Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio: ↓ R$ 5,70 | Estimativa/2025
CPI (Inflação EUA): ↑ 0,1% | maio/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↓ -0,2% | 1º trimestre – Segunda estimativa/2025
Desemprego EUA: = 4,2% | maio/2025
SELIC: = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↑ 2,9% | 1º trimestre/2025
Petróleo Brent: ↑ 0,22% – US$ 66,94| 30/06/2025
Petróleo WTI: ↓ -0,58% – US$ 65,14| 30/06/2025
Heating oil: ↓ -2,02% – US$ 2,26 | 30/06/2025
Etanol anidro: ↑ 2,84% – R$ 2,9962/Litro | Média Semanal – SP – 27/06/2025
INPC (maio/2025): ↑ 0,35% (acumulado 12 meses: 5,20%)
IAVAG de maio: ↓ -0,35%
IAVAG em 12 meses: ↑ 7,75%
Câmbio (Dólar/Real)
Na sexta-feira (27/06/2025), O dólar fechou com uma queda de 0,27% cotado a R$ 5,4834, com tendência de valorização do real sustentada por fluxo estrangeiro positivo e juros internos elevados. Nesta segunda feira o dólar opera em alta, comparando com o fechamento de sexta-feira, chegado a ser cotado R$ 5,4969 perto das 09h30. O boletim Focus revisou para baixo a projeção da moeda ao fim de 2025, de R$ 5,72 para R$ 5,70. A taxa de câmbio mais baixa reduz os custos de importação e pode suavizar os efeitos da inflação sobre os insumos da aviação agrícola.
Inflação EUA (CPI)
O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,1% em maio, em linha com as projeções. No acumulado de 12 meses, o CPI alcança 2,4%, próximo à meta de estabilidade do Federal Open Market Committee – FOMC. O núcleo da inflação permanece resiliente, mantendo as expectativas de juros estáveis até o fim do ano.
Taxa de Juros – EUA
O Federal Reserve manteve os juros na faixa entre 4,25% e 4,50%. Espera-se a que essa taxa permaneça até o final deste trimestre, a depender da trajetória da inflação. A estabilidade dos juros americanos contribui para manter o dólar sob controle e favorece moedas emergentes como o real.
Estima-se que para 2026 a taxa de juros se mantenha em torno de 3,50% e 3,25% em 2027, de acordo com os modelos macroeconômicos globais da Trading Economics e as expectativas dos analistas.
PIB EUA
A segunda estimativa do PIB dos EUA no 1º trimestre de 2025 confirmou retração de 0,2% sendo a primeira retração trimestral em três anos. Essa retração é resultado da pressão pelo aumento das importações e queda no consumo doméstico. Esse dado preocupa analistas, pois pode sinalizar perda de fôlego da maior economia do mundo, com impactos indiretos nas exportações brasileiras e nos preços internacionais de commodities.
Espera-se que a taxa de crescimento do PIB nos Estados Unidos deve ser de 3,50% até o final do segundo trimestre de 2025. Para 2026 o PIB deve se manter em torno de 2,00% segundo os modelos macroeconômicos globais da Trading Economics e as expectativas dos analistas.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego permaneceu em 4,2% em maio, pelo segundo mês consecutivo do ano, com o mercado de trabalho ainda aquecido em setores como saúde hospitalidade e lazer, mas com uma leve retração em serviços públicos e indústria. A estabilidade indica que não há pressões significativas sobre o consumo ou sobre a inflação.
SELIC – Brasil
Na última reunião do Copom, a taxa básica de juros foi elevada para 15% a.a., o maior nível desde 2006. O Banco Central justificou a decisão com base no IPCA acima da meta e nas incertezas no mercado externas. O tom da ata foi mais conservador, com indicativos de que novos aumentos não estão descartados caso a inflação não convirja para a meta nos próximos meses, sinalizou também uma possível pausa no aumento da taxa de juros para avaliar os efeitos acumulados.
PIB Brasil
O PIB cresceu 2,9% no 1º trimestre, puxado pelo agronegócio. O bom desempenho do setor agrícola, com safra recorde, fortaleceu a recuperação da economia. Entretanto, a indústria continua travada pelo crédito caro e baixo investimento privado.
O Banco Central do Brasil revisou sua projeção de crescimento do PIB de 1,9% para 2,1% em 2025, baseado no vigor inesperado da atividade econômica do 1º trimestre e no impulso vindo da agropecuária. A Pesquisa Focus mantém o crescimento esperado em 2,21% para este ano, mostrando estabilidade nas projeções do mercado. O FMI, por sua vez, projeta crescimento de 2,3% para 2025, com previsão de convergência da inflação até 2027.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego ficou em 7,0% no 1º trimestre, segundo o IBGE. A informalidade ainda representa uma parcela relevante da força de trabalho, e a indústria apresenta retração no emprego. A melhora no mercado de trabalho é lenta e regionalmente desigual.
Heating Oil
O preço do heating oil se mantém em torno de US$ 2,26/galão nesta segunda feira 30/06, obtendo uma queda de 2,02% em relação ao dia anterior. Apesar da queda pontual, houve valorização de 8,5% no último mês, impulsionada pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio e impactos logísticos.
A recente queda pode alivia ligeiramente os custos de operação na aviação agrícola, mas a alta acumulada e a volatilidade continuam representando risco para o planejamento de safra.
A perspectiva de entenda diplomático no Golfo Pérsico pode reduzir premissas de risco. Mas um retorno das tensões elevaria rapidamente o insumo, com impacto direto nos custos de aplicação aérea.
Etanol
O etanol anidro subiu 2,84% na semana encerrada em 27/06, cotado a R$ 2,9962/litro. Fatores que podem explicar este movimento são uma oferta restrita, provocada pela diminuição no volume de produção em torno de 17% comparado ao ano anterior, outro fato é o aumento na demanda após a aprovação do aumento na mistura do etanol com a gasolina de 27% para 30%, pôr fim a concorrência com gasolina e o biodiesel.
INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor
O INPC de maio foi de 0,35%, acumulando 5,20% em 12 meses. A desaceleração recente ameniza os custos indexados da aviação agrícola, mas o patamar acumulado ainda exige atenção na composição de custos com mão de obra e insumos.
Para o IAVAG, o efeito do INPC é direto, mesmo tendo uma desaceleração em maio a inflação segue crescente, o que permanecesse pressionando os custos com a mão de obra, serviços e os insumos, fato que exigi atenção no planejamento de orçamentos e contratos de aplicação aérea.
IAVAG nos Últimos 12 Meses
| jun/24 | ↑3,33% |
| jul/24 | ↑2,12% |
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Total | 7,75% |
Comentário Final sobre o IAVAG
Após uma sequência de três quedas mensais consecutivas, o Índice da Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) acumula um alívio pontual. Em maio, o índice recuou 0,35%, sustentando a tendência de desaceleração dos custos iniciada em março. No entanto, o acumulado em 12 meses ainda mostra alta de 7,75%, refletindo pressões anteriores com combustíveis e insumos importados. A leve deflação no heating oil e a desvalorização do etanol anidro no mês anterior ajudaram a conter os aumentos.
A queda recente do IAVAG é um alívio bem-vindo para o setor, mas não deve ser interpretada como reversão definitiva da inflação agrícola. Os preços do etanol anidro voltaram a subir na última semana de junho (+2,84%), o heating oil segue sensível a choques externos e o INPC permanece elevado. O câmbio mais favorável e a retração pontual de custos ajudam, mas o acumulado de 7,75% em 12 meses reforça a importância de manter contratos atualizados, planejamento financeiro cauteloso e atenção redobrada ao comportamento dos insumos no segundo semestre.
Fontes: Fontes: BCB, IBGE, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, BRINVESTING, REUTERS, BARRON’S, WSJ, CNN BRASIL.

