{"id":1579,"date":"2020-07-20T18:32:57","date_gmt":"2020-07-20T21:32:57","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1579"},"modified":"2020-07-20T18:32:57","modified_gmt":"2020-07-20T21:32:57","slug":"o-uso-de-aplicacoes-aereas-de-inseticidas-no-combate-a-vetores-de-doencas","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/o-uso-de-aplicacoes-aereas-de-inseticidas-no-combate-a-vetores-de-doencas\/","title":{"rendered":"O USO DE APLICA\u00c7\u00d5ES A\u00c9REAS DE INSETICIDAS NO COMBATE A VETORES DE DOEN\u00c7AS"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title single-title\">O USO DE APLICA\u00c7\u00d5ES A\u00c9REAS DE INSETICIDAS NO COMBATE A VETORES DE DOEN\u00c7AS<\/h1>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>O combate a insetos vetores de doen\u00e7as \u00e9 uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica. Todas as medidas poss\u00edveis devem ser tomadas com a rapidez e intensidade necess\u00e1rias de acordo com a gravidade da ocorr\u00eancia das doen\u00e7as causadas nos seres humanos. Dessa forma, deve se lan\u00e7ar m\u00e3o de todos os recursos e t\u00e9cnicas dispon\u00edveis. A atual ocorr\u00eancia de v\u00e1rias e graves doen\u00e7as transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de todos, uma vez que o n\u00famero de pessoas atingidas cresce a cada dia exigindo a pronta interfer\u00eancia do poder p\u00fablico para o combate e erradica\u00e7\u00e3o desse vetor. Tem-se verificado o emprego de v\u00e1rias t\u00e9cnicas de controle do inseto, desde a orienta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para diminuir e eliminar os poss\u00edveis criadouros nas casas e arredores, bem como o uso da aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas atrav\u00e9s de pulverizadores manuais em \u00e1reas de tamanho restrito. Por\u00e9m, uma das poss\u00edveis t\u00e9cnicas que ainda n\u00e3o foi utilizada \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas em \u00e1rea total, atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea, assunto que ser\u00e1 tratado a seguir.<\/p>\n<p>APLICA\u00c7\u00c3O A\u00c9REA NO COMBATE A VETORES DE DOEN\u00c7AS.<\/p>\n<p>O emprego de aeronaves para a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas no combate a vetores de doen\u00e7as \u00e9 uma t\u00e9cnica que possibilita o tratamento de grandes \u00e1reas em um curto espa\u00e7o de tempo foi e \u00e9 utilizada em v\u00e1rias ocasi\u00f5es e em muitos locais. A literatura t\u00e9cnica espec\u00edfica tem registro de sua utiliza\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias partes do mundo com resultados positivos, principalmente pela grande \u00e1rea pulverizada em um pequeno espa\u00e7o de tempo, o que propicia um \u201ctratamento de choque\u201d geral, possibilitando uma repeti\u00e7\u00e3o do trabalho num intervalo apropriado para a quebra do ciclo evolutivo do inseto vetor.<\/p>\n<p>Aqui n\u00e3o ser\u00e1 registrada uma vasta literatura sobre a aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea, mas ser\u00e3o citados alguns trabalhos que mostram a t\u00e9cnica e os resultados obtidos no combate a vetores de doen\u00e7as (n\u00e3o necessariamente em ordem cronol\u00f3gica das publica\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Em dezembro de 1975, a Superintend\u00eancia de Controle de Endemias \u2013 SECEN, do governo do Estado de S\u00e3o Paulo apresentou o trabalho no 8\u00ba. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanit\u00e1ria: \u201cCombate a Vetores em Munic\u00edpios do Estado de S\u00e3o Paulo Atingidos por Encefalite\u201d, relatando a metodologia utilizada e os resultados obtidos naquele programa de sa\u00fade p\u00fablica. \u00c9 citada nesse trabalho a fundamental atua\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea para que os \u00f3timos resultados fossem obtidos, n\u00e3o s\u00f3 na praticamente erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, como tamb\u00e9m na seguran\u00e7a das pessoas envolvidas em todo o processo, como tamb\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o e animais existentes das \u00e1reas tratadas.<\/p>\n<p>Gary A. Mount e outros, no artigo\u201cA review of ultralow-volume aerial sprays of insecticide for mosquito control\u2019\u201d (Journal of the American Mosquito Control Association, 12(4):601-1966. 601-618) citam as observa\u00e7\u00f5es e t\u00e9cnicas recomendadas e utilizadas. Como uma das conclus\u00f5es citam que\u00a0<em>\u201co aumento do n\u00famero de acres que podem ser tratados pela carga de um avi\u00e3o com o m\u00e9todo do ultra baixo volume oferece grande \u2013 2 \u2013 vantagem sobre a t\u00e9cnica de aplica\u00e7\u00e3o com produtos dilu\u00eddos em controle de mosquitos adultos. Al\u00e9m disso, a vantagem \u00e9 refor\u00e7ada pela maior altura de voo (60 m), faixas de aplica\u00e7\u00e3o mais largas que podem ser propiciadas pelas gotas do inseticida n\u00e3o dilu\u00eddo e que se mant\u00e9m \u00edntegras durante o transporte no ar at\u00e9 os mosquitos alvo e seus locais de vida associados\u201d.<\/em>\u00a0(tradu\u00e7\u00e3o livre). Os autores citam tamb\u00e9m que\u00a0<em>\u201ca produ\u00e7\u00e3o de uma pulveriza\u00e7\u00e3o com espectro de gotas pr\u00f3xima do ideal \u00e9 necess\u00e1ria para m\u00e1xima efic\u00e1cia biol\u00f3gica, como tamb\u00e9m minimizar manchas em autom\u00f3veis em \u00e1reas urbanas e suburbanas\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Clayton, J.S. e Sander, T.P.Y., no artigo \u201cAerial application for control of public health pests\u201d, (International Advances in Pesticide Application, Aspects of Applied Biology 66,2002. 1-8), escrevem que\u00a0<em>\u201ca utiliza\u00e7\u00e3o de aeronaves para controlar os surtos de vetores atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o seletiva de pesticidas continua a desempenhar um papel vital na preven\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as em muitas partes do mundo\u201d. \u201cO emprego da aeronave permite \u00e0s autoridades de sa\u00fade tratar grandes \u00e1reas rapidamente para reduzir a presen\u00e7a desses vetores invertebrados tais como mosquitos, moscas e moluscos que transmitem importantes doen\u00e7as humanas e animais\u201d.<\/em>\u00a0<em>\u201cOs avi\u00f5es s\u00e3o particularmente adequados para as opera\u00e7\u00f5es de controle de emerg\u00eancia em grande escala onde a velocidade e o momento da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea podem prevenir ou impedir a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, particularmente em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso para as aplica\u00e7\u00f5es de solo no tempo necess\u00e1rio\u201d. \u201cA maioria de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea envolve o uso de pesticidas, de prefer\u00eancia com r\u00e1pida degrada\u00e7\u00e3o e limitada persist\u00eancia ambiental\u201d. \u201cAdulticidas para o controle de mosquito s\u00e3o aplicados em dosagem extremamente baixa, tipicamente de 5,0 a 50 g\/ha de ingrediente ativo em taxas de aplica\u00e7\u00e3o de 0,5 a 0,2 l\/ha\u201d.<\/em>\u00a0Esses autores concluem que \u201c<em>para o controle a\u00e9reo de mosquito e mosca ts\u00e9-ts\u00e9 adultos o tamanho de gota ideal \u00e9 de 10 a 30 ?m no ponto de contato com o inseto. A justificativa para isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para melhorar a probabilidade de contato atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de maior n\u00famero de gotas, mas tamb\u00e9m para minimizar as consequ\u00eancias da deposi\u00e7\u00e3o de part\u00edculas no solo que n\u00e3o \u00e9 apenas um desperd\u00edcio, mas tamb\u00e9m pode levar a contamina\u00e7\u00e3o de cursos d\u2019\u00e1gua. Novas t\u00e9cnicas de aplica\u00e7\u00e3o avan\u00e7adas, juntamente com pesticidas seletivos permitem melhor impacto das gotas para controle de insetos voadores. A pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea desempenha um papel estrategicamente essencial na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a por muitas autoridades de sa\u00fade em todo o mundo, como pode ser visto com sua recente implanta\u00e7\u00e3o para controlar a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus do Nilo nos EUA e febre no Rift Valley, Oriente M\u00e9dio\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Latham, M., em um artigo \u201cAspects to Consider for Vector Control\u201d, s\/d, escreve que\u00a0<em>\u201ca aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de adulticidas \u00e9 uma parte importante dos muitos programas de controle, na abordagem do Manejo Integrado de Pragas. Para muitos, \u00e9 o \u00fanico m\u00e9todo efetivo para lidar com grandes popula\u00e7\u00f5es migrat\u00f3rias de mosquitos\u201d<\/em>. Ele explica os m\u00e9todos e resultados de trabalhos t\u00e9cnicos e afirma que\u00a0<em>\u201co resultado de todos esses trabalhos sugere que a pulveriza\u00e7\u00e3o de adulticidas de mosquitos deve ter um tamanho que: 1- tenha alta efici\u00eancia de impacto ou de cole\u00e7\u00e3o no mosquito, 2- permane\u00e7a em suspens\u00e3o por um per\u00edodo de tempo significativo para aumentar a possibilidade de impactar um mosquito e 3- n\u00e3o contenha muito mais que uma \u00fanica dose t\u00f3xica.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Monteiro, M.V.M., em uma apresenta\u00e7\u00e3o feita no Congresso Brasileiro da Ci\u00eancia Aeroagr\u00edcola (2008), apresenta os resultados de um trabalho piloto realizado em Registo (SP). As conclus\u00f5es desse trabalho d\u00e3o conta de que\u00a0<em>\u201c1- \u00c9 tecnicamente vi\u00e1vel, pois temos avi\u00f5es, equipamentos e tecnologia de aplica\u00e7\u00e3o comprovados. 2- \u00c9 eficiente. Com a tecnologia desenvolvida pelo GPCAD em apenas 4 horas 100% dos mosquitos expostos \u2013 3 \u2013 s\u00e3o controlados. Um avi\u00e3o agr\u00edcola pequeno trata 600 quarteir\u00f5es por hora. Um avi\u00e3o turbina trata 1400 quarteir\u00f5es por hora. 3- \u00c9 econ\u00f4mico: Tr\u00eas tratamentos consecutivos custar\u00e3o R$ 30,00 por quarteir\u00e3o, incluindo o inseticida. Com 30 habitantes por quarteir\u00e3o teremos um custo de R$ 1,00 por habitante. Com 100 habitantes por Quarteir\u00e3o um custo de R$ 0,30 por habitante.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Latham, M., em um outro artigo \u201cApplication Considerations for Mosquito Control\u201d (s\/d), comenta que\u00a0<em>\u201co controle a\u00e9reo de mosquito com adulticida depende de pulveriza\u00e7\u00f5es com gotas menores que 50 \u00b5m de di\u00e2metro. Essas pulveriza\u00e7\u00f5es pela sua pr\u00f3pria natureza podem derivar por longas dist\u00e2ncias. A fim de minimizar a signific\u00e2ncia biol\u00f3gica dessa deriva fora do alvo, \u00e9 essencial um planejamento cuidadoso que depende de bom conhecimento de todos os aspectos que influenciam na dispers\u00e3o vertical da nuvem de pulveriza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em>\u00a0Depreende-se da\u00ed a necessidade de que processo de uso da avia\u00e7\u00e3o para o controle de mosquito seja muito bem elaborado, com a presen\u00e7a de especialista em tecnologia de aplica\u00e7\u00e3o, pois afirma que\u00a0<em>\u201cocorrem tr\u00eas fases na dispers\u00e3o vertical entre a emiss\u00e3o no bico da aeronave e a deposi\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do solo: entrada nos v\u00f3rtices descendentes da aeronave, turbul\u00eancia geral da atmosfera e sedimenta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Uribe, L. J. e outros, no artigo \u201cExperimental Aerial Spraying with Ultra-low-volume (ULV) Malathion to Control Aedes Aegypti in Buga, Colombia\u201d, publicado no Bull Pan Am Health Organ 18(l), 1984. 43-57) informam os resultados dos trabalhos realizados em 1979<em>: \u201c1- O primeiro tratamento a\u00e9reo em Buga, com uma dose m\u00e9dia de 0,29 l\/ha e 0,48 l\/ha de malathion, deu bom controle de machos, mas n\u00e3o de f\u00eameas. 2- O segundo tratamento, aplicado com uma dose m\u00e9dia de 0,68 l\/ha e 0,64 l\/ha, eliminou completamente os machos por dois dias e deu bom controle de machos e f\u00eameas por seis dias. 3- Embora as pulveriza\u00e7\u00f5es a\u00e9reas fossem realizadas mais r\u00e1pida e facilmente do que as tradicionais aplica\u00e7\u00f5es de solo, elas tamb\u00e9m foram mais caras. Essas aplica\u00e7\u00f5es a\u00e9reas podem, ent\u00e3o, ser mais \u00fateis em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia do que as atividades rotineiras de controle.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Bonds, J. A. S., no artigo \u201cUltra-low-volume space sprays in mosquito control: a critical review\u201d, publicado na revista Medical and Veterinary Entomology (2012), 1-10, conclui que\u00a0<em>\u201co controle de mosquito \u00e9 muitas vezes altamente controverso, particularmente quando envolve o uso de pesticidas ou controle biol\u00f3gico que t\u00eam seu pr\u00f3prio potencial de grave impacto na sa\u00fade e meio ambiente\u201d<\/em>. Diz ainda que\u00a0<em>\u201conde o produto qu\u00edmico \u00e9 aplicado corretamente, nas condi\u00e7\u00f5es requeridas, a evid\u00eancia mostra que: (a) a pulveriza\u00e7\u00e3o espacial ULV (UBV) pode ser efetiva no controle da popula\u00e7\u00e3o de mosquito; (b) que o impacto em n\u00e3o-alvo n\u00e3o excede os n\u00edveis de preocupa\u00e7\u00e3o; e (c) que a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a pode ser interrompida\u201d.<\/em><\/p>\n<p>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES PARTICULARES<\/p>\n<p>O conhecimento e experi\u00eancia adquiridos em 50 anos de trabalho na avia\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, seja na aplica\u00e7\u00e3o direta de defensivos, participando inclusive na introdu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica do ultra baixo volume (UBV) no final da d\u00e9cada de 60 e em outras atividades, como tamb\u00e9m no treinamento de agr\u00f4nomos, t\u00e9cnicos e pilotos para essa atividade, me d\u00e3o a possibilidade de emitir uma opini\u00e3o sobre o uso dessa t\u00e9cnica no controle de insetos vetores de doen\u00e7as. Inclusive, pelo trabalho executado no programa de controle de vetores de encefalite no litoral do Estado de S\u00e3o Paulo, em 1975, quando fui respons\u00e1vel pelo trabalho realizado na \u00c1rea de Expans\u00e3o, a servi\u00e7o do Minist\u00e9rio da Agricultura (\u00e1rea total de 5.710 ha), me d\u00e1 a certeza de que essa t\u00e9cnica \u00e9 perfeitamente vi\u00e1vel e segura, quando todos os requisitos t\u00e9cnicos s\u00e3o estudados, avaliados e seguidos \u00e0 risca. \u00c9 uma ferramenta complementar aos demais procedimentos j\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o, o que dever\u00e1 propiciar um resultado positivo em um espa\u00e7o menor tempo. Trata-se de um trabalho multidisciplinar, com participa\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea de tecnologia de aplica\u00e7\u00e3o, que envolve o conhecimento dos par\u00e2metros da aplica\u00e7\u00e3o a ser realizada, o preparo da aeronave e equipamento e avalia\u00e7\u00e3o constante da pulveriza\u00e7\u00e3o produzida e das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas durante o trabalho; da \u00e1rea de entomologia, que envolve o pleno conhecimento do inseto vetor, ciclo evolutivo, habitat e comportamento espacial; da sa\u00fade p\u00fablica, que envolve a comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade \u2013 habitantes das regi\u00f5es a serem trabalhadas e, principalmente, na avalia\u00e7\u00e3o da intensidade de ocorr\u00eancia das doen\u00e7as transmitidas. Sabe-se que a decis\u00e3o de usar ou n\u00e3o a t\u00e9cnica de aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea dentro do programa geral de controle das doen\u00e7as transmitidas por insetos vetores dever\u00e1 ser tomada por pessoas ligadas diretamente ao poder p\u00fablico, principalmente relacionadas com os cargos pol\u00edticos. Essas pessoas dever\u00e3o decidir levando-se em conta, n\u00e3o somente o clamor contr\u00e1rio muitas vezes decorrente de ideias particulares e simplistas, mas tamb\u00e9m pela intensidade de ocorr\u00eancia das doen\u00e7as transmitidas e o valor humano dos afetados, sejam adultos, crian\u00e7as e rec\u00e9m-nascidos. A sa\u00fade e o bem-estar \u00e9 um direito de todo o cidad\u00e3o e essa condi\u00e7\u00e3o de vida deve ser disponibilizada pelos respons\u00e1veis pelo pa\u00eds. Recursos t\u00e9cnicos existem e est\u00e3o dispon\u00edveis. Recursos financeiros tamb\u00e9m n\u00e3o devem ser restritivos para atender a essa necessidade que j\u00e1 atinge os n\u00edveis de epidemia. O tempo \u00e9 um inimigo da pronta resposta a ser dada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 sofre dos males das doen\u00e7as transmitidas e da preocupa\u00e7\u00e3o das pessoas ainda n\u00e3o afetadas que devem sentir-se protegidas contra tais males.<\/p>\n<p>Sorocaba (SP), 19 de Fevereiro de 2016<\/p>\n<p>Eng. Agr. JOS\u00c9 CARLOS CHRISTOFOLETTI<\/p>\n<p>Consultor em Tecnologia de Aplica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[69],"generos":[],"class_list":["post-1579","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-jose-carlos-christofoletti"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1579"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}