{"id":1549,"date":"2020-07-20T17:54:06","date_gmt":"2020-07-20T20:54:06","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1549"},"modified":"2020-07-20T17:54:06","modified_gmt":"2020-07-20T20:54:06","slug":"o-uso-da-aplicacao-aerea-de-inseticidas-no-controle-vetorial-em-saude-publica-a-questao-da-seguranca-a-populacao-e-ao-ambiente","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/o-uso-da-aplicacao-aerea-de-inseticidas-no-controle-vetorial-em-saude-publica-a-questao-da-seguranca-a-populacao-e-ao-ambiente\/","title":{"rendered":"O uso da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de inseticidas no controle vetorial em sa\u00fade p\u00fablica: a quest\u00e3o da seguran\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e ao ambiente."},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title single-title\">O uso da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de inseticidas no controle vetorial em sa\u00fade p\u00fablica: a quest\u00e3o da seguran\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e ao ambiente.<\/h1>\n<p>Claud Goellner*<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea em controle de mosquitos vetores de doen\u00e7as em sa\u00fade p\u00fablica est\u00e1 plenamente amparada na Legisla\u00e7\u00e3o que rege o Setor. A Lei Federal 13.301, de 27\/06\/2016 que disp\u00f5e sobre a ado\u00e7\u00e3o de medidas de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade quando verificada situa\u00e7\u00e3o de iminente pela presen\u00e7a do mosquito transmissor do v\u00edrus da dengue, do v\u00edrus da chikungunya e do v\u00edrus da zika, no seu \u00a7 3\u00ba destaca como medida fundamental para a conten\u00e7\u00e3o destas doen\u00e7as a permiss\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o de mecanismos de controle vetorial por meio de dispers\u00e3o por aeronaves mediante aprova\u00e7\u00e3o das autoridades sanit\u00e1rias e da comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da efic\u00e1cia da medida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, a mais frequente obje\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea tem partido da \u00e1rea ambiental, na cren\u00e7a de que a aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea possa ser agressiva ao ambiente e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Na verdade, esta cren\u00e7a carece de fundamento, na medida em que temos que considerar os seguintes aspectos: a) o que potencialmente poderia causar preju\u00edzos ao ambiente seria o produto aplicado e, n\u00e3o, o equipamento utilizado. Os produtos utilizados s\u00e3o \u00e0queles registrados no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, na categoria \u201csaneantes\u201d e nas doses empregadas para controle de mosquitos, os danos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es, outros animais e ao meio ambiente em geral n\u00e3o existem, seja o produto aplicado por equipamento terrestre seja por avi\u00e3o; b) os produtos s\u00e3o os mesmos utilizados nas aplica\u00e7\u00f5es terrestres e nas mesmas doses, indicados para o caso espec\u00edfico (aplica\u00e7\u00e3o em \u00e1reas urbanas, para controle de mosquitos), inclusive com a recomenda\u00e7\u00e3o da O.M.S. (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) e do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, estes produtos autorizados (malationa, deltametrina e lambdacialotrina) para uso em aplica\u00e7\u00f5es espaciais de controle de mosquitos vetores, t\u00eam seus aspectos toxicol\u00f3gicos, ambientais e de seguran\u00e7a amplamente estudados e validados por Organismos Internacionais relacionados ao Setor. Os dados de comportamento ambiental, toxicologia e ecotoxicidade destes produtos garantem seguran\u00e7a ao ambiente quanto \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o do solo, \u00e1gua e alimentos, da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o eventualmente atingida e da vida silvestre e de animais de cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o obstante, tem sofrido constantes atualiza\u00e7\u00f5es na sua avalia\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a ao homem e ao ambiente e tem sido aprovados para esta finalidade em todas elas. S\u00e3o produtos de baixa taxa de transporte ambiental, rapidamente degradados e de baixa ecotoxicidade. Os dados de concentra\u00e7\u00f5es ambientais observadas e de exposi\u00e7\u00e3o humana demonstram valores muito baixos, garantindo total seguran\u00e7a no seu uso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra resist\u00eancia levantada diz respeito ao risco do choque das aeronaves com obst\u00e1culos inerentes ao ambiente urbano. No que se refere aos mesmos s\u00e3o eles minimizados de duas formas: a) com o uso dos modernos equipamentos DGPS os obst\u00e1culos de maior risco podem ser mapeados, ter suas coordenadas plotadas e o piloto passar a receber um aviso sempre que deles se aproximar, ainda que, normalmente, o voo seja feito em altura superior aos obst\u00e1culos t\u00edpicos das cidades. Quando a incid\u00eancia de obst\u00e1culos for de tal monta em alguns pontos que a provid\u00eancia acima n\u00e3o seja suficiente para uma opera\u00e7\u00e3o segura, pode-se estabelecer um zoneamento da aplica\u00e7\u00e3o, criando as chamadas \u201c\u00e1reas de seguran\u00e7a\u201d (tamb\u00e9m mapeadas no sistema DGPS). Tais \u00e1reas, cuja percentagem normalmente \u00e9 insignificante, podem ser complementarmente tratadas pelos equipamentos terrestres, sendo nelas concentrados. Por outro lado, estes riscos s\u00e3o muito menores do que \u00e0queles apresentados pela presen\u00e7a de aeroportos na avia\u00e7\u00e3o civil dentro das cidades, recebendo centenas a milhares de voos di\u00e1rios com aeronaves de grande porte. Outro fator importante que refor\u00e7a a validade de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea \u00e9 o fato que os munic\u00edpios que apresentam as maiores taxas de incid\u00eancia s\u00e3o aqueles que apresentam popula\u00e7\u00e3o inferior a 100.000 habitantes, o que facilita o trabalho e reduz riscos de acidentes com as aeronaves e de contamina\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Professor Titular Aposentado de Toxicologia, Ecotoxicologia e Toxicologia de Alimentos em cursos de Agronomia, Engenharia Ambiental, Farm\u00e1cia, Engenharia de Alimentos e Medicina Veterin\u00e1ria em v\u00e1rias Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Rio Grande do Sul. Atualmente consultor na \u00e1rea.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[61],"generos":[],"class_list":["post-1549","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-claud-ivan-goellner"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1549"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}