{"id":1589,"date":"2020-07-20T18:42:51","date_gmt":"2020-07-20T21:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1589"},"modified":"2020-07-20T18:42:51","modified_gmt":"2020-07-20T21:42:51","slug":"a-produtividade-do-agronegocio-brasileiro-a-ponta-do-iceberg-de-um-setor-bem-sucedido","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/a-produtividade-do-agronegocio-brasileiro-a-ponta-do-iceberg-de-um-setor-bem-sucedido\/","title":{"rendered":"A produtividade do agroneg\u00f3cio brasileiro: a \u201cponta do iceberg\u201d de um setor bem sucedido"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title single-title\">A produtividade do agroneg\u00f3cio brasileiro: a \u201cponta do iceberg\u201d de um setor bem sucedido<\/h1>\n<p>A produtividade \u00e9 um conceito econ\u00f4mico fundamental<br \/>\npara medir o desempenho de uma empresa, economia ou setor,<br \/>\numa vez que permite aferir qu\u00e3o eficientemente s\u00e3o<br \/>\nutilizados os insumos para produzir os bens e servi\u00e7os.<br \/>\nA forma mais simples e mais comum de medir a<br \/>\nprodutividade agr\u00edcola \u00e9 por meio da raz\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o<br \/>\nagr\u00edcola e a \u00e1rea plantada, tamb\u00e9m chamado de rendimento<br \/>\nm\u00e9dio. Nesse caso, \u00e9 mais eficiente a agricultura que<br \/>\nproduz uma quantidade maior de g\u00eaneros agr\u00edcolas a partir<br \/>\nde uma mesma quantidade de terra plantada.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Imagem1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-11773 size-large\" src=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Imagem1-1024x761.png\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" srcset=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Imagem1-1024x761.png 1024w, https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Imagem1-300x223.png 300w, https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Imagem1-768x571.png 768w, https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Imagem1.png 1139w\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"505\" \/><\/a><br \/>\nAo analisar detidamente a evolu\u00e7\u00e3o das produtividades<br \/>\nm\u00e9dias da soja, algod\u00e3o, milho e arroz no Brasil desde<br \/>\n1974, observa-se que o rendimento m\u00e9dio das culturas<br \/>\napresentou tend\u00eancia consistente de alta desde ent\u00e3o.<br \/>\nInteressante notar que nesse mesmo per\u00edodo, a economia<br \/>\nbrasileira foi exposta a um sem n\u00famero de desafios internos<br \/>\ne externos, entre eles, o Brasil foi exposto a dois choques<br \/>\ndo petr\u00f3leo (1974 e 1978), a economia brasileira passou por<\/p>\n<p>cinco planos econ\u00f4micos e a economia brasileira apresentou<br \/>\nper\u00edodos de hiperinfla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nConquanto as vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas tenham oscilado<br \/>\nfortemente na economia brasileira, o setor agropecu\u00e1rio,<br \/>\nquando comparado com o setor industrial e de servi\u00e7o, foi o<br \/>\nque apresentou a maior taxa de crescimento acumulada do PIB<br \/>\nentre 1988 e 2017, sendo, segundo dados do IBGE, 379% para<br \/>\no setor agropecu\u00e1rio, 161% para o setor industrial e 334%<br \/>\npara o setor de servi\u00e7os.<br \/>\nQual seria ent\u00e3o o motivo para o crescimento<br \/>\nsustent\u00e1vel da produtividade m\u00e9dia dessas culturas? A<br \/>\nresposta a essa pergunta n\u00e3o \u00e9 trivial e nem \u00fanica, mas uma<br \/>\ncoisa \u00e9 certa, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e<br \/>\ninstitucional do setor associado com as caracter\u00edsticas<br \/>\nclim\u00e1ticas brasileiras contribuiu fortemente para esse<br \/>\ndesempenho.<br \/>\nDo ponto de vista tecnol\u00f3gico, pode-se citar, por<br \/>\nexemplo, (i) o \u00e1rduo trabalho desenvolvido pela Embrapa em<br \/>\ntermos de pesquisa, (ii) o desenvolvimento de variedades<br \/>\ntransg\u00eanicas altamente adaptadas as condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nedafoclim\u00e1tias do Brasil e (iii) o ingresso de agroqu\u00edmicos<br \/>\nna agricultura brasileira.<br \/>\nNo que se refere ao desenvolvimento institucional,<br \/>\nvale mencionar a entrada em vigor da lei no 7802\/89 (lei de<br \/>\nregulamenta\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos) e da lei no 11.105\/05 (lei<br \/>\nde biosseguran\u00e7a). A primeira normatizou o uso de<br \/>\nagroqu\u00edmicos no territ\u00f3rio nacional e a segunda estabeleceu<br \/>\nnormas de seguran\u00e7a e mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o de<br \/>\natividades que envolviam organismos geneticamente<br \/>\nmodificados (OGM) e seus derivados.<br \/>\nPortanto, a despeito de todas as dificuldades<br \/>\necon\u00f4micas e pol\u00edticas enfrentadas pelo Brasil nos \u00faltimos<br \/>\n40 anos, pode-se dizer que setor agropecu\u00e1rio, ao investir<br \/>\ncontinuamente em tecnologias e ao instituir legisla\u00e7\u00f5es<br \/>\nespec\u00edficas, tornou-se o setor mais produtivo do PIB<br \/>\nbrasileiro e a produtividade das principais culturas<br \/>\nagr\u00edcolas representa, apenas, a \u201cponta do iceberg\u201d de um<br \/>\nsetor bem sucedido.<\/p>\n<div class=\"fb-comments fb_iframe_widget fb_iframe_widget_fluid_desktop\" data-href=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/produtividade-do-agronegocio-brasileiro-ponta-do-iceberg-de-um-setor-bem-sucedido\/\" data-numposts=\"5\" data-width=\"100%\" data-colorscheme=\"light\"><\/div>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[75],"generos":[],"class_list":["post-1589","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-elvino-mendonca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1589"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}