{"id":1606,"date":"2020-07-20T19:12:07","date_gmt":"2020-07-20T22:12:07","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1606"},"modified":"2020-07-20T19:12:07","modified_gmt":"2020-07-20T22:12:07","slug":"minha-paixao-pelo-football-e-gestao-empresarial","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/minha-paixao-pelo-football-e-gestao-empresarial\/","title":{"rendered":"MINHA PAIX\u00c3O PELO FOOTBALL E GEST\u00c3O EMPRESARIAL"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title single-title\">MINHA PAIX\u00c3O PELO FOOTBALL E GEST\u00c3O EMPRESARIAL<\/h1>\n<p>Tenho uma paix\u00e3o por football. Algum desavisado poder\u00e1 dizer: \u201cbem, isso n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade, em se tratando de um brasileiro padr\u00e3o\u201d. Por\u00e9m, a grafia acima n\u00e3o \u00e9 um mero detalhe, tampouco um descuido, pois o futebol a que me refiro \u00e9 o Football ou Futebol Americano. Gosto, claro, do \u201cnosso futebol\u201d, por\u00e9m o futebol americano tem sido para mim um dos principais entretenimentos esportivos nos \u00faltimos anos. Sempre que questionado sobre por que assisto, respondo que gosto desse esporte por se tratar de um jogo emocionante, din\u00e2mico e bastante estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>Geralmente ou\u00e7o pessoas que dizem n\u00e3o gostar de futebol americano. E a justificativa \u00e9, invariavelmente, que n\u00e3o entendem. Ora, n\u00e3o entendem porque n\u00e3o conhecem e a\u00ed fica realmente dif\u00edcil de gostar. De fato, o futebol da bola oval \u00e9 mais complexo em termos de regras, pontua\u00e7\u00f5es e jogadas em rela\u00e7\u00e3o ao futebol da bola redonda.<\/p>\n<p>Vou explicar adiante a rela\u00e7\u00e3o do futebol americano e da gest\u00e3o empresarial, passando por uma an\u00e1lise cultural do modelo brasileiro e americano e da rela\u00e7\u00e3o com o nosso futebol. Por\u00e9m, antes se faz necess\u00e1rio explicar um pouco desse esporte que \u00e9 um patrim\u00f4nio para os americanos e que envolve as maiores cifras esportivas em patroc\u00ednio e explora\u00e7\u00e3o de m\u00eddia do planeta.<\/p>\n<p>O futebol americano \u00e9 basicamente um jogo de ataque contra defesa que envolve muito planejamento, estrat\u00e9gia, organiza\u00e7\u00e3o e alto n\u00edvel de especialidade. No comando da estrat\u00e9gia de jogo existem quatro treinadores, sendo um treinador da defesa, um treinador do ataque, um treinador dos times especiais e um treinador principal chamado de Head Coach. Existe um jogador que entra no jogo exclusivamente para chutar a bola oval em uma jogada chamada de field goal, onde o objetivo \u00e9 colocar a bola oval entre duas traves para marcar pontos. Seria equivalente a um jogador de futebol entrar em campo apenas para bater um p\u00eanalti. Os quarter-backs, que s\u00e3o os armadores de jogadas do time, t\u00eam entre suas atividades decorar um livro de jogadas (play-book) que cont\u00e9m todas as poss\u00edveis jogadas e rotas que os jogadores de ataque podem fazer e para o qual eles devem passar a bola para ganhar territ\u00f3rio no campo de jogo. Tudo muito planejado e organizado.<\/p>\n<p>O contra-ponto disso \u00e9 que quando se faz necess\u00e1rio improvisar, em geral, acaba por dar errado. Em uma conversa com um amigo que estava visitando uma feira de constru\u00e7\u00e3o civil em Nova York, ouvi dele a seguinte express\u00e3o: \u201cos americanos s\u00e3o burros\u201d. Ao manifestar meu espanto ele justificou: \u201caqui, na maior parte do tempo, tudo funciona, \u00e9 organizado, est\u00e1 tudo em perfeito estado, tem padr\u00e3o, tem processos, recursos. S\u00f3 que quando algo sai do padr\u00e3o, eles ficam perdidos e n\u00e3o sabem o que fazer\u201d. Ent\u00e3o entendi a brincadeira que meu amigo tinha feito e passei a refletir sobre as quest\u00f5es culturais que estavam por tr\u00e1s desse coment\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fazendo uma an\u00e1lise cultural entre o nosso futebol e o deles, fica evidenciado e at\u00e9 justificado que cada um goste do seu futebol. O nosso futebol ou \u201csoccer\u201d, como \u00e9 chamado pelos americanos, \u00e9 criativo, cheio de improviso, de surpresas e diria que quase imprevis\u00edvel. O futebol americano \u00e9 mais \u201creto\u201d, padronizado, cartesiano. Talvez essa constata\u00e7\u00e3o explique um pouco da minha paix\u00e3o pelo futebol americano. O modelo de estrat\u00e9gia, organiza\u00e7\u00e3o e planejamento \u00e9 muito pr\u00f3ximo do que eu acredito como imprescind\u00edvel para o desenvolvimento de empresas e neg\u00f3cios de sucesso.<\/p>\n<p>Esse comparativo entre os dois esportes, que s\u00e3o espelhos da express\u00e3o cultural de cada um dos pa\u00edses, tamb\u00e9m pode ser feito em rela\u00e7\u00e3o ao mundo empresarial e aspectos que envolvem a gest\u00e3o das empresas. De um lado o modelo brasileiro cheio de criatividade, improviso e \u201cmalandragem\u201d. De outro o modelo americano recheado de disciplina, planejamento e organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com muita humildade, quem sabe podemos aprender um pouco com os americanos, tanto no esporte quanto no mundo empresarial, e criar um modelo que seja uma jun\u00e7\u00e3o desses dois formatos. Disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, planejamento e estrat\u00e9gia aliados a muita criatividade e alegria. Temos um belo pa\u00eds, com abund\u00e2ncia de recursos naturais e um povo batalhador. Acredito que unindo esses modelos seremos imbat\u00edveis no esporte, no mundo dos neg\u00f3cios e em qualquer outra esfera!<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[102],"generos":[],"class_list":["post-1606","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-moacir-da-silva-junior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1606","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1606"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}