos bombeiros major Anderson Lino e tenentes-coronéis Wallace Brandão e Pimentel, além do supervisor de Tecnologia Agrícola da empresa Adecoagro, Jadson Batista, e o presidente da Zanoni Equipamentos Agrícolas, Sérgio Zanoni. Destaque ainda para a presença do naturalista, biólogo e apresentador Richard Rasmussen, do programa Brasil Biomas, da TV Cultura.

O primerio debate sobre o tema ocorreu no último dia 2 (veja AQUI). A ideia é traçar um cenário das operações aéreas contra chamas no Brasil e a importância da aviação agrícola nesse tipo de operação, sua efetividade e vantagens. Isso além de subsídios para elaborar e fortalecer estratégias contra os focos de incêndios em áreas de vegetação.

 

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Aviação agrícola é tema de reportagem especial no Agrocultura

Programa da TV Cultura destacou a história, importância, tamanho e atuação do setor aeroagrícola brasileiro

Confira no link abaixo o enorme destaque que a TV Cultura deu para a força aérea agrícola brasileira no programa Agrocultura do último domingo, dia 13 – com reprise nessa segunda (14). A matéria abrangeu praticamente metade do programa, com entrevistas e relatos sobre a história, como funciona e importância do setor aeroagrícola para o País.

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Os 100 anos do patrono da aviação agrícola brasileira

Esta quarta-feira (16) marca o centenário de Clóvis Candiota, cuja história é relembrada com palavras do próprio homenageado durante o primeiro encontro aeroagrícola do País

Esta quarta-feira marca o centenário do nascimento do piloto e empresário Clóvis Gularte Candiota, patrono da Aviação Agrícola Brasileira. Candiota realizou a primeira operação aeroagrícola realizada no Brasil, em 19 de agosto de 1947, contra uma nuvem de gafanhotos no município gaúcho de Pelotas. Naquela tarde, ele pilotou um biplano Muniz M-9 do Aeroclube de Pelotas, juntamente com o agrônomo Antônio Leôncio de Andrade Fontelles, então chefe do Posto de Defesa Agrícola local, do Ministério da Agricultura. Fontelles operou uma espécie de polvilhadeira encomendada por ele de um funileiro local, que foi acoplada ao avião para lançar inseticida em pó sobre os insetos.

Candiota também operou com aviões Piper Cub J3 em sua empresa

A operação foi o ponto de virada no combate à praga, em um dos maiores ataques de gafanhotos já ocorridos no Brasil – entre os anos de 1946 e 1947. Candiota e Fontelles ainda se tornaram sócios na primeira empresa aeroagrícola do País, a Serviço Aéreo Nacional de Defesa Agrícola – Sanda. A empresa prestou serviços e combate a gafanhotos e outras pragas, para o governo gaúcho e produtores rurais. Já no final dos anos 50 Fontelles foi para o Rio de Janeiro e Candiota trocou a aviação pelo comércio e ações sociais. Clóvis Candiota faleceu em abril de 1976 e, em abril de 1989, tornou-se Patrono da Aviação Agrícola. Isso pelo Decreto-Lei 97.699, que também oficializou o 19 de agosto como Dia nacional da Aviação Agrícola  

EXPERIÊNCIA

Nascido em 16 de setembro de 1920, o piloto pelotense ingressou na aviação por influência da campanha Dê Asas para o Brasil, idealizada no Rio de Janeiro pelo jornalista Assis Chateaubriand. Iniciativa que, a partir de 1940, buscou patrocinadores e promoveu a doação de aviões a mais de 800 aeroclubes pelo País (alguns fundados a partir de então e outros já existentes). Entre eles, o de Pelotas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Candiota pilotou na Patrulha Aérea de Vigilância da Costa, vigiando a barra de Rio Grande contra a possível presença de submarinos alemães. Assim, quando houve o episódio dos gafanhotos em 1947, ele já era o mais experiente piloto da região.

CURIOSIDADES REVELADAS

Em 1971, Candiota revelou (possivelmente pela primeira vez) diversos detalhes do cenário da época e curiosidades sobre o primeiro voo agrícola do País. Inclusive o fato de que ele e Fontelles inicialmente acharam que a operação havia dado errado. A tal ponto que já estavam esperando a zombaria de amigos e conhecidos. O que durou só até o dia seguinte, quando perceberam que os agricultores comemoravam a eliminação da praga. 

O relato foi durante a Primeira Reunião Anual dos Aplicadores Aéreos Brasileiros, ocorrida de 9 a 18 de julho daquele ano e promovida pelo Ministério da Agricultura, no Parque Anhembi, em São Paulo. Tudo dentro da 3ª Feira da Técnica Agrícola (Fetag) e estavam lá outros pioneiros, como Eduardo Araújo, Marcos Vilela, Orlando Bombini, Ada Rogato, e outros. O encontro foi coordenado pelo tenente-coronel aviador Marialdo Rodrigues Moreira – o homem que ajudou a organizar e oficializar, no âmbito legal e governamental, o setor aeroagrícola brasileiro.  

A própria presença de Candiota na feira, como convidado especial, ocorreu depois dele ter se manifestado contra o esquecimento de sua história. Em 1970, em uma matéria sobre o então projeto do avião agrícola Ipanema, o jornal Correio do Povo mencionou Ada Rogato como a primeira piloto agrícola no País (entre homens e mulheres), em 1948, no combate à broca-do-café em São Paulo. Já afastado da aviação agrícola e tocando a vida como comerciante e participando de ações comunitárias, o pelotense escreveu uma carta ao jornal, recordando os fatos de 1947 e apresentando documentação.

 Essa história ele também mencionou em sua fala no encontro aeroagrícola de 1971, que segue abaixo:

Não noticiaria estas breves palavras, sem antes agradecer às altas autoridades do Ministério da Agricultura, e, muito especialmente, ao Cel. Marialdo, a grata oportunidade que me deram, de recordar aqui, de modo informal, passagens inesquecíveis de minha mocidade, e, ainda mais, de me dirigir ao nobre povo de São Paulo e de outros Estados, que aqui acaso se encontrem.

Saúdo também, aos homens de imprensa, vanguardeiros do progresso, lembrando a figura personalíssima e inesquecível de Assis Chateaubriand, que tanto fez pela aviação civil em nosso país, na patriótica campanha “DÊ ASAS PARA O BRASIL” – que, a tal ponto, atingiu meu idealismo de jovem, que determinou o meu ingresso na aviação.

Dedicado inteiramente ao comércio, e aos compromissos de um chefe de família, quase avô, eu pensava, até bem pouco tempo que a fase da minha vida dedicada à aviação, estivesse para sempre sepultada e esquecida.

No ano passado, no entanto, um equívoco jornalístico sem importância, atribuía à insigne aviadora brasileira Ada Rogatto, a par de todas as suas conhecidas glórias, as primeiras tentativas de combate às pragas da agricultura, pelo emprego do avião. Isto levou-me a manifestar-me por carta, ao diretor do jornal, restituindo a verdade dos fatos.

Assim agi, não movido por qualquer desejo de notoriedade, nem com a intenção infantil de desmerecer a figura da grande dama de nossa aviação civil – mar porque achei que não poderia privar Pelotas, minha terra natal, do título de pioneirismo, que em verdade e por justiça lhe pertencia.

Daí, deve ter surgido a razão deste convite, que muito me desvanece dando-me a oportunidade de estar aqui agora, em tão agradável companhia.

Numa quarta-feira, 20 de agosto, do distante ano de 1947, o Diário Popular confirmava aos pelotenses, já alarmados, a dramática manchete. A manchete, em tipos negras e graúdos, dizia:

 “GAFANHOTOS SOBRE A CIDADE!”

A esta altura, há mais de dez dias, meus conterrâneos ouviam e liam notícias, oriundas de outros centros, dando a trajetória que os devastadores acrídeos, em nuvens imensas, haviam dotado.

Não restava a menor dúvida de que a Zona Sul seria o seu próximo pouso. Ao desânimo dos agricultores da região, seguiam-se o alarme e o desespero.

O que estes homens simples e intimidados não sabiam é que o Dr. Leôncio Fontelles, então chefe do Posto de Defesa Agrícola local, já arregimentava homens e reunia aparelhos manuais para enfrentar a terrível praga.

Os métodos comuns e tradicionais, no entanto, não dariam vencimento às incalculáveis legiões de insetos. Assim, ocorreu-lhe, numa tentativa desesperada e que iria ser no Brasil pioneira: o emprego do avião em defesa da agricultura.

Nesta época, eu era o piloto civil mais credenciado na região, tanto pelo número de horas de voo, como por ter tomado parte na Patrulha Aérea de Vigilância da Costa – durante a Segunda Guerra, na barra de Rio Grande.

Procurado pelo Dr. Fontelles, por ele desafiado, aderi ao projeto com entusiasmo. E, juntos, iniciamos os preparativos.

Tínhamos, em quantidade suficiente, o inseticida de que necessitávamos. Faltavam-nos, porém, em primeiro lugar UM AVIÃO e, como complemento indispensável, uma polvilhadeira adaptável ao avião, que nos permitisse controlar os jatos de inseticida sem maiores desperdícios.

 Por razões técnicas e óbvias, sabíamos que o Piper Cub J3 era, na ocasião, o aparelho mais indicado para o bom êxito da operação. O Aero Clube de Pelotas, no entanto, pôs à nossa disposição, sem outra alternativa, um biplano Muniz-9. Apesar de não acharmos este o avião mais indicado, aceitamos a oferta e partimos para a execução do plano.

Quanto à POLVILHADEIRA, na falta de maiores recursos, recorremos a um modesto funileiro que, rigorosamente dentro das medidas, foi executando o desenho que havíamos idealizado para caber no espaço disponível do avião (aparelho-revolvedor-portinhola comandadas).

Tudo pronto. Mas não pôde ser testado, visto que terminamos a instalação no avião com poucas horas de antecedência.

Tão logo começaram a baixar as primeiras nuvens de gafanhotos, iniciamos o nosso combate, sem que pudéssemos aquiladar ainda o seu grau de eficiência.

– Os primeiros resultados, meus amigos, pareceu desolador. Com o que sabíamos de aviação, e com o que não sabíamos de gafanhotos, pareceu-nos inútil a batalha. E já nos preparávamos para suportar as naturais zombarias dos amigos, quando a tragédia amainasse.

Ao procurarmos os resultados da tarefa, constatávamos que os terríveis insetos, aparentemente, não tinham tomado sequer conhecimento do nosso esforço.

Mas, já a esta altura, o inseticida começara a dobrar o inimigo – e, no dia seguinte, a Região despertaria com novas esperanças.

Moradores da Zona Sul procuravam os jornais para narrar, com emoção, O BOM ÊXITO DA EMPREITADA. As nuvens, que antes se faziam escurecer a luz do sol, cobriam os campos e valetas, formando um escuro e imenso tapete.

O resto do sensacionalismo, perdoem-me os jornalistas acaso presentes, correu por conta da imprensa…

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, através de seu secretário de Agricultura, o saudoso Dr. Balbino Mascarenhas, não demorou em nos convocar. E, depois de rápido entendimento, estava fundado o SANDA, ou seja, o Serviço Aéreo Nacional de Defesa Agrícola, a primeira empresa do gênero criada no País. Operava com dois aviões Piper Cub J3, adquiridos, por agradável coincidência, nesta bela Capital Bandeirante.

Já neste ponto, a obra simples e rudimentar do funileiro anônimo fora substituída por polvilhadeiras tecnicamente adequadas, construídas pela empresa gaúcha Steigleder, sobre plantas conseguidas na América do Norte.

A partir de então, não foi difícil debelar, uma a uma, as nuvens de gafanhotos que sucessivamente ainda nos desafiavam. E, em poucos meses, a paz e a segurança voltaram aos campos do Rio Grande.

A técnica aperfeiçoou os métodos. O Governo da Revolução, na sua obra de construção e saneamento, que não conhece obstáculos, incentivou de maneira decisiva os trabalhos da aviação agrícola. Fazendo com que a improvisação não mais encontre lugar na proteção aos que cultivam a terra.

Assim, na perspectiva do tempo, nosso trabalho talvez haja perdido a expressão. Nunca, porém – permitam-me a franqueza, se considerarmos que naquela época nós fizemos o que estava ao nosso alcance.

Muito obrigado.

Clóvis Gularte Candiota – julho de 1971

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Pantanal: é preciso melhorar coordenação e alerta antecipado de incêndios

Segundo Debate Web do Sindag sobre combate aéreo a incêndios apontou diversas lacunas a serem superadas para se aumentar a efetividade das ações conta as chamas na região  

Os erros a acertos das operações contra os focos de incêndio que deste agosto consomem flora e fauna no Pantanal. A atuação da aviação agrícola nesse cenário e o que pode ser feito daqui para frente. Essas foram as questões discutidas no segundo Debate Web promovido pelo Sindag sobre combate aéreo a incêndios. O encontro ocorreu na manhã da quarta-feira (16), com transmissão ao vivo pelo canal do Sindag no YouTube. Entre as principais conclusões do debate, os participantes apontaram problemas pela falta de uma coordenação central para as operações na região. O que provocou falhas no sincronismo na atuação de parte dos recursos materiais e humanos nas linhas de frente contra as chamas. Por outro lado, a atuação das aeronaves agrícolas junto com as brigadas em terra deixou claro mais uma vez o quanto é importante a parceria  entre Estado e empresas.

Atuação das aeronaves agrícolas junto com as brigadas em terra reforçou a importância parceria  entre Estado e empresas – Foto: Gustavo Borges

A rodada teve, desta vez, a participação do comandante do 2º Esquadrão de Aviação Operacional (ESAV) do Corpo de Bombeiros do DF, tenente-coronel Norberto Magno Martins Pimentel, e do subcomandante da unidade, major Anderson Lino do Nascimento. Também participaram o tenente-coronel da reserva Wallace Ruy Rabello Brandão, oficial da reserva do 2º ESAV, e o naturalista, biólogo e apresentador Richard Rasmussen, do programa Brasil Biomas, da TV Cultura. O debate teve ainda o supervisor de Tecnologia Agrícola da empresa Adecoagro, Jadson Batista, e o presidente da Zanoni Equipamentos Agrícolas, Sérgio Zanoni.

Confira no final da matéria o vídeo com a íntegra do debate

Planejamento de estrutura

Além de ajustes no organograma das operações no Pantanal, outras sugestões que apareceram no debate. Entre as principais, investir em um sistema de alerta antecipado. O que permitiria enviar recursos (avião e equipe de terra) para combater os focos antes deles tomarem proporções maiores. “A aviação tem condições de enxergar antes e acionar mais rápido”, resumiu Brandão. O piloto bombeiro da reserva lembrou que além dos recursos naturais e hídricos que se perdem com os incêndios a saúde da população atualmente é muito mais afetada. “Há mais pessoas vivendo dentro do Pantanal”.

A rodada teve a participação de pilotos bombeiros e representantes da mídia e de empresas de equipamentos para aviões e de produção agrícola

Já Rasmussen destacou que, além de mais efetivo, o foco no alerta antecipado contra incêndios requer também a preparação e uma melhor estrutura para resposta rápida. “Precisamos de uma ou mais brigadas permanentes espalhadas pelo pantanal”, completou, lembrando que em 40 anos visitando a região, nunca havia visto incêndios nas proporções da atual temporada. O naturalista também chamou a atenção para detalhes da infraestrutura local que precisam ser melhor preparados.

“No incêndio de agora, houve um esforço muito grande dos bombeiros para proteger as pontes de madeira da região.” O que significou deslocar às vezes uma centena de homens para essa tarefa. Rasmussen lembrou que, se todas as pontes fossem de concreto, esse pessoal poderia estar em outras frentes sem risco de ter rotas de suprimentos, de fuga ou mesmo de deslocamento interrompidas durante um longo tempo.

Sobre isso, respondendo à pergunta de um internauta, o subcomandante do 2º ESAV concordou com a instalação de pistas para aviões próximas às áreas de maior risco de incêndios. “Proporcionariam uma ação mais rápida contra as chamas. Mas precisaríamos antes superar algumas dificuldades junto aos órgãos ambientais para sua instalação”, destacou major Lino.

Também nas respostas aos internautas, Pimentel lembrou que o uso de produtos retardantes em áreas de preservação como o Pantanal ainda esbarra em uma lacuna da legislação ambiental brasileira. “Há um estudo sendo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB) porque a legislação brasileira é omissa: não diz que não pode suar, mas também não diz que sim. Por isso se está procurando respaldar seu uso”. O oficial contou que há anos o tema foi posto em discussão pra o conselho nacional do meio Ambiente, mas o debate ficou no limbo da entidade. “Estamos há três anos com a UnB fazendo testes com diversos tipos de produtos retardantes, para termos algo consistente para provocarmos o Conama.”

Não por acaso, o uso, testes e regulamentação sobre retardantes será o tema do próximo Debate Web sobre combate a incêndios. Será no dia 1º de outubro, às 10 horas, também pelo canal do Sindag no Youtube.

O primeiro Debate Web sobre o tema ocorreu no último dia 2. Destaque na ocasião para a fala da especialista em aviação agrícola e combate aéreo a incêndios Mônica Maria Sarmento e Souza (uma das maiores autoridade no País sobre combate aéreo a incêndios). Ela foi incisiva incisiva ao destacar o quanto o Brasil está atrasado em organizar meios que já possui, dentro de doutrinas mais do que comprovadas. “Ninguém aqui precisa descobrir a roda e o fogo. Há muito tempo, o mundo inteiro sabe os segredos de combate a incêndios”, enfatizou – reveja clicando AQUI

Empresas

Por parte do setor privado, Zanoni falou sobre os equipamentos de combate a incêndio e lembrou que nem todos os aviões agrícolas do País são preparados para esse tipo de operação. Com 23 anos de experiência em projeto e fabricação de equipamentos para o mercado aeroagrícola, a empresa também sentiu o amento na demanda do uso de aeronaves agrícolas contra as chamas. Tanto que produz comportas hidráulicas que servem, ao mesmo tempo, para o trabalho agrícola e ao combate a incêndios. “Temos tido muitos problemas de incêndios em lavouras de milho e canaviais. Daí desenvolvemos e aperfeiçoamos nossas comportas, que não só são mais ágeis, como possuem melhor regulagem de abertura (o que permite lançamentos mais adequados a diversas situações de fogo).”

Já o supervisor da Adecoagro destacou as mudanças promovidas pela empresa com foco na prevenção e primeira resposta aos incêndios em lavoura. Jadson Batista explicou que a empresa sempre teve foco em boas práticas, mas sentiu que precisava aperfeiçoar seu pessoal quanto a situações de queimadas. “Percebemos que havia muita vontade, mas pouca técnica (falta de sincronismo) que pode ser nocivo no combate a incêndio. Além disso, reforçamos a prevenção.” O trabalho abrangeu desde a contratação de plataformas que identificam focos, até a formação do pessoal de campo com prevenção (manutenção equipamento, verificando temperatura, etc).

As duas empresas aeroagrícolas que atendem a empresa têm aviões equipados com comportas da Zanoni. Além disso, a estratégia de operação contra chamas abrange o uso de líquido gerador de espuma e uma pegada forte em campanhas de prevenção até junto à comunidade. “Zerar risco de incêndios não é possível. Mas dá para reduzir muito e com isso evitar perda de vida pessoas, animais e de alimentos.”

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Ibravag na Estrada teve rodada de estreia nesta semana

Projeto que busca a aproximação com operadores privados teve edições virtuais voltadas para produtores MT, GO, PI, BA, TO e MA, com foco em regulação, cenários e oportunidades

Apresentações sobre legislação da aviação agrícola, além de desafios e oportunidades para produtores rurais que operam a ferramenta aérea – os chamados operadores privados (TPP). Esse foi o foco, durante a semana, da rodada de estreia do projeto Ibravag na Estrada, realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag). A programação teve encontros virtuais na segunda, terça e sexta-feira (dias 14,15 e 18). As edições foram voltadas, respectivamente, para operadores do Mato Grosso, Goiás e Matopiba (região produtora que abrange os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia).  

A rodada teve a participação da chefe da Divisão de Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Uéllen Lisoski Duarte Colatto; da coordenadora do Sistema Nacional de Documentação da Aviação Agrícola (Sisvag), Cléria Regina Mossmann, e do assessor técnico do Sindag Agadir Mossmann (Mossmann Assessoria e Consultoria Aeroagrícola). Os encontros tiveram ainda a participação do assessor jurídico do sindicato aeroagrícola, Ricardo Vollbrecht (Kümmel & Kümmel Advogados Associados). Além das apresentações, os palestrantes também esclareceram dúvidas de parte dos mais de 600 participantes mobilizados nos três encontros.

Confira o vídeo de cada edição clicando em

Ibravag na Estrada Mato Grosso

Ibravag na Estrada Goiás

Ibravag na Estrada MA TO PI BA

PRESENTAÇÕES

No caso de Uéllen, a chefe de divisão falou sobre o trabalho do Mapa no desenvolvimento e modernização das regras sobre o setor. Especialmente o andamento do processo de elaboração da Instrução Normativa (IN) para regulação dos drones no trato de lavouras. Ela lembrou que o texto provisório da IN dos Drones esteve em consulta público até o último dia 8 e agora está na etapa de avaliação das cerca de 130 contribuições enviadas por entidades (entre elas, o Sindag) e pessoas. Uéllen também provocou os operadores privados a se enxergarem, dentro da aviação agrícola, como parte de um setor que precisa dar respostas constantes de seriedade, competência e responsabilidade à sociedade.

Já Cléria e Agadir abordaram a abrangência da legislação e diversas peculiaridades que precisam ser observadas em toda a documentação, relatórios, estrutura e pessoal técnico exigido para operar aeronaves agrícolas. Isso além de esclarecimento de dúvidas sobre aspectos operacionais, regulamentações de segurança e trabalhistas e outros temas. Cléria apresentou o funcionamento do Sisvag – que fornece informações completas e claras sobre legislação, requisitos e documentação para operações aeroagrícolas em cada Estado. Ela lembrou que o sistema, criado pelo Sindag, também está disponível agora para operadores filiados ao Ibravag.

As apresentações de Ricardo Vollbrecht na rodada de encontros deram um panorama dos absurdos de projetos de proibição baseados em mitos sobre o setor. Estes, por sua vez, baseados na falta de informações da sociedade sobre a aviação agrícola. Vollbrecht lembrou que o quadro tem exigido um grande esforço do Sindag em levar informações e esclarecimentos a legisladores. Conforme o assessor jurídico, na maioria das vezes o esclarecimento sobre a segurança e importância da ferramenta aeroagrícola já resolve a questão em câmara de vereadores e assembleias estaduais.

Porém, a aviação agrícola também se tornou para alguns grupos políticos uma bandeira a ser combatida não pelo seu risco em si, mas como símbolo do agronegócio do País. “O caso mais dramático foi no Ceará, onde uma lei proibindo aviação agrícola no Estado passou no apagar das luzes de 2018 (na última votação do ano, quando os deputados aprovaram pacotes de leis para poderem iniciar o recesso de final de ano)”, ressaltou. O único resultado da lei cearense foi uma queda violenta na produção de bananas (fruta da qual o estado era, até então, o maior produtor e exportador brasileiro). Sem o avião, a quantidade de pulverizações necessárias para proteger a lavoura passou de quatro para mais de 10 por ano, com 20 vezes mais calda em cada operação e tudo agora feito por um exército de pessoas a pé com pulverizadores costais. “Ou seja, perdeu-se produção, perdeu-se segurança tendo que as pessoas aplicarem os produtos á pé, e se aumentou o uso de defensivos. Mostrando o quanto é absurdo querer proibir a ferramenta aérea.”

RECEITA

O projeto segue a receita do Sindag na Estrada, série de encontros realizados desde 2017 pelo sindicato aeroagrícola e que no último dia 10 chegou à sua 70ª edição. No caso do Sindag, o foco são os empresários, levando informações sobre desafios e oportunidades do setor, promovendo qualificação, aproximando parceiros e entidades reguladoras e avaliando os cenários nacional e de cada Estado.

Conforme o diretor executivo do sindicato aeroagrícola, Gabriel Colle, o objetivo agora é provocar o mesmo engajamento junto aos operadores privados, mobilizando também entidades parceiras, profissionais e pesquisadores ligados ao setor. “Enfim, atender ao próprio Planejamento Estratégico do Sindag, onde desde 2018 nossa Missão está estabelecida como ‘representar, fortalecer e qualificar o setor aeroagrícola brasileiro’. Da mesma que o Negócio do Sindag está definido como ‘dinamizar o setor aeroagrícola’. Ou seja, está mais do que entendido que o setor precisa, se qualificar, comunicar-se e crescer como um todo: empresas e operadores privados. E todos são responsáveis por sua imagem perante a sociedade”, ressaltou Colle nos encontros.

PARCEIROS

Além disso, o Ibravag na Estrada também faz parte do projeto Aviação Agrícola 2022, que tem patrocínio da Syngenta. A rodada teve ainda o apoio institucional do Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Vegetal (Sindiveg) e de várias outras entidades. Entre elas, a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Fórum Agro MT, Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja/PI) e Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja/GO).

Também apoiaram a iniciativa as Associações dos Engenheiros Agrônomos de Goiás e de Primavera do Leste/MT, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí e Mato Grosso (Crea/PI e Crea/MT), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Além dos Sindicatos Rurais de Jataí, Rio Verde, Lucas do Rio Verde, Cristalina e Chapadão do Céu, em Goiás. Os encontros tiveram apoio ainda das empresas Agsur, Aeroglobo, DP Aviação (representantes Air Tractor) e Thrush do Brasil.

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Vagas para cursos de coordenador e de executor em aviação agrícola no MS

As primeiras turmas da Mossmann Assessoria ocorrerão entre 12 e 16 de outubro, homologadas do Ministério da Agricultura e com sorteio de vagas

Ainda há vagas para as primeiras turmas dos cursos de Coordenador em Aviação Agrícola (CCAA) e Executor em Aviação Agrícola (CEAA) da Mossmann Assessoria e Consultoria Aeroagrícola. As aulas ocorrerão de 12 a 16 de outubro, no Mato Grosso do Sul, e os interessados podem entrar em contato pelo email mossmann.capacitacao@hotmail.com ou pelos fones/whats (67) 99913-2487 ou 99637-3032.

Os cursos são homologados pelo Ministério da Agricultura. As aulas teóricas ocorrerão em Dourados e a parte prática será na sede da empresa HP Aeroagrícola, no aeroporto de Fátima do Sul. A empresa, juntamente com o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) estão sorteando uma vaga para cada modalidade. Para isso, basta clicar no link: https://www.instagram.com/p/CE9We8PIzQN/

O CCAA é voltado a agrônomos que queiram que trabalham ou pretendam trabalhar com aviação agrícola, como responsáveis técnicos pelas operações de empresas ou operadores privados. Já o CEAA é obrigatório para técnicos agrícolas ou agropecuários que queiram ingressar nesse mercado como encarregados pelas operações em campo.

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Academia de Líderes chega a 80 dirigentes formados

Diferencial este ano foi a programação totalmente via web, o que não diminuiu o engajamento de sua maior turma desde 2018

A última semana teve a formatura dos 41 participantes da terceira turma da Academia de Líderes da Aviação Agrícola, promovida pelo Sindag. Com isso, a iniciativa do sindicato aeroagrícola atingiu a marca de 80 empresários e dirigentes formados em edições anuais desde 2018 (veja AQUI a lista de todas as turmas). O foco da Academia é aprimorar a gestão de pessoas, formando lideranças e equipes comprometidas com a responsabilidade social e ética. Isso além de melhorar resultados e fidelização de clientes com incremento na boa reputação no mercado.

Com a pandemia do novo coronavírus, o diferencial este ano foram as aulas totalmente pela internet. Para adaptar a dinâmica à plataforma virtual, os dois dias de imersão presencial das edições anteriores este ano se transformaram em um roteiro desenvolvido em quatro dias – 1, 1, 2, 8 e 9 de setembro, com o encerramento no último dia 14.  

Turma deste ano foi a maior da do projeto do Sindag, que desde 2018 conta com patrocínio da Travicar

“Nossa estratégia foi focar com temas que levassem muito à prática. O que significou trabalhar grupos menores em discussões e atividades para serem colocadas exercitadas”, destaca a coordenadora da Academia, Luiza Utzig. “O pessoal se preparou para participar da academia e isso faz toda a diferença”, completou a instrutora. Não por acaso, esta foi a maior turma de todas as edições.

CONTINUIDADE

Após o módulo inicial, os participantes passaram ainda a integrar o grupo de discussões da Academia de Líderes da Aviação Agrícola, abrangendo membros de todas as edições. “Temos mais duas palestras web programadas para este ano” adianta Luiza. Segundo o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, isso torna a Academia uma qualificação contínua.

Colle lembra que as palestras via web dando continuidade aos temas tratados em cada edição começaram em dezembro do ano passado. Ou seja, ainda antes da pandemia e já como uma iniciativa para ficar. “Como previsto no Planejamento Estratégico do Sindag: o uso das ferramentas digitais para a capacitação do setor”, recorda o diretor, que também faz parte do time de instrutores da Academia de Líderes.

Além disso, em todas as edições até aqui, a Academia de Líderes contou com patrocínio exclusivo da empresa Travicar Tecnologia Agrícola, de Porto Alegre. Motivo pelo qual a empresa foi homenageada em outubro do ano passado, quando renovou o apoio para 2020.

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Senador propõe incluir aviação agrícola em políticas contra incêndios

Iniciativa altera o Código Florestal e o decreto de criação do setor para incluir a ferramenta nas diretrizes do Sistema Nacional do Meio Ambiente

O senador Carlos Fávaro (PSD/MT) anunciou na última quinta-feira (17) a apresentação do Projeto de Lei (PL) 4.629/20, prevendo diretrizes para a inclusão da aviação agrícola nas políticas de combate a incêndios no País. A iniciativa inclui a ferramenta no Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e na Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. Para isso, o dispositivo inclui a medida no Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012).

Fávaro anunciou o projeto na última quinta-feira (17) – Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O projeto de Fávaro também acrescenta um parágrafo no Decreto-Lei 917, de 8 de outubro de 1969 (que regulamenta o setor aeroagrícola). Neste caso, prevendo que as operações da aviação agrícola contra chamas sejam incentivadas em políticas, programas e planos governamentais de prevenção e combate aos incêndios florestais.

VANTAGENS
Em sua justificativa, o parlamentar frisa o aumento registrado nos focos de incêndio nos últimos anos na Amazônia, Mata Atlântica e outros biomas. Além dos casos de fogo em lavouras, onde as aeronaves são fundamentais para evitar que as chamas cheguem a áreas de preservação. Fávaro cita em especial o desastre dos incêndios no Pantanal neste ano, onde foram registrados 15.756 focos de queimadas – 208% a mais que em 2019. E onde a aviação agrícola tem feito a diferença nas operações contra chamas.

O senador também destaca a terceirização de aviões agrícolas como uma medida racional frente aos custos do Estado adquirir aeronaves próprias. Com vantagens como não se ter o custo da compra dos aviões e de suas instalações permanentes, além de treinamento e pessoal – estrutura que ficaria ociosa a maior parte do ano.

Confira AQUI o texto original da proposta

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Autoridades determinam pulverização aérea contra mosquitos em Indiana, nos EUA

Operações marcadas para esta terça e quarta-feira têm como objetivo eliminar transmissão de vírus que causa encefalite em cavalos e pessoas

O Departamento de Saúde do Estado norte-americano de Indiana anunciou esta semana um plano de aplicações aéreas contra mosquitos, para eliminar focos do vírus da encefalite equina oriental (EEE, na sigla em inglês). As pulverizações devem ocorrer na noite desta terça (22) e na manhã da quarta-feira, se o tempo permitir. A operação vai abranger uma área equivalente a 150 hectares, sobre os condados de Elkhart, Kosciusko, LaGrange, LaPorte, Marshall e Noble, no norte do Estado. A medida foi tomada depois exames laboratoriais confirmaram, na última sexta (18), resultado positivo para a doença em um morador do condado de LaPorte.

Além disso, o vírus da EEE foi detectado em cavalos em LaGrange, LaPorte e Kosciusko. A área de aplicação contra mosquitos foi definida considerando que o inseto contaminado pode alcançar até mais de oito quilômetros. Os mosquitos adquirem o vírus da encefalite equina ao picarem aves e daí o transmitem a cavalos e humanos.

Mapa da região norte de Indiana indica condados que detectaram a presença do vírus em uma pessoa (azul) e apenas em cavalos (azul claro), além dos condados que reforçaram a vigilância (verde claro)

Nas pessoas, os sintomas iniciais da doença se assemelham aos da dengue. Porém o mal pode evoluir para outros sintomas, como diarreia, dor na nuca, confusão mental e inchaço no cérebro (encefalite). Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), cerca de 30% das pessoas contaminadas com a EEE morrem e muitos dos sobreviventes passam a ter problemas neurológicos crônicos.

Embora humanos e outros mamíferos possam ser infectados, eles não transmitem a doença. Ou seja, cavalos doentes são o alerta de que o vírus está na área. No ano passado, o norte de Indiana registrou uma pessoa morta por encefalite, um morador contaminado e 14 cavalos doentes. O que para as autoridades de saúde locais foi considerado um surto significativo. As autoridades também iniciaram uma campanha para que as pessoas redobrem os esforços para eliminar focos de mosquitos em suas residências.

TÉCNICA

A operação desta terça e quarta-feira deve utilizar o inseticida Dibrom em pulverização de ultrabaixo volume. O produto é especialmente indicado para mosquitos e utilizado desde 1959 pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos – ano em que foi aprovado pela Agência de Proteção Ambiental do país (EPA). O produto é considerado de baixo risco ambiental – inclusive para pessoas, animais domésticos e abelhas.

O uso de aviões no combate a mosquitos é feito desde os anos 1920 nos Estados Unidos, tanto com uso de inseticidas específicos para vetores, quando com larvicidas biológicos. A técnica também é utilizada em países da América Latina e Europa. A técnica não é novidade nem no Brasil. Em 1975, o uso de aviões contra mosquitos foi determinante para eliminar um surto de encefalite que causou vítimas nas cidades de Mongaguá, Peruíbe e Itanhaém, no litoral paulista.

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Encontro via web reúne produtores que têm aviões agrícolas no RS, SC e PR

Videoconferência ocorre na tarde desta quarta (23) e faz parte do projeto Ibravag na Estrada, com foco em legislação e documentação   

Produtores rurais ou cooperativas que têm seus próprios aviões agrícolas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são o foco da videoconferência marcada para a tarde desta quarta-feira (23), dentro do projeto Ibravag na Estrada. O encontro virtual será das 14 às 16 horas e a iniciativa é do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag). A programação vai abranger um panorama do setor na região Sul e no País, além de apresentações sobre as obrigações legais e atualizações sobre a legislação que incide sobre o setor. Inclusive o projeto para regularização do uso de drones no trato de lavouras.

A promoção desta quarta tem o apoio da Associação dos Arrozeiros de Alegrete e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). O bate-papo terá ainda os assessores jurídico e de documentação do Sindag dando uma mostra do Sistema Nacional de Documentação da Aviação Agrícola (Sisvag), criado pelo Sindag. O Sisvag é uma plataforma onde os operadores podem consultar todas as exigências legais e de documentação, de todos os órgãos federais ou estaduais, para operar em qualquer Estado.

AMPLIAÇÃO

“Há anos mantemos um trabalho intenso para levar informações e qualificar as empresas de aviação agrícola dentro dos princípios de boas práticas para eficiência e segurança, tanto operacional quanto ambiental. Com o processo de melhoria contínua consolidado entre as empresas de aviação agrícola, agora queremos alcançar também os chamados operadores privados”, explica o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva. Daí a parceria com o Ibravag, que, além dos produtores que têm aviões, representa fornecedores de tecnologias e equipamentos, associações de produtores e o restante da cadeia em torno do setor.

“Iniciamos a rodada de encontros com operadores privados na última semana, conversando com produtores do Mato Grosso, Goiás e do Matopiba (região produtora que abrange o Maranhão, Tocantins Piauí e Bahia)”, completa Magalhães. Juntos, os três Estados do Sul têm uma frota de 572 aviões agrícolas, segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – sendo 426 aeronaves no RS, 141 no PR e três em SC. Essa frota é dividida entre 68 operadores privados (42 no RS, 25 no PR e 1 em SC) e 126 empresas aeroagrícolas (72 no RS, 24 no PR 3 em SC).

O projeto Ibravag na Estrada faz parte ainda do projeto Aviação Agrícola 2022, do Sindag e com patrocínio da Syngenta.

RECEITA

A programação dirigida ao público do Ibravag segue a receita do Sindag na Estrada, série de encontros realizados desde 2017 pelo sindicato aeroagrícola e que no último dia 10 chegou à sua 70ª edição. No caso do Sindag, o foco são os empresários, levando informações sobre desafios e oportunidades do setor, promovendo qualificação, aproximando parceiros e entidades reguladoras e avaliando os cenários nacional e de cada Estado.

Conforme o diretor executivo do sindicato aeroagrícola, Gabriel Colle, o objetivo, ao se engajar os operadores privados, “é atender também o Planejamento Estratégico do Sindag, onde desde 2018 nossa Missão está estabelecida como ‘representar, fortalecer e qualificar o setor aeroagrícola brasileiro”. Segundo Colle, o entendimento das duas entidades parceiras é de todos atores desse segmento são também responsáveis por sua imagem perante a sociedade.

 

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Capivari promove rodada de palestras sobre segurança e prevenção contra drogas

A segurança operacional, ambiental e a prevenção ao uso de drogas foram o foco das palestras promovidas no último dia 10, pela empresa Capivari Aviação Agrícola. Situada no município gaúcho de Capivari do Sul, a aeroagrícola movimentou todo o seu quadro de pilotos, pessoal de solo técnicos e administrativo. Como todos ocorre todos os anos, a empresa trouxe palestrantes de diversas áreas para conversar com seu pessoal.

Programação abrangeu primeiros socorros e combate a incêndios

“Trouxemos desde um biólogo da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) até o pessoal da Casa-Abrigo (de Osório, que atende crianças e adolescentes vítimas de maus tratos e em situação vulnerável)”, conta a diretora da empresa e gerente de Segurança Operacional (SGO) Jéssica Costa Oliveira. No caso da Casa-Abrigo, o objetivo foi trazer depoimentos sobre os problemas sociais das drogas e do alcoolismo. Que foi o tema também na palestra do pessoal da Polícia Civil.

“Procuramos sempre surpreender os participantes. Daí a variedade de palestras mostrando realidade sobre o tema”, completa Jéssica.  Isso dentro do Programa de Prevenção de Prevenção ao uso de Substâncias Psicoativas (PPSP). Mas a programação teve também abordagens sobre primeiros socorros, combate a incêndios, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros temas.

Ação movimentou toda a equipe da empresa gaúcha

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SkyDrones apresenta tecnologia de drones para técnicos e fiscais

Demonstração ocorreu em Porto Alegre, a pedido do Mapa, para esclarecer dúvidas de representantes de entidade reguladoras, enquanto Ministério prepara normativa para a ferramenta  

A empresa SkyDrones Tecnologia Aviônica, de Porto Alegre, realizou na última semana a demonstração de um drone de pulverização para técnicos de entidades reguladoras no Rio Grande do Sul. A movimentação foi no dia 14, em um estacionamento ao lado do prédio da Receita Federal, no Centro de Porto Alegre. A apresentação teve a participação de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério Público Federal (MPF), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Conforme o diretor da SkyDrones, Ulf Bogdawa, o encontro ocorreu a pedido da própria Superintendência do Mapa no Estado.

Bogdawa (canto esquerdo) esclareceu dúvidas de técnicos e fiscais do Mapa, MPF, Anac, Fepam e Fundacentro

O objetivo foi apresentar a tecnologia “ao vivo” para o pessoal envolvido da fiscalização da ferramenta, cuja Instrução Normativa (IN) para uso da tecnologia no trato de lavouras deve sair até o final do ano.  A IN está sendo preparada pelo Ministério da Agricultura (a quem cabe regular as aplicações aéreas no País) e esteve em Consulta Pública até o último dia 8. “O convite para a apresentação foi feito à nossa empresa por sermos associados ao Sindag e termos participado ativamente da construção do esboço da IN dos drones”, ressalta Bogndawa.

A demonstração foi com um drone Pelicano, com capacidade para 10 litros de produto a ser aplicado. Após a apresentação do equipamento, o diretor da SkyDrones ainda ficou cerca de uma hora respondendo dúvidas dos técnicos.

O projeto da IN dos drones (ou RPAs) vinha sendo construído pelo Mapa desde o início do ano passado, com a participação também do Sindag, Ibravag, Embrapa e outras entidades do setor agrícola. “Diversos players que possuem interesse nesta tecnologia foram convidados pelo Mapa a participar, o que foi muito positivo”, assinala Bogdawa. Além de ajustar a legislação à nova tecnologia – já que a operação com drones também é classificada como pulverização aérea, foco é a profissionalização do setor. Garantindo tanto a segurança das operações e a própria segurança jurídica dos operadores.

Associada ao Sindag desde 2017, a SkyDrones foi a primeira empresa de aparelhos remotos associada a uma entidade aeroagrícola no mundo.  Também é foi primeira empresa brasileira a desenvolver, vender e utilizar drones de pulverização. Além disso, desde 2018 a empresa gaúcha é classificada como Empresa Estratégica pelo Ministério da Defesa brasileiro, pela sua tecnologia na área de monitoramento aéreo. 

Equipamento demonstrado foi um drone Pelicano, com capacidade para 10 litros

CLASSES

Os drones ou aeronaves remotamente pilotadas (RPAs, na sigla em inglês – também adotada no País) são regulamentados desde 2017 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por isso, o esboço da regulamentação do Ministério da Agricultura considera a classificação dos drones nas três categorias previstas pela Anac, segundo o peso dos aparelhos. Porém, a nova regulamentação do Mapa será apenas para drones pertencentes às classes 2 (de mais de 25 kg até 150 kg de peso total) e 3 (até 25 kg de peso total).

Isso quando no caso de aparelhos utilizados para aplicações de defensivos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. No caso de levantamentos por imagens – como não se trata de pulverizações aéreas, os operadores precisam observar as regras da Anac e outras agências (como o Departamento de Controle de Espaço Aérea – Decea).

Já para os drones classe 1 (aparelhos com mais de 150 quilos), apesar de uma realidade não tão próxima no dia-a-dia no campo, no âmbito do Mapa eles deverão seguir as mesmas regrs dos aviões (IN 02/2008), exigindo, por exemplo, licença de piloto agrícola para o operador e pátio de descontaminação (com sistema de tratamento de resíduos) para a limpeza dos aparelhos.

Porém, outra regra dos aviões que valerá também para todos os drones de aplicações em lavouras, como a necessidade do relatório completo de cada operações (indicando localização e tamanho da lavoura tratada, produto utilizado, vazão, condições atmosféricas e outros itens). Além disso, cada operador precisará ter um engenheiro agrônomo como responsável técnico e quem pilotar os aparelhos de classe 2 ou 3 precisará o Curso de Piloto Agrícola Remoto.

Os requisitos abrangem ainda plano de destinação de resíduos (sobras de defensivos e a água da limpeza dos equipamentos); o registro de entidades de ensino para ministrarem curso de piloto agrícola remoto; e os requisitos operacionais e de segurança operacional – envolvendo também as distâncias mínimas a serem respeitadas nas aplicações.

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HackatAgro: inovação, eficiência e sustentabilidade em campo no RS

Iniciativa da Farsul conta com apoio institucional do Sindag e promove parcerias e debates para resolver gargalos e acelerar o desenvolvimento tecnológico do agro

Fazer com que os produtores rurais tenham acesso mais rapidamente a novas tecnologias e assim tirar proveito imediato de inovações. Ao mesmo tempo, promover novas soluções digitais para o agro, melhorando não só o trabalho em campo, mas também a gestão. Em última instância, aumentando a produtividade e garantindo sustentabilidade. Esse é o foco do projeto HackatAgro, que lançou neste mês uma série de ações multiplataforma para discutir gargalos e estimular soluções para a efetivação da chamada agricultura 4.0 em todo o território gaúcho. A inciativa tem apoio institucional do Sindag e diversas outras entidades do agro: Ufrgs/Zenit, UFSM/Aggitec, Pacto Alegre, Associação Brasileira de Marketing e Agronegócio e Associação Anjos do Brasil. Além do Sebrae/RS, Tecnosinos, TecnoPUC e Emater/RS.

Os desafios da conectividade no campo abriram a série de debates via web

A programação via web teve a largada no último dia 19, com o primeiro de seis webinars técnicos com autoridades, especialistas e agentes de inovação. O objetivo é debater gargalos, soluções e oportunidades para a integração digital do campo gaúcho. O encontro de abertura teve como tema um dos maiores desafios da atualidade para o agronegócio: a conectividade.

Conforme o diretor da Comissão de Inovação da Farsul, Donário Lopes de Almeida, os conteúdos dos webinars terão ligação com os temas a serem endereçados no evento HackaThon, que acontecerá em dezembro. Neste caso, trata-se de uma maratona de startups, voltada para soluções inovadoras para os problemas identificados como os mais relevantes para os produtores do Estado. O encontro deverá ocorrer no TecnoPuc, como uma evolução do HackaThon AgroUp, promovido em 2019 e que contou com 13 startups. Segundo Lopes, tudo para estimular o ecossistema de inovação para os potenciais econômicos do agro para empresas inovadoras.

O primeiro webinar do HackatAgro 2020 teve a participação do presidente da Farsul, Gedeão Pereira; o secretário de Inovação e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luís Lamb; o diretor Digital América do Sul da New Holland, Gregory Riordan; o presidente da InternetSul, Ivonei Lopes; o diretor de Relações Institucionais da TIM Brasil, Leandro Guerra; e o diretor de Marketing da Hughes, Rodrigo Cavalieri.

Como pano de fundo, uma lacuna de sinal pode ser confirmada nos dados divulgados por estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Segundo a instituição,  apenas 5% da área agriculturável do país está conectada à internet, principalmente em grandes propriedades. Já segundo a InernetSul (que congrega as operadores), no Rio Grande do Sul, as regiões Oeste, Campanha e Sul são as que enfrentam maiores desafios de conectividade. Segundo Gedeão Pereira, isso preocupa muito produtores que adquirem máquinas com tecnologia embarcada, mas não conseguem usufruir dos resultados totais em performance devido à falta de internet. “O campo não pode esperar”, completou o presidente da Farsul.

O próximo Webinar do Hackatagro está marcado para o início de outubro. O encontro abordará questões relacionadas a custos de produção.

WEBSÉRIE E PODCASTS

O encontro virtual do último dia 19 teve também a apresentação do trailer da websérie do HackatAgro. Com o tema Trilhas de conteúdo, a série abordará 10 eixos temáticos para falar sobre a Inovação no agro. Os vídeos estão sendo preparados com uma linguagem mais didática, para atingir aos diversos púbicos que em torno das cadeias do agro. A campanha deve durar pelo menos 12 meses, com ativações promocionais ao longo do timeline.

Websérie marcará outra frente de divulgação e discussões do projeto

Os temas serão A inovação no agro; Passado, presente e futuro; A curva de adoção de inovações; O mapa do sistema de inovação brasileiro; A conectividade no campo; Agricultura de precisão; As máquinas e sensores; Aplicações localizadas; A internet das coisas e As agtechs. De um modo geral, os vídeos abordarão desde a revolução das ferramentas de gestão, a evolução da conectividade em todos os elos da cadeia do campo, a tecnologia embarcada em máquinas, aviões e equipamentos, a utilização de dados georreferenciados para otimizar o uso de insumos e diversos outros aspectos da tecnologia no agro.  

Já os podcasts serão quinzenais, e também com 10 edições. O material terá entrevistas e pitches (apresentações de produtos e serviços) com as principais agtechs do mercado gaúcho. Tudo disponível nas plataformas America Podcast, Spotify, Deezer, Apple Podcast e outras.

Iniciativa conta com apoio institucional do Sindag

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Fatores humanos na segurança de voo e palestra nesta quarta

Evento terá transmissão pelo canal do Sindag no YouTube e vai abordar temas como temas como cultura organizacional, relacionamentos internos e automedicação 

Os fatores humanos na segurança de voo estarão em pauta nesta quarta-feira (30) na Palestre Web promovida pelo Sindag. O encontro terá como palestrantes o médico e doutor em Psiquiatria Anderson Stolf e a psicóloga e doutora em Ciências da Saúde Carolina Venzon. Ele vão abordar temas como cultura organizacional, relacionamentos internos e automedicação.

A programação terá ainda a apresentação do trabalho científico do empresário e piloto agrícola Rodrigo de Faria. A mediação estará a cargo do secretário executivo do Sindag, Júnior Oliveira, junto com o chefe do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V), tenente-coronel Carlos Baldin.

O evento é gratuito e terá transmissão ao vivo pelo canal do Sindag no YouTube – www.youtube.com/sindagaviacaoagricola. A iniciativa integra o projeto Academia Brasileira de Segurança de Voo Aeroagrícola, do Sindag, e tem apoio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Quem quiser participar pela plataforma Zoom ainda pode se inscrever clicando AQUI.