Boletim Econômico | Comitê de Política Monetária (COPOM) Eleva Juros Base da Economia do Brasil Novamente em 1,00% e Federal Reserve System Manteve seus Juros entre 4,25% e 4,50%.

Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente para a Formação do IAVAG

Indicadores de Destaque:

Câmbio: ↑ R$ 6,00 | Estimativa/2025

CPI:  ↑0,4% | dezembro/2024

Juros nos EUA = 4,25 e 4,50%

PIB nos EUA: ↑3,1% PIB Real – 3º trimestre/2024

SELIC: = 15,00% | Estimativa/2025

Desemprego nos EUA:  4,2% – dezembro/2024

PIB do Brasil: ↑4,00% | 3º Trimestre/2024

Petróleo Brent: ↓1,98% – US$ 74,69| Contratos Futuros – 05/02/2025 – 21h14

Petróleo WTI: ↑0,35% – US$ 71,28 | Contratos Futuros – 05/02/2025 – 21h14

Heating oil: ↑0,07% – US$ 2,3878 | Contratos Futuros – 05/02/2025 – 21h16

Etanol anidro: ↑0,42% – R$ 3,2210/Litro | Média Semanal – SP – 31/01/2025

IAVAG de dezembro: ↑2,86%

IAVAG em 12 meses: ↑18,95%

 

Dólar

Dólar fecha nessa quarta-feira, dia 5 de fevereiro, com uma alta de 0,40%, depois de 12 dias sequencias de queda, fechando no valor de R$ 5,79. Uma série de fatores podem desencadear essas oscilações da moeda norte americana durante o dia, entretanto um dos fatores que mais intensificou essa valorização foram algumas medidas que supostamente seriam adotadas pelo atual presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no qual consistem em elevar as tarifas sobre produtos estrangeiros.

As perspectivas para o câmbio em 2025, segundo o último relatório de mercado atualizado no dia 31 de janeiro pelo Banco Central do Brasil (Bacen), permanecem em R$ 6,00.

 

Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês)

O índice de Preços ao Consumidor para Todos os Consumidores Urbanos (IPC-U) teve um ganho de 0,4% no mês de dezembro, avançando para 2,9% nos últimos 12 meses, depois de ter crescido 0,3% em novembro, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS) dos Estados Unidos (EUA). Dessa vez os setores que mais se destacaram foram: índice de energia (2,6%) e índice de gasolina (4,4%).

As expectativas para a inflação dos últimos 12 meses estão com projeções de 2,9% no 1º trimestre de 2025.

 

Taxa de Juros – EUA

No dia 29 de janeiro o Federal Reserve System resolveu optar por permanecer sua taxa base de juros da economia dos EUA no patamar entre 4,25% e 4,50%. Com a inflação nos últimos 12 meses em 2,9% e as incertezas sobre o cenário econômicos atual, o FED interrompeu os cortes nos juros como medida preventiva contra o nível geral preços, visto que esta estratégia de política monetária visa a interrupção de seu avanço.

Tudo indica que para as próximas decisões de política monetária, o FED maneire nestes cortes na taxa base de juros, visto que o nível geral de preços ainda persiste aquém do estipulado pela instituição.

 

Desemprego – EUA

No mês de dezembro, o emprego total, desconsiderando o setor agrícola, teve um aumento de 256.000, ficando com uma taxa de 4,1%, segundo o BLS. Os setores que mais geraram ganhos foram os de assistência médica, governo e assistência social.

As estimativas para a taxa de desemprego nos EUA giram em torno de 4,4%, ainda neste 1º trimestre de 2025.

 

PIB (Produto Interno Bruto) – EUA

No terceiro trimestre de 2024, o PIB (real), em sua terceira estimativa, teve um aumento na taxa anual de 3,1%, conforme estimativa avançada publicada pelo Bureau of Economic Alalysis (Bls). No 1º trimestre deste ano o PIB (real) foi de 3,0%.

As perspectivas do PIB para o 1º trimestre de 2025, apresenta uma projeção de 1,8%.

 

Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia)

No dia 29 de janeiro o Comitê de Política Monetária (COPOM) aumentou a SELIC em 1,00%, passando de 12,25% para 13,25%, mesmo ajuste feito no dia 11 de dezembro. Isso mostra que a entidade quer garantir que a inflação não ultrapasse patamares aquém do esperado, visto também que a divida líquida do setor público continua elevada, corroborando com isso estimativas de engajamento no nível geral de preços.

As expectativas para a taxa SELIC, atualizada no dia 31 de janeiro deste ano pelo Bacen, no Boletim Focus, permanecem em 15,00% ao ano.

 

Desemprego -Brasil

A taxa de desemprego (desocupação) no Brasil apontou uma variação de 6,4% no 3º trimestre de 2024, representando cerca de 7,0 milhões de desempregados (desocupados) e 3,1 milhões de desalentados. O Nordeste liderou o ranking do nível de desocupação, com (8,7%), seguidos do Norte (6,6%), Sudeste (6,2%), Centro-Oeste (4,9%) e Sul (4,1%). As divisões do mercado de trabalho da população brasileira neste 3º trimestre de 2024 foram ocupados (103.029 mil pessoas), desocupados (7.001 mil pessoas), fora da força de trabalho (66.416 mil pessoas) e abaixo da idade de trabalhar (40.725 mil pessoas).

As estimativas apontam que a taxa de desemprego no Brasil possa atingir 6,3%no 1º trimestre de 2025.

 

PIB (Produto Interno Bruto) -Brasil

O PIB do terceiro trimestre de 2024 obteve variou em 4,00%, 3,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado, 3,1% nos últimos 12 meses e 3,3% no ano e representando um valor de R$ 3,0 trilhões, de acordo com o IBGE. Desta vez os setores que mais se destacaram, referente a taxa trimestre contra o trimestre imediatamente anterior foram:  Indústria (0,6%) e Serviços (0,9%).

De acordo com o Bacen, as projeções para o PIB hoje, atualizadas no dia 31 de janeiro de 2025, permanecem em 2,06%.

 

Heating Oil

Os contratos futuros para o óleo de aquecimento recuaram para valores aproximados de US$ 2,40 neste mês de fevereiro, devido as quedas de matérias primas do petróleo bruto, combinando com isso as abrangentes preocupações de uma possível guerra comercial entre EUA e China, comprometendo as demandas global.

Estima se que até o final deste trimestre o heating oil seja negociado no valor de 2,47 USD/GAL, segundo modelos macro globais da Trading Economics e projeções de analistas.

 

Etanol

Os preços médios praticados durante a semana para o etanol anidro do Estado de São Paulo, entre os dias 24/01/2025 até 31/01/2025, avançaram em 0,42%, passando de R$ 3,2074/Litro para R$ 3,2210/Litro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA).

As próximas safras sucroenergéticas de 2025/26, nas quais estão previstas para darem início no mês de abril, darão ênfase na qualidade e produtividade da cana-de-açúcar.

 

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

No mês de dezembro, o INPC registrou uma inflação de 0,48%, totalizando um acumulado de 12 meses em 4,77%. A seguir, será apresentado em ordem decrescente os índices gerais e grupos de produtos e serviços em participação percentual na contribuição do INPC de outubro: Vestuário (1,13%), Alimentação e Bebidas (1,12%), Despesas Pessoais (0,77%), Artigos de residência (0,67%), Transportes (0,54%), Comunicação (0,42%), Saúde e cuidados pessoais (0,24%), Educação (0,13%) e Habitação (-0,59%).

As perspectivas para o INPC realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, na visão geral de conjuntura, está com 4,2% para o ano de 2025.

 

IAVAG nos Últimos 12 meses

jan/242,86%
fev/241,11%
mar/240,91%
abr/242,79%
mai/24-0,16%
jun/243,33%
jul/242,12%
ago/24-0,84%
set/24-2,54%
out/244,15%
nov/242,35%
dez/242,86%
Total18,95%

 

O índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) registrou um avanço de 2,86% no mês de dezembro, acumulando 18,95% nos últimos doze meses. Com base nos cálculos do tópico 6 referentes a variação dos indicadores que compõe o IAVAG, os combustíveis apresentaram maiores oscilações em seus preços e registrando uma inflação, somente para os combustíveis, de 1,22%. O dólar e inflação americana ficaram na segunda posição na contribuição do resultado, apresentando uma inflação de 0,54%, fechando com 0,19% para o INPC.

Nos últimos meses a variação no câmbio vem instigando o mercado devido a sua constante valorização frente ao real, culminando com isso uma série de medias adotas pelo Banco Central para conter esse avanço da moeda norte americana. Apesar dos combustíveis apontarem maiores variações em seus preços, o dólar tem um papel significativo no resultado deste índice de inflação, sendo ele um dos responsáveis principais para os resultados gerados recentemente no IAVAG.

 

Fontes

BCB, UOL, IPEA, BLS, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA

 

Cláudio Junior – Economista (CORECONRS 8905), Diretor Operacional SINDAG

 

Eduardo Tenório – Bacharel em Ciências Econômicas e Assistente de Política e Economia