{"id":3268,"date":"2020-11-04T16:45:20","date_gmt":"2020-11-04T19:45:20","guid":{"rendered":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/?post_type=colunas_sindag&#038;p=3268"},"modified":"2020-11-04T16:45:20","modified_gmt":"2020-11-04T19:45:20","slug":"produzido-com-agrotoxico-ou-produzido-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"colunas_sindag","link":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/colunas_sindag\/produzido-com-agrotoxico-ou-produzido-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"\u201cProduzido com Agrot\u00f3xico\u201d ou \u201cProduzido no Rio Grande do Sul\u201d?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do RS Projeto de Lei de autoria Deputado Edegar Preto, que estabelece a obrigatoriedade de indica\u00e7\u00e3o expressa sobre o uso de agrot\u00f3xicos nos produtos alimentares comercializados no Rio Grande do Sul.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">A proposta obriga a coloca\u00e7\u00e3o da express\u00e3o \u201cproduzido com agrot\u00f3xico\u201d nos r\u00f3tulos das embalagens dos produtos alimentares processados parcialmente ou industrializados e nas caixas de acondicionamento ou exposi\u00e7\u00e3o para produtos comercializados na sua forma natural, no atacado ou a granel. A obrigatoriedade prevista \u00e9 v\u00e1lida para o varejo, o atacado e a ind\u00fastria. O autor justifica a proposta por tratar de sa\u00fade humana, animal e ambiental, al\u00e9m de dar maior transpar\u00eancia ao consumidor. Ao ter que estampar nas suas embalagens a dita express\u00e3o, o produtor, a ind\u00fastria ga\u00facha e o com\u00e9rcio n\u00e3o estar\u00e3o em p\u00e9 de igualdade com os demais estados brasileiros, comprometendo severamente a competitividade do Estado.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00c9 \u00f3bvio que o consumidor optar\u00e1 por adquirir um produto cuja embalagem n\u00e3o contenha a express\u00e3o, \u201cproduzido com agrot\u00f3xico\u201d, mesmo que este tamb\u00e9m tenha sido produzido com agrot\u00f3xico, como ocorre com a esmagadora maioria dos produtos. N\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel, adequado e nem sensato demonizarmos aquilo que chamamos de rem\u00e9dio da lavoura. O uso dos defensivos agroqu\u00edmicos \u00e9 feito de acordo com as diretrizes e exig\u00eancias dos \u00f3rg\u00e3os federais respons\u00e1veis pelos setores da sa\u00fade. Ademais, a lei 7.802\/1989 \u00e9 clara ao estabelecer que s\u00f3 poder\u00e3o ser utilizados no Brasil defensivos agr\u00edcolas que estejam devidamente registrados nos \u00f3rg\u00e3os federais competentes, atendidas as diretrizes e exig\u00eancias do Minist\u00e9rio da Agricultura, do IBAMA e da ANVISA.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Destaca-se aqui, a situa\u00e7\u00e3o peculiar dos pequenos produtores, que al\u00e9m de fornecerem produtos para a agroind\u00fastria, tamb\u00e9m os processam diretamente, principalmente aqueles de consumo \u201cin natura\u201d. Mais de 80% das frutas e hortali\u00e7as prov\u00e9m de agricultores familiares, que, quase em sua totalidade, se utilizam de defensivos agr\u00edcolas. O mesmo vale, praticamente, para a produ\u00e7\u00e3o de soja, trigo, milho e de carnes de aves e de su\u00ednos. Sem contar que ser\u00e1 exigida dos agricultores uma comprova\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia dos agrot\u00f3xicos (defensivos agr\u00edcolas), atrav\u00e9s de an\u00e1lises laboratoriais. Quem pagar\u00e1 por elas, onde ser\u00e3o realizadas e qual ser\u00e1 o prazo de entrega, j\u00e1 que se trata de alimentos perec\u00edveis? Diante de tudo o que foi colocado, sugiro ao autor que, ao inv\u00e9s de assustar e trazer inseguran\u00e7a alimentar o seu projeto, seja aproveitado para fazer algo positivo para a toda cadeia produtiva do Estado do Rio Grande do Sul. Basta substituir a express\u00e3o \u201cproduzido com agrot\u00f3xicos\u201d para \u201cProduzido no Rio Grande do Sul\u201d. Trato feito!<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Luiz Roberto Dalpiaz Rech &#8211; Presidente do SINTARGS \u2013 Sindicato dos T\u00e9cnicos Agr\u00edcolas do RS<\/span><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_links_to":"","_links_to_target":""},"colunistas":[56],"generos":[142,134],"class_list":["post-3268","colunas_sindag","type-colunas_sindag","status-publish","hentry","colunistas-luiz-roberto-dalpiaz-rech","generos-aeronautico","generos-gestao-empresarial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag\/3268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunas_sindag"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/colunas_sindag"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"colunistas","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/colunistas?post=3268"},{"taxonomy":"generos","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindag.org.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/generos?post=3268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}