Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): ↓ R$ 5,59 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↓ 0,2% | julho/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↑ 3,0% | 2º trimestre – Estimativa preliminar/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,2% | julho/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↑ 2,9% | 1º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑ 1,60% – US$ 64,00 | 25/08/2025
Petróleo Brent: ↑ 1,33% – US$ 68,63 | 25/08/2025
Heating Oil: ↑ 1,66% – US$ 2,35 /galão | 25/08/2025
Etanol anidro (SP): ↓ -0,12% R$ 3,0848/litro | média semanal – 22/08/2025
INPC (jul/2025): ↑ 0,21% | 12 meses: ↓ 5,13%
IAVAG de julho: ↑ 1,48%
IAVAG em 12 meses: ↓ 2,97%
Câmbio (Dólar/Real)
Nesta segunda, o dólar recuou para cerca de R$ 5,41, confirmando uma tendência de valorização semanal do real, que está se fortalecendo após se aproximar de R$ 5,50 na semana anterior. A movimentação reflete expectativas de política monetária mais branda nos EUA, maior apetite por ativos emergentes. Essa valorização tende a aliviar pressões sobre insumos importados, mas exige atenção à competitividade das exportações brasileiras frente a um real mais forte.
Inflação nos EUA (CPI)
A inflação dos EUA em julho, medida pelo CPI, ficou em 2,7% ao ano, estável em relação a junho e ligeiramente abaixo das expectativas. Na comparação mensal, o índice avançou 0,2%, após alta de 0,3% no mês anterior, sinalizando leve desaceleração. O resultado reforça a percepção de inflação persistente, mas em arrefecimento gradual, o que mantém em aberto a decisão do Federal Reserve sobre os próximos passos na política de juros.
Taxa de Juros – EUA
A taxa de juros do Federal Reserve (Fed) segue entre 4,25% e 4,50%, mantida pela quinta reunião consecutiva. No simpósio de Jackson Hole, o presidente do Fed Jerome Powell apontou um “equilíbrio delicado” no mercado de trabalho, com sinais de enfraquecimento que elevam o risco de deterioração mais rápida do emprego. Apesar de a inflação ainda preocupar, a política monetária já está bastante restritiva, o que abre espaço para cortes de juros.
O mercado agora projeta redução de 0,25 ponto percentual em setembro, condicionada aos próximos dados de emprego e inflação. Caso confirmada, a medida pode aliviar os custos globais de crédito e influenciar diretamente moedas emergentes como o real, com reflexos no setor agroexportador e no IAVAG.
PIB – Estados Unidos
A economia americana registrou um crescimento robusto de 3% no segundo trimestre de 2025, segundo dados preliminares do Departamento de Análise Econômica (BEA), superando as projeções de mercado. O resultado foi impulsionado pela retomada do consumo das famílias, pelo avanço dos investimentos e pela forte expansão das exportações. Esse desempenho reforça a resiliência da maior economia do mundo e pode influenciar diretamente a condução da política monetária do Federal Reserve, além de impactar os fluxos de capitais globais, o câmbio e os preços de commodities relevantes para o setor agroexportador.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego americana subiu levemente em julho, passando de 4,1% para 4,2%. Apesar da alta, o nível ainda é considerado saudável, indicando que o mercado de trabalho segue sólido, mas começa a mostrar sinais de moderação. Analistas apontam que essa variação reflete a desaceleração nas contratações, efeito esperado da política monetária restritiva do Federal Reserve para conter a inflação. Esse movimento reforça a percepção de que a economia dos EUA pode estar se ajustando a um novo equilíbrio, com impactos potenciais nas decisões futuras de juros.
Selic – Brasil
Na reunião de 30 de julho de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão está alinhada à estratégia de combate à inflação persistentemente elevada e ao objetivo de manter a atratividade do real frente ao dólar. Segundo o Relatório Focus, a expectativa é de que os cortes de juros ocorram apenas em 2026, quando a taxa deve recuar para cerca de 12,50% ao ano.
PIB – Brasil
A economia brasileira iniciou 2025 com força, registrando crescimento de 2,9% no primeiro trimestre. O destaque foi o agronegócio, que avançou 12,2% e impulsionou setores ligados à produção rural, como a aviação agrícola. Apesar do desempenho inicial, o Boletim Focus ajustou para baixo a projeção do PIB de 2025, de 2,21% para 2,18%, e reduziu a expectativa para 2026, de 1,86%.
Esse movimento reflete maior cautela do mercado, sobretudo após a imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que pode reduzir a competitividade das exportações nacionais. O cenário adiciona incertezas ao crescimento do país e reforça a necessidade de atenção aos desdobramentos internacionais, já que qualquer impacto no câmbio e nos custos de exportação tende a influenciar diretamente o setor aeroagrícola e, por consequência, o IAVAG.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% no segundo trimestre de 2025, uma melhora expressiva frente aos 7% registrados no trimestre anterior. O resultado reflete a retomada gradual da atividade econômica e a criação de vagas em setores como serviços, construção e agronegócio. Apesar do avanço, analistas avaliam que o movimento pode perder força nos próximos meses, diante do impacto das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que tende a reduzir a competitividade das exportações. Caso a demanda externa sofra uma retração mais significativa, empresas podem frear contratações ou até iniciar ajustes, com risco de a taxa de desemprego voltar a subir no segundo semestre.
Heating Oil
Nesta segunda-feira, o heating oil avançou cerca de 1,66%, negociado a cerca de US$ 2,35/galão. O movimento reflete preocupações com possíveis interrupções no fornecimento russo, em meio a ataques ucranianos, e o otimismo gerado por perspectivas de cortes na taxa de juros dos EUA. Esse cenário aumenta a pressão sobre insumos energéticos, impactando os custos do setor agroindustrial e do transporte na aviação agrícola.
Etanol Anidro
Na semana de 18 a 22 de agosto de 2025, o preço médio do etanol anidro em São Paulo foi de R$ 3,0848 por litro, registrando uma leve queda de ‑0,12% em relação à semana anterior (11 a 15 de agosto), quando estava cotado a R$ 3,0884 por litro.
Esse recuo modesto contrasta com a alta mais expressiva da semana anterior (+0,99%), sugerindo uma correção pontual após o ajuste de preços. O comportamento indica que o mercado segue equilibrado, sem volatilidade excessiva.
INPC
O INPC avançou 0,21% em julho, acumulando 5,13% em 12 meses, abaixo dos 5,18% de junho. Apesar da desaceleração, o índice segue acima da meta de inflação. O mercado vê risco de novas pressões caso as tarifas de exportação impostas pelos EUA reduzam a competitividade brasileira, com efeitos no câmbio e nos preços internos.
IAVAG nos Últimos 12 Meses.
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Jun/2025 | ↓-0,81 |
| Jul/2025 | ↑1,48 |
| Total | 2,97% |
Comentário sobre o IAVAG
Após quatro meses seguidos de quedas, o Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) voltou a subir em julho, avançando 1,48% e acumulando alta de 2,97% em 12 meses. O resultado reflete principalmente dois fatores: a valorização do dólar e a alta nos preços do heating oil.
O dólar avançou cerca de 2,65% em julho, passando de R$ 5,46 no fim de junho para R$ 5,60 no fechamento de julho. Esse movimento foi impulsionado por fatores externos — como as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a persistente aversão ao risco global — e internos, como as incertezas fiscais e cambiais. A valorização da moeda americana encarece insumos e equipamentos importados, pressionando diretamente os custos da aviação agrícola.
Já o heating oil registrou alta de 5,56% entre junho e julho, em um contexto de estoques de destilados apertados (23% abaixo da média de cinco anos), tensões geopolíticas no Oriente Médio e capacidade limitada de refino. Mesmo com aumento da produção pelo OPEC+, a oferta não foi suficiente para conter a valorização, elevando os custos com combustíveis no setor.
Esse conjunto de fatores demonstra como a aviação agrícola permanece fortemente exposta à volatilidade internacional de moedas e combustíveis, o que reforça a importância de monitorar tanto o câmbio quanto o mercado global de energia para a formação do IAVAG.
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA, REUTERS.

