Sindag teve destaque no Congresso Mercosul de Aviação Agrícola

Cases de protagonismo da entidade em debates no Brasil reforçaram em Buenos Aires o papel da entidade no diálogo regional e no alinhamento de estratégias comuns com as associações do setor da Argentina, Uruguai e Bolívia

O Sindag teve participação ativa no 33º Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola, realizado nesta segunda e terça-feira (21 e 22) em Buenos Aires. Com o tema Campo e cidade unidos pelo ar, o encontro aeroagrícola reuniu lideranças do setor de Argentina, Brasil, Uruguai e Bolívia, além de autoridades governamentais, produtores rurais e técnicos, bem como  e 24 empresas expositoras que apresentaram inovações e soluções tecnológicas para a atividade. A movimentação ocorreu dentro da 137ª Exposição Pecuária, Agricultura e Indústria do País (La Rural), que ainda segue até domingo (27).

A entidade aeroagrícola brasileira foi representada pela conselheira Sílvia Figueredo e pelo diretor operacional Cláudio Júnior Oliveira, que integraram painéis, mesas de debates e reuniões estratégicas com entidades parceiras. Os dois dirigentes estavam acompanhados ainda de diversos empresários aeroagrícolas brasileiros, que foram a Buenos Aires acompanhar de perto o evento. Além disso, eles também visitaram estandes de empresas expositoras que estarão também no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) que ocorrerá em menos de 30 dias no Mato Grosso.

Sílvia falou na abertura do evento, no dia 21, ao lado dos dirigentes das coirmãs Federação Argentina de Câmaras Agroaéreas (a anfitriã Fearca), Associação Nacional de Empresas Privadas Aeroagrícolas do Uruguai (Anepa) e Associação Nacional de Empresas de Aviação Agrícola da Bolívia (Andefa). Junto ainda com representantes da Defesa Civil argentina, Fundação Barbechando, Campo Limpo, Associação Argentina de Produtores em Plantio Direto (Aapresid), entre outras instituições. “A aviação agrícola é uma ferramenta fundamental para a agricultura moderna, permitindo aplicações eficientes e precisas de produtos, semeaduras, adubação e combate a incêndios florestais”, destacou a dirigente brasileira. Ela ainda lembrou que o Brasil conta com uma frota de mais de 2,7 mil aeronaves. “Junto com equipes altamente capacitadas, seguimos como parceira essencial para garantir colheitas produtivas e sustentáveis, sempre com atenção ao meio ambiente”, afirmou. Engenheira agrônoma, ela dirige há 27 anos a empresa Arenhardt Aviação Agrícola, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

DIRIGENTE: Sílvia falou em nome do Sindag na solenidade de abertura do evento coordenado pela Fearca

PROTAGONISMO

Conforme Júnior Oliveira, o Congresso Mercosul serviu para consolidar o protagonismo brasileiro no diálogo regional e de alinhar estratégias comuns entre os países. “Apresentamos números que mostram o crescimento da frota e a relevância do setor, mas também levamos os desafios que enfrentamos – desde a necessidade de comunicação contínua com a sociedade e os tomadores de decisão até o acompanhamento de projetos de lei e decisões judiciais que impactam diretamente nossa atividade”, destacou. Oliveira lembrou que o case do Brasil chamou a atenção pelo trabalho de aproximação com o poder público e pelo engajamento em políticas de defesa do setor.

EXPERTISE: Oliveira destacou o trabalho feito no Brasil de aproximação com autoridades e participação em debates para apresentar os predicados do setor aeroagrícola e na defesa do setor

Durante as discussões, o diretor do Sindag também destacou o aumento das operações de combate a incêndios florestais com aeronaves no Brasil — que em 2024 lançaram mais de 40 milhões de litros de água em áreas de reserva natural e em lavouras. Isso além da crescente utilização de drones na atividade. “Encerramos com um debate sobre a urgência de regulamentações específicas para os drones agrícolas, a fim de garantir segurança jurídica e coibir operações ilegais”, explicou. Tema, aliás, que foi incluído em um documento conjunto elaborado pelas entidades aeroagrícolas do Mercosul, que será assinado e encaminhado aos governos de cada país da região. Isso cobrando fiscalização mais rigorosa e regras claras para aeronaves não tripuladas, além de manifestar preocupação com restrições como a proibição boliviana de importar aeronaves com mais de 25 anos, apontada como entrave para operadores daquele país.

COMITIVA: dirigentes do Sindag e empresários do setor, além de fornecedores e especialistas engrossaram o número de brasileiro no evento na capital argentina – fotos: divulgação/Sindag

INTEGRAÇÃO

Além dos debates políticos e institucionais, o congresso trouxe palestras técnicas sobre protocolos inovadores de aplicações aéreas para controle de mosquitos e  parcerias público-privadas – como acordo entre a Fearca e Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária do país vizinho (Inta), estratégias de advocacy baseadas em evidências para o uso de defensivos e relatos de casos de sucesso em aviação agrícola. O espaço de exposição reuniu 24 empresas de tecnologia e serviços, que movimentaram o networking e apresentaram novidades em equipamentos e soluções para operadores e produtores.

Para Sílvia, a presença brasileira reafirma o papel do Sindag como elo de integração regional. “A união entre entidades e profissionais é essencial para que surjam ideias inovadoras que fortaleçam a aviação agrícola e garantam um futuro sustentável para a atividade em toda a América Latina”, completou.