{"id":1686,"date":"2020-07-20T23:25:39","date_gmt":"2020-07-21T02:25:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1686"},"modified":"2020-07-20T23:25:39","modified_gmt":"2020-07-21T02:25:39","slug":"conhecimento-para-opinar","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/conhecimento-para-opinar\/","title":{"rendered":"Conhecimento para opinar"},"content":{"rendered":"<p>O uso de biotecnologias e defensivos agr\u00edcolas s\u00e3o indispens\u00e1veis para manuten\u00e7\u00e3o da<br \/>\nseguran\u00e7a alimentar, aumento da produ\u00e7\u00e3o usando menos \u00e1gua e terra, al\u00e9m de garantir seja<br \/>\neconomicamente sustent\u00e1vel. A alimenta\u00e7\u00e3o do mundo seria uma tarefa \u00e1rdua sem os<br \/>\ninvestimentos em tecnologias que revolucionaram o meio agr\u00edcola e pecu\u00e1rio, al\u00e9m da<br \/>\ninseguran\u00e7a, inexist\u00eancia de estoques e piora nos \u00edndices de fome no mundo.<br \/>\nNos \u00faltimos anos o Brasil mais que dobrou a produ\u00e7\u00e3o sem o aumenta na mesma propor\u00e7\u00e3o<br \/>\nda \u00e1rea cultivada, resultado de emprego de tecnologias \u2013 que preservam as \u00e1reas com<br \/>\nvegeta\u00e7\u00e3o nativa e conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o consolidadas. Dos pontos mais graves<br \/>\ncom rela\u00e7\u00e3o a falta de informa\u00e7\u00e3o est\u00e3o em n\u00e3o saber como \u00e9 produzido o alimento (que n\u00e3o<br \/>\nnasce na g\u00f4ndola do supermercado), o entendimento do que \u00e9 um sistema produtivo, como \u00e9<br \/>\ndefinidos os crit\u00e9rios de seguran\u00e7a no uso dos agroqu\u00edmicos (no qual a legisla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9<br \/>\numa das mais r\u00edgidas) e o que o agro gera.<br \/>\nO Brasil esbarra em um dos processos de registro e an\u00e1lise de risco dos mais rigorosos e<br \/>\nburocr\u00e1ticos do mundo. Atualmente, os defensivos comercializados passam por criteriosos<br \/>\nprocessos de avalia\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise do IBAMA, ANVISA e MAPA \u2013 \u00f3rg\u00e3os ligados aos Minist\u00e9rios<br \/>\ndo Meio Ambiente, Sa\u00fade e Agricultura, respectivamente. Com custo elevados, a espera para<br \/>\ntestes e libera\u00e7\u00e3o comumente \u00e9 superior a 8 anos. Muito superior do que na maioria dos<br \/>\nnossos concorrentes com enfoque na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. De maneira desleal e injusta, somos<br \/>\npenalizados tendo que fazer uso de defensivos as vezes pouco eficientes e que j\u00e1 est\u00e3o em<br \/>\ndesuso em alguns pa\u00edses. E a\u00ed se encontra a maior incoer\u00eancia: a elevada burocracia que est\u00e1<br \/>\nsendo discutida hoje priva o produtor brasileiro de adquirir produtos mais eficientes e seguros,<br \/>\ne algumas m\u00eddias comunicam que est\u00e3o sendo usados produtos j\u00e1 descontinuados, por<br \/>\nexemplo na Europa, por\u00e9m s\u00e3o m\u00edopes na an\u00e1lise do que \u00e9 um defensivo, para que serve e por<br \/>\nque \u00e9 utilizado.<br \/>\nEntre os grandes pa\u00edses agr\u00edcolas, o Brasil apresenta um dos menores investimentos com<br \/>\ndefensivos por tonelada produzida e por \u00e1rea plantada. Aqui s\u00e3o utilizados US$ 7,36\/tonelada<br \/>\nde produ\u00e7\u00e3o, na Fran\u00e7a US$ 22,14, Argentina US$ 12,44, EUA US$ 9,41 e Jap\u00e3o US$ 72,87.<br \/>\nMuito al\u00e9m do menor uso de defensivos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, no Brasil n\u00e3o existe nenhuma<br \/>\ncategoria que invista mais recursos pr\u00f3prios para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente do que o<br \/>\nagricultor brasileiro. Os dados do Cadastro Ambiental Rural, exigido dos produtores rurais,<br \/>\ncomprovaram seu papel \u00fanico e decisivo na manuten\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e da<br \/>\nbiodiversidade. Com esse cadastramento surgiu um banco de dados geocodificados in\u00e9dito e<br \/>\nenorme sobre o patrim\u00f4nio ambiental existente em cada im\u00f3vel rural, munic\u00edpio, Estado, bioma<br \/>\ne no Pa\u00eds.<br \/>\nDevemos entender a propor\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia que temos em produzir, preservando cada vez<br \/>\nmais os recursos. A melhora nos processos e o prevalecimento de crit\u00e9rios t\u00e9cnicos v\u00e3o<\/p>\n<p>melhorar ainda mais os \u00edndices; pois a opini\u00e3o vaga, sem conhecimento e com ampla m\u00eddia<br \/>\ntem atrasado em muito a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias melhores e mais eficientes.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[80],"generos":[],"class_list":["post-1686","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-henrique-kleber"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1686"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}