{"id":1531,"date":"2020-07-20T14:30:18","date_gmt":"2020-07-20T17:30:18","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1531"},"modified":"2020-07-20T14:30:18","modified_gmt":"2020-07-20T17:30:18","slug":"o-que-afeta-a-produtividade-dos-trabalhadores-no-brasil","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/o-que-afeta-a-produtividade-dos-trabalhadores-no-brasil\/","title":{"rendered":"O que afeta a produtividade dos trabalhadores no Brasil?"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title single-title\">O que afeta a produtividade dos trabalhadores no Brasil?<\/h1>\n<p>S\u00e3o necess\u00e1rios 4 trabalhadores brasileiros para produzir o mesmo valor que 1 americano.<\/p>\n<p>Esta informa\u00e7\u00e3o parece n\u00e3o ser verdadeira, mas infelizmente \u00e9 a atual realidade.<\/p>\n<p>Um trabalhador americano, produz a mesma quantia de valor no PIB, que 4 trabalhadores brasileiros. Isso significa que, se tiv\u00e9ssemos a mesma produtividade que os trabalhadores americanos, poder\u00edamos gerar 4 vezes o valor do nosso atual PIB, com a mesma quantidade de trabalhadores.<\/p>\n<p>Mas por que somos t\u00e3o improdutivos? Talvez a pergunta certa seria: como eles s\u00e3o t\u00e3o mais produtivos que a gente?<\/p>\n<p>A resposta, segundo The Conference Board, passa por 4 fatores principais:<\/p>\n<p>1- Baixo n\u00edvel educacional e falta de qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos profissionais brasileiros;<\/p>\n<p>2- Baixo n\u00edvel de recursos dispon\u00edveis, em rela\u00e7\u00e3o a equipamentos, maquin\u00e1rios e estruturas de apoio;<\/p>\n<p>3- Inefici\u00eancia da economia e gargalos de infraestrutura do pa\u00eds; e por fim,<\/p>\n<p>4-Falta de interesse dos profissionais em buscar melhores resultados.<\/p>\n<p>Vou iniciar falando dos dois \u00faltimos: O item 3, em grande parte, a responsabilidade acaba ficando por conta do governo, mas no item 4, se refere aos trabalhadores brasileiros, onde nossa cultura e tradi\u00e7\u00e3o acaba desestimulando que grande parte dos profissionais busquem se qualificar e ampliar suas compet\u00eancias.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, olhando para o item 2, precisamos de uma reflex\u00e3o: Ser\u00e1 que estamos oferecendo as melhores ferramentas e equipamentos para nossos colaboradores? Ou ao menos, pensamos em melhorar os processos para que eles executam as tarefas? Como fazem em pa\u00edses desenvolvidos? Quais as dificuldades em trazer essas tecnologias?<\/p>\n<p>Neste ponto, podemos ter v\u00e1rias obje\u00e7\u00f5es e dificuldades, como:\u00a0 d\u00f3lar est\u00e1 alto para comprar equipamentos importados; os impostos s\u00e3o elevados; minha m\u00e3o-de-obra n\u00e3o \u00e9 qualificada para trabalhar com equipamentos mais modernos e tecnol\u00f3gicos. Nessa \u00faltima considera\u00e7\u00e3o, podemos fazer um link e j\u00e1 falar sobre o primeiro item do estudo, \u00a0que passa pelo treinamento e desenvolvimento do colaborador.<\/p>\n<p>De modo geral, o brasileiro reclama daquilo que n\u00e3o consegue mudar, mas aquilo que pode ser mudado, est\u00e1 realmente mudando?\u00a0 Ou estamos enrolando e jogando a sujeira para debaixo do tapete? Colocando a culpa no governo e na falta de interesse dos profissionais?<\/p>\n<p>No Brasil, segundo o levantamento \u201cO PANORAMA DO TREINAMENTO NO BRASIL\u201d, as empresas investem em m\u00e9dia 1,63% da folha de pagamento em \u201cTreinamento e Desenvolvimento\u201d. Os americanos, onde os profissionais produzem 4 vezes mais que os brasileiros, investem 3,62%, ou seja, mais que o dobro.<\/p>\n<p>Quando correlacionamos com o faturamento das empresas, essa diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior, no Brasil \u00e9 0,58% e nos EUA \u00e9 1,62%, quase 3 vezes. Aqui j\u00e1 podemos ver a grande disparidade que existe entre os EUA e o Brasil.<\/p>\n<p>Mas quando transformamos isso em valor monet\u00e1rio, fica ainda mais evidente a diferen\u00e7a.\u00a0 Nos EUA, \u00e9 investido U$ 1.273,00, por colaborador\/ano,\u00a0 j\u00e1 no Brasil, o investimento \u00e9 de R$ 746,00 por colaborador\/ano. Observe que a moeda n\u00e3o \u00e9 a mesma, e se fizermos a convers\u00e3o de d\u00f3lar para real, estaramos falando de um investimento de mais de 5 mil reais por colaborador ano nos EUA, quase 7 vezes o valor investido pelas empresas brasileiras.<\/p>\n<p>Olhando para estas informa\u00e7\u00f5es, podemos perceber que al\u00e9m de melhorar muito o ambiente fora das empresas, \u00e9 necess\u00e1rio melhorar tamb\u00e9m o ambiente dentro das empresas, para obtermos melhores resultados.<\/p>\n<p>Mas a\u00ed entra a grande pol\u00eamica, e algumas vezes tenho ouvido aquela frase cl\u00e1ssica:<\/p>\n<p>\u201cMas se eu treinar, quando ele fica bom, a concorr\u00eancia me toma!\u201d<\/p>\n<p>Sobre isso, gostaria de compartilhar uma frase cl\u00e1ssica de Henry Ford.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 h\u00e1 um coisa pior que formar os colaboradores e eles partirem. \u00c9 n\u00e3o formar, e eles ficarem.\u201d<\/p>\n<p>Voc\u00ea que \u00e9 empres\u00e1rio e gestor, quais s\u00e3o os seus n\u00fameros, quando falamos em investimento no treinamento e desenvolvimento dos seus colaboradores, do seu time?<\/p>\n<p>Est\u00e3o abaixo da m\u00e9dia? Bom, neste caso talvez seja o momento de repensar suas estrat\u00e9gias quanto a treinamento e desenvolvimento de pessoas, t\u00e3o importantes para superarmos este momento que o Brasil passa atualmente.<\/p>\n<p>Agora, se sua empresa tem investido acima da m\u00e9dia, meus parab\u00e9ns! Voc\u00ea e sua equipe tem grandes chances de aproveitar as oportunidades que surgem nestes momentos de crise, e assim expandir seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Sucesso e bons neg\u00f3cios.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[59],"generos":[],"class_list":["post-1531","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-angelo-ozelame"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1531"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}