{"id":1689,"date":"2020-07-20T23:26:54","date_gmt":"2020-07-21T02:26:54","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1689"},"modified":"2020-07-20T23:26:54","modified_gmt":"2020-07-21T02:26:54","slug":"por-que-produzir-soja","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/por-que-produzir-soja\/","title":{"rendered":"Por que produzir soja?"},"content":{"rendered":"<p>O gr\u00e3o de soja produz em m\u00e9dia 40% de prote\u00edna e tem possibilidade de extra\u00e7\u00e3o em torno de<br \/>\n20% de \u00f3leo. Todos os componentes t\u00eam destina\u00e7\u00e3o diversa na alimenta\u00e7\u00e3o humana, animal e<br \/>\nprodu\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel. Atualmente, soja \u00e9 a quarta cultura de gr\u00e3os para consumo<br \/>\nalimentar no mundo mais produzida, atr\u00e1s dos cereais milho, trigo e arroz. Pelas suas<br \/>\ncaracter\u00edsticas nutricionais, torna-se um dos principais compostos prot\u00e9icos nas dietas animais.<br \/>\nSoja come\u00e7ou a ser produzida no Brasil no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, tendo a partir da d\u00e9cada de 70<br \/>\niniciado a expans\u00e3o para outras regi\u00f5es al\u00e9m do Sul do Brasil \u2013 viabilizada pelos investimentos<br \/>\nem pesquisa que permitiram a produ\u00e7\u00e3o no cerrado \u2013 principalmente a EMBRAPA.<br \/>\nPara onde vai?<br \/>\nDo volume exportado, mais de 60% da produ\u00e7\u00e3o brasileira tem destino a China e em torno de<br \/>\n20% para a Europa. Nos mercado asi\u00e1tico, a crescente demanda desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XXI<br \/>\nfez com que viabilizasse a produ\u00e7\u00e3o, ado\u00e7\u00e3o de tecnologias e absor\u00e7\u00e3o da crescente<br \/>\nprodutividade. Nos volumes mensais comprados nesse ano foram observadas acr\u00e9scimos de<br \/>\n10 a 20% em aumento do volume de contratos de compra, algo bem acima do crescimento do<br \/>\npa\u00eds asi\u00e1tico. Tal demanda tem acompanhado o crescimento da produ\u00e7\u00e3o, fazendo com que os<br \/>\nchineses, que j\u00e1 se enquadram entre os maiores produtores de soja, ainda sejam os maiores<br \/>\ncompradores da commodity. As mudan\u00e7as nos perfis de compra da popula\u00e7\u00e3o chinesa em<br \/>\ndecorr\u00eancia do aumento da renda m\u00e9dia elevou o consumo de carnes e derivados \u2013 havendo a<br \/>\nmigra\u00e7\u00e3o para fontes prot\u00e9icas com maior valor agregado.<br \/>\nOs relat\u00f3rios do USDA (United States Departament of Agriculture) apontam que nesse ano a<br \/>\nChina deve consumir 108 milh\u00f5es de toneladas, al\u00e9m de iniciar um processo de forma\u00e7\u00e3o de<br \/>\nestoques interno.<br \/>\nComo chega l\u00e1?<br \/>\nDos entraves produtivos no Brasil, a log\u00edstica \u00e9 um dos maiores gargalos para aumento na<br \/>\nrenda do campo e da competitividade nos produtos exportados, al\u00e9m da defasagem de<br \/>\narmaz\u00e9ns. Da lavoura para o porto, poucos dos trajetos s\u00e3o por via f\u00e9rrea ou hidrovi\u00e1ria. Com o<br \/>\ntransporte em caminh\u00f5es nosso custo log\u00edstico \u00e9 um dos maiores do mundo. No porto de Rio<br \/>\nGrande neste ano 93% da soja em gr\u00e3o exportada foi para a China; teve seu maior volume<br \/>\ncomprado pelo Drag\u00e3o Asi\u00e1tico \u2013 5,2 milh\u00f5es de toneladas.<br \/>\nExpectativa<br \/>\nEm uma d\u00e9cada a China deve chegar ao volume de 112 milh\u00f5es de toneladas importadas \u2013<br \/>\nsendo o Brasil um dos principais players no fornecimento do gr\u00e3o in natura e na forma de<br \/>\ncarnes. Segundo a OMC (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio), 40% do aumento da demanda<br \/>\nde alimentos que ocorrer\u00e1 no mundo at\u00e9 2050 ser\u00e1 suprida pelos produtores brasileiros,<br \/>\nevidenciando a aptid\u00e3o produtiva nacional, clima e terras prop\u00edcias para essa expans\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[80],"generos":[],"class_list":["post-1689","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-henrique-kleber"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1689"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}