{"id":1717,"date":"2020-07-20T23:46:44","date_gmt":"2020-07-21T02:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=1717"},"modified":"2020-07-20T23:46:44","modified_gmt":"2020-07-21T02:46:44","slug":"sobre-o-uso-crescente-de-agrotoxicos-e-evolucao-da-producao-agricola-no-brasil","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/sobre-o-uso-crescente-de-agrotoxicos-e-evolucao-da-producao-agricola-no-brasil\/","title":{"rendered":"Sobre o uso crescente de agrot\u00f3xicos e evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"wrap\">\n<section class=\"entry-content cf tumbcolunistas2\">\u00c9 \u201clugar comum\u201d, nas manifesta\u00e7\u00f5es daqueles que s\u00e3o contr\u00e1rios ao uso de agrot\u00f3xicos, afirmar que \u201c<strong>Cada brasileiro CONSOME \u2018x\u2019 litros de agrot\u00f3xico por ano<\/strong>\u201c. Como se a totalidade dos agrot\u00f3xicos aplicados nas LAVOURAS brasileiras (estas sim as reais consumidoras daqueles produtos), fosse parar diretamente nos copos e pratos da popula\u00e7\u00e3o. <strong>Falar em consumo de agrot\u00f3xico \u201cper capita\u201d n\u00e3o faz qualquer sentido.<\/strong> Faria sentido se se tratasse de medir o consumo de vinho, de leite, refrigerantes ou cervejas.<\/p>\n<p>Para fazer sentido, o consumo de agrot\u00f3xicos deve ser medido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c1REA CULTIVADA e \u00e0 PRODU\u00c7\u00c3O AGR\u00cdCOLA e, n\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o segundo maior produtor de alimentos no mundo, ficando atr\u00e1s somente dos Estados Unidos. E a \u00e1rea cultivada no nosso pa\u00eds mant\u00e9m-se em ritmo crescente ano a ano, assim como a produtividade agr\u00edcola, esta gra\u00e7as ao incremento da tecnologia de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 coerente, portanto, que, para atingir e aumentar os \u00edndices de produtividade em \u00e1rea t\u00e3o extensa, seja tamb\u00e9m crescente o uso de insumos modernos, como agrot\u00f3xicos, fertilizantes, sementes certificadas, etc.<\/p>\n<p>Conforme informa a ABRASCO \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva \u2013 em seu conhecido e denso \u201cDossi\u00ea\u201d, no per\u00edodo de 2002 a 2011 o consumo de agrot\u00f3xicos no Brasil cresceu 42% (599,5 milh\u00f5es de litros em 2002 e 852,8 milh\u00f5es de litros em 2011).Tal crescimento nominal, de 42%, tem sido considerado pela ABRASCO e outras entidades como um acontecimento catastr\u00f3fico e alarmante. No entanto, para contextualizar melhor o aumento do consumo de agrot\u00f3xicos \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta aquelesoutros dois fatores cruciais (deixando de lado o n\u00famero de habitantes, que n\u00e3o tem nada a ver com o caso, como j\u00e1 citado). S\u00e3o eles a EVOLU\u00c7\u00c3O DA \u00c1REA CULTIVADA e a EVOLU\u00c7\u00c3O DA PRODUTIVIDADE AGR\u00cdCOLA.<\/p>\n<p>Segundo os dados do IBGE (Sistema SIDRA), a \u00e1rea cultivada com culturas permanentes e tempor\u00e1rias \u2013 hortifrutigranjeiros n\u00e3o inclu\u00eddos- cresceu 25%, no per\u00edodo de 2002 a 2011 (54,5 milh\u00f5es de hectares em 2002 e 68,1 milh\u00f5es de hectares em 2011). Portanto, se levado em conta o aumento da \u00e1rea cultivada, o crescimento do consumo nominal de agrot\u00f3xicos \u2013 por \u00e1rea plantada \u2013 j\u00e1 seria de somente 13;6% (11 litros \/ hectare em 2002 e 12,5 litros \/ hectare em 2011).<\/p>\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, ainda, que levar em conta, na an\u00e1lise do caso, a evolu\u00e7\u00e3o da PRODUTIVIDADE daquelas culturas, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Usando os mesmos dados do IBGE, verifica-se que o aumento de produtividade (2002-2011) foi de 45;7% (9,8 ton \/ha em 2002 e 14,4 ton \/ ha em 2011). Como consequ\u00eancia da combina\u00e7\u00e3o do aumento da \u00e1rea e do aumento da produtividade, o aumento da PRODU\u00c7\u00c3O foi de 82,2% ! (538,4 milh\u00f5es de toneladas em 2002 e 981,2 milh\u00f5es de toneladas em 2011).<\/p>\n<p>Portanto, o aumento de consumo absoluto de agrot\u00f3xicos foi plenamente compensado pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, para o qual, ali\u00e1s, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o, inquestionavelmente, fator contribuinte relevante, ao lado de outros avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Tal compensa\u00e7\u00e3o se evidencia ao se correlacionar o consumo de agrot\u00f3xicos com a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, como demonstram os n\u00fameros a seguir:<\/p>\n<p>Consumo de agrot\u00f3xicos em 2002: 599.5 milh\u00f5es de litros. Produ\u00e7\u00e3o das lavouras tempor\u00e1rias e permanentes em 2002: 538,4 milh\u00f5es de toneladas. Litros agrot\u00f3xicos \/ tonelada de produto agr\u00edcola em 2002: 1,11.<\/p>\n<p>Consumo de agrot\u00f3xicos em 2011 : 852,8 milh\u00f5es de litros. Produ\u00e7\u00e3o das lavouras tempor\u00e1rias e permanentes em 2011: 981,2 milh\u00f5es de toneladas Litros agrot\u00f3xicos \/ tonelada de produto agr\u00edcola em 2011: 0,87.<\/p>\n<p>Portanto, se adotarmos como par\u00e2metro \u201clitros de agrot\u00f3xico por tonelada produzida\u201d, <strong>houve na verdade uma REDU\u00c7\u00c3O relativa, de 21,6% no uso de agrot\u00f3xicos entre 2002 e 2011. A Agricultura brasileira produziu mais, com menos. 2011.<\/strong><\/p>\n<div class=\"fb-comments\" data-href=\"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/sobre-o-uso-crescente-de-agrotoxicos-e-evolucao-da-producao-agricola-no-brasil\/\" data-numposts=\"5\" data-width=\"100%\" data-colorscheme=\"light\"><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[109],"generos":[],"class_list":["post-1717","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-eduardo-araujo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/1717","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=1717"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=1717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}