{"id":1636,"date":"2020-07-20T22:37:16","date_gmt":"2020-07-21T01:37:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1636"},"modified":"2020-07-20T22:37:16","modified_gmt":"2020-07-21T01:37:16","slug":"sobre-os-projetos-de-lei-contra-a-pulverizacao-aerea-e-as-relacoes-governamentais-e-institucionais-do-agro-em-2019-2","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/sobre-os-projetos-de-lei-contra-a-pulverizacao-aerea-e-as-relacoes-governamentais-e-institucionais-do-agro-em-2019-2\/","title":{"rendered":"Sobre os Projetos de Lei contra a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e as rela\u00e7\u00f5es governamentais e institucionais do Agro em 2019"},"content":{"rendered":"<p><strong>COMO FORAM OS TRABALHOS EM 2019?<\/strong><\/p>\n<p>No ano de 2019, visitei 11 Estados, revisitando omosesmos em alguns momentos. Estive conectado com 23 Estados Brasileiros, levando informa\u00e7\u00f5es e discutindo sobre a sustentabilidade econ\u00f4mica, ambiental e social que a aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea traz para a agricultura brasileira, e em consequ\u00eancia positiva, a popula\u00e7\u00e3o. Conversei com Senadores, Deputados Federais, Estaduais, Vereadores, Prefeitos, Presidentes, Assessores e Executivos de Entidades do Agro das mais de 15 culturas atendidas pela avia\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil, durante os 12 meses. Relacionamentos governamentais e institucionais, tendo contato com autoridades e profissionais que agregaram muito conhecimento.<\/p>\n<p><strong>COMO EST\u00c3O AS MOVIMENTA\u00c7\u00d5ES GOVERNAMENTAIS?<\/strong><\/p>\n<p>Para iniciar esse tema, posso afirmar que em todos os Estados a bancada da seguran\u00e7a cresceu exponencialmente. S\u00e3o generais, majores, capit\u00e3es, sargentos e soldados em diversos gabinetes nas assembleias legislativas, em primeiro mandato. Ganhamos muito neste aspecto como cidad\u00e3o brasileiro, claro, o Brasil \u00e9 carente nesta \u00e1rea da seguran\u00e7a, mas perdemos quando falamos em pol\u00edticos prepreparados para defender o Agro. Esses parlamentares, ainda com pouca informa\u00e7\u00e3o, est\u00e3o em comiss\u00f5es de agricultura e de meio ambiente de todo o pa\u00eds. Por isso, a comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade, representada por estes parlamentares, n\u00e3o poder\u00e1 parar pelos pr\u00f3ximos 10 anos. Se esses legisladores ficarem por mais de um mandato, teremos 8 anos de parlamentares que entendem pouco sobre o Agro e as vezes, possuem experi\u00eancias negativas ainda com o setor. Todos os contatos com a \u201cbancada da bala\u201d foram excelentes! Normalmente receptivos, pois sabem dos desafios do setor, mas n\u00e3o s\u00e3o familiarizados com o tema Agroneg\u00f3cio e nas comiss\u00f5es, precisamos sempre levar conhecimento, pois os dados e as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para fortalecer nosso discurso t\u00e9cnico e cient\u00edfico.<br \/>\nMe agrada ouvir nos gabinetes \u2013 \u201cO deputado gosta de ler, voc\u00ea tem material sobre aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea? \u201d No mesmo instante n\u00f3s colocamos materiais na mesa do parlamentar, por\u00e9m essa realidade tem sido pequena. Na maioria dos casos, temos que abordar o deputado e falar sobre o setor por horas e mesmo assim, depois de poucos dias, recebemos uma liga\u00e7\u00e3o ou uma mensagem solicitando informa\u00e7\u00f5es sobre aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Na maioria das vezes a pauta \u00e9 limpada e outro assunto entra em discuss\u00e3o do parlamentar. Nestes casos vem a pergunta, como legislar tantas assuntos importantes em t\u00e3o pouco tempo? Mas esse \u00e9 um outro tema a ser discutido.<\/p>\n<blockquote><p>Exemplo:<br \/>\nNa legislatura anterior ao Presidente Jair Bolsonaro, t\u00ednhamos bancadas fortes do Agro, e para fortalecer ainda mais esse discurso, cito que em S\u00e3o Paulo, com a entrada da Deputada Estadual Jana\u00edna Pascoal, com a maior vota\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do Brasil de um deputado Estadual, sendo um fen\u00f4meno de votos com 2.031.829 votos e tendo mais votos que o deputado federal de S\u00e3o Paulo mais votado Eduardo Bolsonaro, acabou tirando votos de diversos Deputados Estaduais da banca ruralista, que acabaram n\u00e3o se reelegeram. Repetindo, isto n\u00e3o \u00e9 um problema, mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente desafiadora na quest\u00e3o comunica\u00e7\u00e3o do Agro.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A PALAVRA \u00c9 CO-MU-NI-CA-\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reuni\u00e3o com o parlamentar<\/strong><\/p>\n<p>As agendas dos parlamentares s\u00e3o apertadas. Leve em considera\u00e7\u00e3o que eles trabalham em seu gabinete e em suas comiss\u00f5es de ter\u00e7a a quinta, mas segunda, sexta e as vezes s\u00e1bados e domingos eles precisam trabalhar as necessidades de suas regi\u00f5es e atender seus eleitores, pois durante a semana eles atendem diversos setores que trazem infinitos temas. De alimenta\u00e7\u00e3o a ruas da cidade at\u00e9 projetos que afetam m\u00e9dicos. Recebem convites para eventos em finais de semana e para marcar uma agenda se torna algo muito complexo. Geralmente marcamos com chefes de gabinetes que em alguns casos s\u00e3o direcionadores de assuntos, mas o desafio \u00e9 extremamente complexo, pelas barreiras da comunica\u00e7\u00e3o que se mostram, antes mesmo de marcar uma agenda. Primeiro eles procuram saber se estamos trazendo um assunto relevante. Neste ponto j\u00e1 precisamos mostrar valor a secret\u00e1ria, depois ao Chefe de Gabinete. Na sequ\u00eancia precisamos mostrar que falar com o deputado \u00e9 prioridade, caso contr\u00e1rio somos colocados em uma fila de espera, para a reuni\u00e3o. Depois de conquistada a reuni\u00e3o, o desafio \u00e9 falar com o deputado em poucos instantes, colocando na mesa mais de 70 anos de hist\u00f3ria, profissionais envolvidos no setor, fornecedores, regulamenta\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os que o setor presta para as culturas que dependem da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea, al\u00e9m dos danos que ir\u00e3o causar para a sustentabilidade ambiental, social e econ\u00f4mica da regi\u00e3o ou do Estado, caso um projeto seja aprovado, que \u00e9 o caso do Cear\u00e1 que est\u00e1 sofrendo com a falta da ferramenta.<\/p>\n<p>Clique abaixo para ver as mat\u00e9rias sobre o Cear\u00e1:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/8074874\/?utm_source=whatsapp&amp;utm_medium=share-bar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui! E veja uma reportagem da filiada da Rede Globo no Cear\u00e1, sobre a proibi\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/blog-do-canal-rural-insensatez-do-projeto-de-proibicao-no-ceara\/\">Clique aqui e veja uma mat\u00e9ria do Canal Rural sobre o assunto! <\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/entidades-e-autoridades-lancam-manifesto-pro-aviacao-agricola-no-ceara\/\">Manifesta\u00e7\u00e3o de autoridades e entidades contra a proibi\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea no Cear\u00e1.<\/a><\/p>\n<p><strong>Materiais de Marketing<\/strong><\/p>\n<p>Marketing \u00e9 muito mais do que propaganda \u00e9 saber atender uma necessidade espec\u00edfica. \u00c9 saber montar estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o hora usando a publicidade, hora as rela\u00e7\u00f5es p\u00fabicas, ou hora atende a necessidade do momento. Sendo pela forma de se comunicar, atrav\u00e9s de materiais que deem base para o discurso (Estudos cient\u00edficos), e encontrar estrat\u00e9gias de defesa frente ao desafio de fazer com que o outro entenda o que est\u00e1 sendo passado e aqui cabe um entendimento. Cada grupo de pessoas (Cultura) tem uma forma de entendimento, por isso as estrat\u00e9gias de marketing para saber se alguns casos necessita material impresso, digital, uma visita, ou as tr\u00eas op\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs materiais enviados por e-mail e revistas complementam muito bem, a meu ver, por\u00e9m a parte mais importante em uma rela\u00e7\u00e3o governamental \u00e9 a reuni\u00e3o in loco, onde falamos diretamente com os parlamentares em seus gabinetes, com presidentes em suas sedes, trocamos informa\u00e7\u00f5es importantes com os assessores e executivos, que direcionam, em boa parte dos casos, a vis\u00e3o dos grandes l\u00edderes. Tudo isso para sentir o ambiente. Estas visitas realizadas pela entidade ou por empres\u00e1rios \u00e9 fundamental para atingir os objetivos propostos de defesa.<\/p>\n<p><strong>SOBRE AS ENTIDADES O AGRO:<\/strong><\/p>\n<p>Com os ataques cont\u00ednuos ao Agro, as entidades se mobilizaram de uma forma estrondosa. Neste ano constru\u00edmos mais de 100 relacionamentos com entidades de todo o Brasil. Desde 2017, quando come\u00e7ei a visitar as entidades do Agro pelo Brasil, notei que havia uma mobiliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m em 2019 as entidades se uniram para defender de forma mais apurada e organizada. Gastamos menos recursos e nos organizamos mais. Foram criadas novas entidades como a CropLife Brasil, mais estudos cient\u00edficos foram apresentados e os investimentos aumentaram na quest\u00e3o comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade.<\/p>\n<p><em>Falta de conhecimento<\/em><br \/>\nMesmo assim, a comunica\u00e7\u00e3o sobre a aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea ainda est\u00e1 em evolu\u00e7\u00e3o dentro do pr\u00f3prio Agro. Muitas entidades s\u00e3o carentes de informa\u00e7\u00f5es. Dentro de algumas entidades existem ideologias equivocadas tamb\u00e9m, por isso todas as informa\u00e7\u00f5es ser cont\u00ednuas digitalmente, ou de forma impressa para as entidades do Agro, para que o tema aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea seja conhecido e para que todos saibam como defender.<br \/>\nComprovando a quest\u00e3o dos ataques ao Agro, o ano de 2019 se destacou pela entrada de projetos de proibi\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Por\u00e9m foi o ano que mais projetos foram arquivados.<br \/>\nMotiva\u00e7\u00f5es para montar projetos de proibi\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea:<\/p>\n<p><strong>QUAIS AS MOTIVA\u00c7\u00d5ES PARA APRESENTAR UM PROJETO DE LEI DE PROIBI\u00c7\u00c3O DA PULVERIZA\u00c7\u00c3O A\u00c9REA QUE SE DESTACAM?<\/strong><\/p>\n<p><strong>1) Ideologia partid\u00e1ria, <\/strong><\/p>\n<p><strong>2) prote\u00e7\u00e3o de um setor e<\/strong><\/p>\n<p><strong> 3) generaliza\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Ideologia<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida a ideologia partid\u00e1ria \u00e9 a mais complexa, pois em alguns momentos quando conversamos com os parlamentares autores de projetos deste tema, notamos que eles n\u00e3o entendem sobre o assunto, mas como \u00e9 uma ideologia do partido inserir projetos com este tema nos Estados e Munic\u00edpios, eles acabam apresentando estes Projetos em assembleias legislativas sem base nenhuma, mas com for\u00e7a pol\u00edtica e articulados por bases partid\u00e1rias. Mesmo abordando que o avi\u00e3o semeia e combate inc\u00eandios florestais, al\u00e9m de reduzir o pr\u00f3prio uso do Agrot\u00f3xico, geralmente, esses parlamentares n\u00e3o querem nem mesmo conhecer uma empresa de avia\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, s\u00f3 fazer a vontade partid\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>2. Prote\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nEm alguns casos notamos que os parlamentares colocam o projeto de proibi\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea por entender que est\u00e1 fazendo mal a algu\u00e9m. Nestes casos, precisamos entender investigar, para depois falar com os parlamentares. Normalmente, s\u00e3o parlamentares que possuem a inten\u00e7\u00e3o de ajudar, mas n\u00e3o conhecem nada sobre aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea ou terrestre. A avia\u00e7\u00e3o agr\u00edcola est\u00e1 a mais de 70 anos no Brasil, mas nos \u00faltimos anos a quest\u00e3o mortandade de abelhas veio \u00e0 tona, ali\u00e1s, talvez seja reflexo do crescimento gigantesco de exporta\u00e7\u00e3o de mel do Brasil (<a href=\"https:\/\/www.fundacaoodebrecht.org.br\/noticias\/2017\/08\/24\/apicultura-oportunidade-de-negocio.html\">Ver ABEMEL<\/a>) para pa\u00edses do exterior, ter crescido nos \u00faltimos anos. Est\u00e1 claro, que todos podem conviver! Agricultura, apicultura e seus derivados, o que precisamos \u00e9 ter a famosa comunica\u00e7\u00e3o entre as partes, talvez seja o maior desafio do momento.<\/p>\n<p><strong>3. Generaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNestes casos, os parlamentares s\u00e3o motivados pela falta de informa\u00e7\u00e3o sobre o setor, ou na maioria dos casos pela informa\u00e7\u00e3o falsa. Em tempos de FAKE NEWS, toda a informa\u00e7\u00e3o correta \u00e9 pouca. Como funciona: o deputado recebe uma Fake News, ou uma den\u00fancia de qualquer pessoa da sua confian\u00e7a sobre uma poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o errada. Desta forma, ao inv\u00e9s de investigar, ele encaminha um Projeto de Lei de Proibi\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, eles procuram pela internet, outras regi\u00f5es que est\u00e3o com estes projetos para fortalecer as convic\u00e7\u00f5es de seu discurso sem base. Normalmente eles acabam retirando o projeto ou discutindo por muito tempo.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que a comunica\u00e7\u00e3o assertiva continuar\u00e1 sendo pauta nas entidades do Agro, tanto dentro quanto fora do setor e para que o sucesso ocorra, precisaremos continuar de m\u00e3os dadas entre parlamentares do Agro, agr\u00f4nomos, pilotos agr\u00edcolas, empres\u00e1rios do setor aeroagr\u00edcola, fornecedores do Agro, produtores rurais e entidades que representam agricultura, para que nenhuma anomalia entre no Agro e atrapalhe as lavoras do Brasil.<\/p>\n<p><em><strong>Por Me. Junior Oliveira<\/strong><\/em><br \/>\n<strong>Secret\u00e1rio Executivo SINDAG<\/strong><br \/>\n<strong>Especialista em imagem institucional<\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[40],"generos":[],"class_list":["post-1636","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-junior-oliveira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1636"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}