Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): =R$ 5,60 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,2% | julho/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↑ 3,0% | 2º trimestre – Estimativa preliminar/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,2% | julho/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↑ 2,9% | 1º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑ 1,03% – US$ 63,45 | 18/08/2025
Petróleo Brent: ↑ 1,01% – US$ 66,51| 18/08/2025
Heating Oil: ↑ 0,62% – US$ 2,24 /galão | 18/08/2025
Etanol anidro (SP): ↑0,99% R$ 3,0884/litro | média semanal – 15/08/2025
INPC (jul/2025): ↑ 0,21% | 12 meses: 5,13%
IAVAG de junho: ↓ -0,81%
IAVAG em 12 meses: ↑ 3,61%
Conflito Brasil–EUA
Na última semana, os Estados Unidos impuseram tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. O governo Lula reagiu com um pacote de apoio de US$ 5,5 bilhões aos exportadores, mas Washington respondeu com novas sanções, ampliando a tensão diplomática.
O conflito já afeta o comércio: importadores americanos adiaram compras de café e outros produtos, elevando custos e incertezas. A valorização do dólar pressiona insumos e combustíveis, enquanto a possível retração das exportações ameaça o agronegócio — cenário que tende a refletir em menor demanda por serviços ligados à aviação agrícola e na formação do IAVAG.
Câmbio (Dólar/Real)
Nesta segunda-feira, o dólar operou em alta frente ao real chegando a ser cotado pela manhã a R$5,41, impulsionado por um cenário de cautela no mercado internacional e por tensões recentes entre Brasil e Estados Unidos. O movimento reflete a aversão ao risco global, com investidores buscando a segurança da moeda americana diante de incertezas econômicas.
No Brasil, a valorização do dólar também é influenciada por fatores internos, como a recente decisão do Banco Central de manter a taxa de juros, e a expectativa em torno de dados econômicos que serão divulgados ao longo da semana. A alta do dólar tende a impactar os preços de produtos importados e pode pressionar a inflação.
É importante lembrar que o mercado de câmbio é dinâmico, e as cotações podem flutuar ao longo do dia com base em novos dados e notícias.
Inflação nos EUA (CPI)
A inflação americana de julho, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI), mostrou que a taxa anual de inflação nos Estados Unidos se manteve em 2,7%, o mesmo valor de junho e um pouco abaixo das expectativas do mercado.
O resultado do relatório do Bureau of Labor Statistics (BLS) indica uma desaceleração no ritmo de alta dos preços, já que a inflação mensal foi de 0,2%, uma leve queda em relação aos 0,3% de junho.
A inflação, embora não tenha caído drasticamente, mostra sinais de arrefecimento. A desaceleração da inflação mensal (de 0,3% em junho para 0,2% em julho) e a estabilidade do índice anual são vistos como um resultado positivo.
O Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, tem como objetivo reduzir a inflação para 2%. Com a inflação se mostrando persistente, mas sem grandes saltos, a decisão sobre a próxima taxa de juros se torna mais complexa.
Taxa de Juros – EUA
A taxa de juros dos Estados Unidos foi mantida pela quinta reunião consecutiva entre 4,25% e 4,50%, patamar considerado restritivo.
Nos últimos anos, o Fed elevou a taxa de juros de forma agressiva para combater a inflação, que atingiu níveis recordes. Recentemente, com a inflação mostrando sinais de arrefecimento, o banco central americano tem mantido a taxa de juros no patamar atual, optando pela cautela para não reverter os progressos.
A meta de inflação do Fed é de 2%. Embora a inflação tenha diminuído, ela ainda está acima desse patamar, o que faz com que a instituição continue em modo cauteloso.
PIB – Estados Unidos
A economia dos Estados Unidos teve um crescimento robusto no segundo trimestre de 2025. Dados preliminares do Departamento de Análise Econômica (BEA) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) americano subiu 3%, superando as projeções dos analistas.
Esse crescimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: o aumento dos investimentos, a forte expansão das exportações e a retomada do consumo das famílias.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego nos Estados Unidos em julho subiu para 4,2%, um pequeno aumento de 0,1 ponto percentual em comparação com o mês anterior. Embora tenha havido uma leve alta, os economistas ainda consideram esse nível como sinal de pleno emprego, indicando que o mercado de trabalho, apesar de continuar forte, começa a mostrar sinais de moderação.
Analistas sugerem que esse aumento sutil na taxa de desemprego pode ser um reflexo da desaceleração de contratações, uma consequência direta da política de juros altos do Federal Reserve, que busca controlar a inflação.
Selic – Brasil
Na sua reunião de 30 de julho de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. Essa escolha foi feita para ajudar a controlar a inflação e para manter a atratividade do real para investidores, especialmente em um cenário de incertezas no mercado global e com a recente alta do dólar.
PIB – Brasil
A economia brasileira teve um forte início em 2025, com o Produto Interno Bruto (PIB) expandindo 2,9% no primeiro trimestre. O resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de agronegócio, que cresceu impressionantes 12,2%. Essa performance positiva no campo impulsionou a demanda por serviços como a aviação agrícola, que tem uma forte ligação com a produção rural.
De acordo com o mais recente Boletim Focus, a expectativa de crescimento do PIB para o ano de 2025 foi levemente ajustada para baixo, passando de 2,23% para 2,21%. Para o próximo ano, a previsão é de uma desaceleração, com o crescimento do PIB estimado em 1,87%. Esse cenário reflete uma visão mais cautelosa do mercado diante de incertezas tanto no Brasil quanto no cenário econômico global.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, uma melhora significativa em comparação com os 7% do trimestre anterior.
No entanto, a expectativa é que essa tendência de queda não continue. Analistas econômicos preveem que as recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que podem chegar a 50%, podem afetar as exportações e levar as empresas a reduzir as contratações nos próximos meses. Caso as exportações sofram uma retração significativa, a taxa de desemprego pode voltar a subir, podendo chegar a 7,3% até o final do terceiro trimestre de 2025.
Heating Oil
O preço do heating oil alcançou o menor nível dos últimos dois meses, sendo negociado a US$ 2,22 por galão. Esse resultado foi o reflexo de uma demanda mais fraca e do aumento da oferta global.
Nesta segunda-feira, o heating oil registrou uma recuperação nos preços, com uma valorização de 0,62%, passando a ser cotado a US$ 2,24 por galão. Esse aumento recente pode ser um reflexo de ajustes no mercado, em meio a expectativas de um possível aumento na demanda nos próximos meses, especialmente com a chegada do inverno no hemisfério norte.
Para o setor aeroagrícola, que utiliza o heating oil como combustível essencial para suas aeronaves, esses movimentos de preço têm um impacto direto nos custos operacionais. A valorização pode aumentar a pressão sobre os custos de operação, considerando que o combustível é um insumo de grande importância para o setor.
Etanol Anidro
Na terceira semana de agosto, o valor médio do etanol anidro em São Paulo teve um aumento de 0,99% em comparação à semana anterior, sendo comercializado a R$ 3,0884 por litro. Esse acréscimo está diretamente relacionado à dinâmica de oferta e demanda do mercado. A alteração recente na proporção de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30% desde o dia 1º de agosto, elevou a procura pelo produto, o que, por sua vez, reduziu a disponibilidade e causou a valorização do preço.
INPC
O INPC registrou variação de +0,21% em julho, abaixo dos 0,23% registrados em junho. O acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, apresentando queda em relação aos 5,18% de junho. No acumulado do ano (janeiro a julho), o INPC somou 3,30%.
Apesar de seguir em trajetória de afrouxamento desde fevereiro, o INPC acumulado se mantém acima do centro da meta de inflação do governo (1,5% a 4,5%), indicando persistência de pressões de preço sobre as famílias.
Julho de 2025 foi marcado por uma dinâmica mista no INPC — deflação em alimentos ajudou a suavizar a alta geral (0,21%), porém, itens como energia elétrica, transporte aéreo e serviços pessoais trouxeram pressões pontuais. O resultado acumulado em 12 meses (5,13%) reflete persistente inflação, especialmente relevante para famílias de menor renda e para políticas de reajuste social.
IAVAG nos Últimos 12 Meses.
| jul/24 | ↑2,12% |
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Jun/2025 | ↓-0,81 |
| Total | 3,61% |
Comentário sobre o IAVAG
O Índice da Aviação Agrícola (IAVAG) apresentou uma queda de 0,81% em junho, marcando o quarto mês consecutivo de retração. Apesar dessas quedas recentes, o índice ainda acumula um aumento de 3,61% nos últimos 12 meses.
A diminuição no índice foi atribuída à valorização do real frente ao dólar, que registrou uma queda de 4,4% na cotação da moeda americana em junho, além da redução de 0,75% no preço do etanol anidro, resultado do avanço da safra de cana-de-açúcar e de uma demanda interna mais fraca.
O dado referente ao mês de julho deverá ser divulgado na semana de 25 de agosto.
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA.

