{"id":1659,"date":"2020-07-20T22:59:04","date_gmt":"2020-07-21T01:59:04","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1659"},"modified":"2020-07-20T22:59:04","modified_gmt":"2020-07-21T01:59:04","slug":"por-que-as-4-x-4-seguem-rodando-com-a-inviabilidade-do-setor","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/por-que-as-4-x-4-seguem-rodando-com-a-inviabilidade-do-setor\/","title":{"rendered":"POR QUE AS 4 X 4 SEGUEM RODANDO COM A INVIABILIDADE DO SETOR?"},"content":{"rendered":"<p>A pergunta recorrente ao produtor rural e, em especial ao arrozeiro, \u00e9 por que ele continua na atividade sem rentabilidade?<\/p>\n<p>N\u00e3o vou falar de paix\u00f5es, amor ao campo e \u00e0 lavoura porque isso n\u00e3o paga as contas pessoais e nem as do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>De forma objetiva, mais de 50% dos produtores de arroz plantam em terras arrendadas e possuem contratos de arrendamento que giram em torno de 10 anos. Romper esse contrato implica em multas pesadas muitas vezes.<\/p>\n<p>Para aqueles produtores que ainda est\u00e3o com o cr\u00e9dito oficial dos bancos, tirar um empr\u00e9stimo para a financiar a lavoura significa que os juros oficiais de 8,5% podem chegar a 20% ou mais dependendo dos \u201cpenduricalhos\u201d empurrados compulsoriamente pelo banco, tais como seguro de vida, aplica\u00e7\u00f5es e claro, um cons\u00f3rcio de carro. Sendo o produtor um inevit\u00e1vel transportador de pneus de trator, bombas, fardos de insumos e ra\u00e7\u00e3o e outras pe\u00e7as de tamanho avantajado, n\u00e3o seria poss\u00edvel esse tipo de transporte em um carro popular. Ele opta ent\u00e3o, pelo utilit\u00e1rio 4 x 4, as chamadas camionetes, muitas vezes usadas at\u00e9 para puxar e desatolar m\u00e1quinas no campo.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse essa sangria, como esse empr\u00e9stimo requer seguro, fica uma parte dele no banco e falta para o produtor uma certa quantia que ele pode pegar na ind\u00fastria. A\u00ed inicia um ciclo vicioso e outra sangria de pagar empr\u00e9stimo com juros acima do mercado e entregar seu produto logo ap\u00f3s a colheita com os menores pre\u00e7os e com descontos que n\u00e3o seguem a Instru\u00e7\u00e3o Normativa 06 do MAPA.<\/p>\n<p>Ficamos impossibilitado de pagar em anos de adversidade clim\u00e1tica e pre\u00e7os aviltados como nesse ano em que estamos pagando para que o governo tenha o nosso produto barato na cesta b\u00e1sica. Pagando sim! Pois em m\u00e9dia estamos no preju\u00edzo de dez reais para produzir um saco de 50kg de arroz.<\/p>\n<p>As d\u00edvidas s\u00e3o, ent\u00e3o, renegociadas e o produtor precisa continuar no neg\u00f3cio na tentativa de conseguir honrar seus compromissos. Existem parcelas de m\u00e1quinas e implementos a pagar, afinal ele foi estimulado pelos governos a ser produtivo e eficiente para a alimentar a popula\u00e7\u00e3o. Existe um grande capital imobilizado em canais, regadeiras, barragens, bombas, parte el\u00e9trica, silos\u2026 Existem funcion\u00e1rios e suas fam\u00edlias que dependem dos empregos. Sair da lavoura de arroz n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil como para outros empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Todos ganham dinheiro na cadeia do arroz, menos o produtor. Os bancos comemoram saldo positivo, o governo comemora super\u00e1vit na balan\u00e7a comercial com os produtos do Agro, as ind\u00fastrias cada vez mais ricas, as multinacionais dos insumos v\u00e3o muito bem, as f\u00e1bricas de m\u00e1quinas e seus bancos tamb\u00e9m\u2026 Quem sangra e banca tudo isso \u00e9 o produtor!! Os pol\u00edticos e governantes fazem vista grossa para uma grave crise do setor aumentando como bola de neve j\u00e1 h\u00e1 alguns mandatos. Afinal, quem lhes bancavam as campanhas?<\/p>\n<p>Att<\/p>\n<p>Maria de F\u00e1tima Marchezan Menezes da Silva, Dra.<\/p>\n<p>55 9 96945793 \/ 55 34214303<\/p>\n<p>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Arrozeiros de Alegrete<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[52],"generos":[],"class_list":["post-1659","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-fatima-marchezan"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1659"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}