Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): ↓ R$ 5,60 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,3% | junho/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↓ -0,5% | 1º trimestre – Terceira estimativa/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,1% | junho/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↑ 2,9% | 1º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑ 2,51% – US$ 65,6 | 28/07/2025
Petróleo Brent: ↑ 2,38 – US$ 69,00 | 28/07/2025
Heating Oil: ↓ US$ -2,40/galão | 28/07/2025
Etanol anidro (SP): ↓ -0,12% R$ 2,9168/litro | média semanal – 25/07/2025
INPC (jun/2025): ↑ 0,23% | 12 meses: 5,18%
IAVAG de junho: ↓ -0,81%
IAVAG em 12 meses: ↑ 3,61%
Câmbio (Dólar/Real)
Com a intensificação das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o dólar iniciou a semana com um comportamento de valorização em relação ao real, chegando a ser cotado a R$5,59 na manhã desta segunda feira 28/07, essa valorização recente e reflexo do aumento da percepção de risco no cenário internacional.
A sinalização de novas tarifas sobre produtos brasileiros a partir do dia primeiro de agosto ¨que já está batendo na porta¨, anunciadas por Donald Trump como parte de sua estratégia de proteção à indústria americana, contribuiu para a valorização da moeda norte-americana frente ao real.
O movimento também é impulsionado por fluxos defensivos no mercado financeiro, com investidores migrando para ativos considerados mais seguros, como o dólar.
A pressão cambial eleva os custos de importação de insumos estratégicos para a aviação agrícola, como peças, combustíveis e defensivos, cujos preços são atrelados ao dólar.
Além disso, a volatilidade cambial dificulta o planejamento orçamentário do setor, que já enfrenta incertezas com as possíveis contramedidas do governo brasileiro e os desdobramentos da crise comercial com os Estados Unidos e o Canadá.
O momento exige atenção redobrada do setor, especialmente em relação à gestão de contratos, compras externas e estratégias de proteção cambial.
Apesar da recente valorização do dólar em relação ao real, o Banco central através do boletim Focus, publicado nesta segunda feira 28/07, reduziu a projeção do dólar para o final de 2025 de R$5,65 para R$5,60, a expectativa segue positiva, dado o atual cenário da economia nacional.
Inflação nos EUA (CPI)
O índice de preços ao consumidor norte-americano teve elevação de 0,3% em junho, o maior avanço trimestral recente, acumulando 2,7% em 12 meses. Os principais aumentos se concentraram nos alimentos, no setor automotivo e nos serviços de transporte. Esse cenário reduz a probabilidade de cortes nos juros em curto prazo.
Para a aviação agrícola no Brasil, isso representa um ambiente internacional menos favorável, com dólar fortalecido, o que tende a encarecer os insumos importados. Além disso, as tensões comerciais podem continuar pressionando os custos globais.
Taxa de Juros – EUA
Os juros americanos seguem firmes na faixa entre 4,25% e 4,50%. O Federal Reserve tem sinalizado que só tomará medidas de afrouxamento monetário com sinais mais concretos de queda sustentada da inflação. Nesse cenário, o custo global de capital segue elevado, fortalecendo o dólar e ampliando os desafios para setores que dependem de importações e financiamento externo, como o aeroagrícola.
PIB dos EUA
A economia dos Estados Unidos retraiu 0,5% no primeiro trimestre, conforme a última revisão oficial. A queda foi impulsionada por menor volume de investimentos e exportações, além de uma corrida antecipada para importações antes da imposição de tarifas. Um desempenho mais fraco da economia americana pode reduzir a demanda global por produtos agrícolas, o que, por sua vez, tende a impactar o ritmo de operações da aviação agrícola brasileira.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego nos Estados Unidos se manteve em 4,1% em junho, está em um nível considerado saudável. Esse panorama de emprego relativamente estável contribui para a decisão do Federal Reserve em manter os juros elevados por mais tempo, reforçando os efeitos negativos para moedas emergentes e para os custos de importação do setor aeroagrícola.
Selic – Brasil
A taxa básica de juros do Brasil permanece em 15%, de acordo com decisão recente do Copom. O mercado projeta manutenção desse patamar até o fim de 2025, com possibilidade de alívio só a partir de 2026. Juros elevados mantêm o crédito caro, dificultando novos investimentos no setor de aviação agrícola e exigindo soluções como renegociação de dívidas e antecipação de compras.
PIB – Brasil
A economia brasileira teve expansão de 2,9% no primeiro trimestre, puxada principalmente pela agropecuária, que avançou expressivos 12,2%. O bom desempenho do campo impulsiona a demanda por serviços aeroagrícolas. No entanto, o aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros pode afetar as exportações e desacelerar esse crescimento nos próximos ciclos, prejudicando diretamente o setor que depende do bom desempenho do agronegócio.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego nacional foi de 7% no primeiro trimestre. No campo, a geração de empregos foi impulsionada pela safra positiva. Contudo, com o cenário internacional incerto e as tensões comerciais em alta, é possível que o ritmo de contratação diminua nos próximos meses, afetando o setor aeroagrícola indiretamente por meio da retração do agronegócio.
Heating Oil
O heating oil caiu para US$ 2,40/galão nesta segunda feira 24/07 após sua recente alta, com a queda nos custos da matéria-prima bruta e o aumento da oferta de destilados no estoque do EUA, bem acima do esperado pelos analistas, atrelado a diminuição da demanda fez com que os preços despencassem. Essa queda nos preços beneficia o setor aeroagrícola diminuído o custo da matéria prima para o combustível da aviação agrícola.
Etanol Anidro
O preço médio semanal do etanol anidro em São Paulo recuou 0,12% na comparação com a semana anterior, marcando a terceira semana seguida de queda, com o litro cotado a R$ 2,9168. Esse movimento de baixa é influenciado pelo excesso de oferta e redução na demanda. No entanto, a previsão é de mudança nesse cenário com o aumento da proporção de etanol anidro na gasolina que passará de 27% para 30% a partir de agosto, esse aumento na mistura deve aumentar a demanda pelo produto, o que poderá pressionar os preços para cima nas próximas semanas.
INPC
Em junho, o INPC registrou aumento de 0,23%, somando uma alta de 5,18% nos últimos 12 meses. Apesar de mostrar sinais de desaceleração, o índice ainda permanece acima do centro da meta de inflação de 4,5%. Esse patamar elevado influencia diretamente os reajustes salariais, contratos e despesas fixas, gerando impactos adicionais nos custos operacionais do setor de aviação agrícola.
IAVAG nos Últimos 12 Meses
| jul/24 | ↑2,12% |
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Jun/2025 | ↓-0,81 |
| Total | 3,61% |
Comentário sobre o IAVAG
O IAVAG apresentou recuo de 0,81% em junho, acumulando alta de 3,61% no período de 12 meses. Este é o quarto mês consecutivo de queda no índice, que continua refletindo a instabilidade e os desafios enfrentados pelo setor aéreo agrícola. A variação dos custos de operação, especialmente com combustíveis, peças e insumos, permanece atrelada às flutuações do câmbio e aos desdobramentos do mercado global.
Dois fatores principais explicam essa deflação no mês: a forte queda de 4,4% no valor do dólar frente ao real e a retração de 0,75% no preço do etanol, influenciada pelo aumento da oferta com o avanço da safra de cana-de-açúcar e por uma demanda interna mais fraca, o que pressionou os preços para baixo.
Esse alívio nos custos contribui para conter o acúmulo inflacionário observado nos últimos meses. No entanto, o cenário pode mudar rapidamente com a entrada em vigor, a partir de 1º de agosto, das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida traz riscos significativos e pode impactar os preços e o planejamento do setor nos próximos meses. Apesar das tentativas de negociação por parte do governo brasileiro, ainda não houve avanços concretos, a expectativa é de que as taxas sejam aplicadas.
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA.

