{"id":1588,"date":"2020-07-20T18:41:47","date_gmt":"2020-07-20T21:41:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1588"},"modified":"2020-07-20T18:41:47","modified_gmt":"2020-07-20T21:41:47","slug":"entendendo-o-surgimento-do-sgso","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/entendendo-o-surgimento-do-sgso\/","title":{"rendered":"Entendendo o surgimento do SGSO"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title single-title\">Entendendo o surgimento do SGSO<\/h1>\n<p>Para entendermos o surgimento do SGSO (Sistema de Gerenciamento da Seguran\u00e7a Operacional), primeiro devemos analisar o contexto hist\u00f3rico dos fatores contribuintes dos acidentes aeron\u00e1uticos ao longo dos anos\u2026 Todo acidente aeron\u00e1utico decorre da contribui\u00e7\u00e3o de diversos fatores que, em conjunto, uma vez alinhados, desencadeiam o evento indesejado, tendo como consequ\u00eancia perdas materiais e, em alguns casos, tamb\u00e9m humanas.<\/p>\n<p>Ao longo do s\u00e9culo passado, com o surgimento da avia\u00e7\u00e3o, muitos dos acidentes tinham como fator de maior contribui\u00e7\u00e3o o aspecto\u00a0<strong>t\u00e9cnico<\/strong>, principalmente problemas mec\u00e2nicos. Nesses prim\u00f3rdios da avia\u00e7\u00e3o os fabricantes aeron\u00e1uticos estavam aprendendo com os acidentes, sempre procurando novos materiais, inova\u00e7\u00f5es nos projetos, melhorias nos processos de fabrica\u00e7\u00e3o e introdu\u00e7\u00e3o de novas filosofias de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 70, estudiosos perceberam que alguns acidentes n\u00e3o mais tinham como fator contribuinte de maior peso o aspecto t\u00e9cnico, mas sim, problemas com as\u00a0<strong>pessoas<\/strong>\u00a0envolvidas nas opera\u00e7\u00f5es, falhas de opera\u00e7\u00e3o por deficiente ou n\u00e3o abrangente treinamento, erros de comunica\u00e7\u00e3o, problemas de ordem comportamental que afetavam as opera\u00e7\u00f5es tanto em solo como em voo, \u00e9poca em que o Crew Resource Management (CRM) popularizou-se. Portanto, nessa \u00e9poca mais estudos sobre o\u00a0<strong>Fator Humano<\/strong>\u00a0se intensificaram.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o nos anos 90 que a ICAO (Organiza\u00e7\u00e3o de Avia\u00e7\u00e3o Civil Internacional) com sede na cidade de Montreal, no Canad\u00e1, ap\u00f3s observar v\u00e1rios estudos relacionados a acidentes aeron\u00e1uticos, percebeu que em muitos casos havia a contribui\u00e7\u00e3o das\u00a0<strong>organiza\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0para a ocorr\u00eancia de tais acidentes, o que chamou-se de\u00a0<strong>Fator Organizacional<\/strong>. Um exemplo disso \u00e9 que nas organiza\u00e7\u00f5es um dos maiores problemas existentes at\u00e9 hoje s\u00e3o erros ou falhas de comunica\u00e7\u00e3o entre suas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Para mitigar, ou seja, diminuir o risco da ocorr\u00eancia de incidentes ou acidentes aeron\u00e1uticos, a ICAO formou um comit\u00ea para criar um sistema de gerenciamento que pudesse ser implementado dentro das organiza\u00e7\u00f5es de avia\u00e7\u00e3o, focado na manuten\u00e7\u00e3o da garantia da seguran\u00e7a operacional atrav\u00e9s de processos documentados e sistematizados para identificar perigos e avaliar os seus riscos. Nasce em 2006 o Manual do SMS (Safety Management System) ou Sistema de Gerenciamento da Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O Manual do SMS \u00e9 dividido em 4 grupos de requisitos (Cap\u00edtulos):<\/p>\n<ul>\n<li>POL\u00cdTICAS E OBJETIVOS<\/li>\n<li>GERENCIAMENTO DO RISCO<\/li>\n<li>GARANTIA DA SEGURAN\u00c7A OPERACIONAL<\/li>\n<li>PROMO\u00c7\u00c3O DA SEGURAN\u00c7A OPERACIONAL<\/li>\n<\/ul>\n<p>No Brasil, a ANAC em 2009, baseando-se no Manual do SMS da ICAO, emitiu a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00b0 106 como guia aos Pequenos Provedores de Servi\u00e7os de Avia\u00e7\u00e3o Civil (PPSAC) para o cumprimento do SGSO (Sistema de Gerenciamento da Seguran\u00e7a Operacional). Em maio de 2012 a mesma ag\u00eancia reguladora emitiu o Regulamento Brasileiro de Avia\u00e7\u00e3o Civil RBAC 137 \u2013 Certifica\u00e7\u00e3o e Requisitos Operacionais \u2013 Avia\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola \u2013\u00a0 Emenda 00, onde, no item 137.505 constam as orienta\u00e7\u00f5es para a elabora\u00e7\u00e3o do MGSO (Manual de Gerenciamento da Seguran\u00e7a Operacional) para Operadores Aeroagr\u00edcolas.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[73],"generos":[],"class_list":["post-1588","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-aderson-caye"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1588"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}