Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): ↓ R$ 5,56 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,2% | julho/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↑ 3,3% | 2º trimestre – Segunda Estimativa/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,2% | julho/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↑ 2,9% | 1º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑ 1,13% – US$ 64,00 | 01/09/2025
Petróleo Brent: ↑ 1,01% – US$ 68,16 | 01/09/2025
Heating Oil: ↑ 1,56% – US$ 2,31 /galão | 01/09/2025
Etanol anidro (SP): ↑ 1,23% R$ 3,1226/litro | média semanal – 29/08/2025
INPC (jul/2025): ↑ 0,21% | 12 meses: ↓ 5,13%
IAVAG de julho: ↑ 1,48%
IAVAG em 12 meses: ↓ 2,97%
Destaque:
As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a autorização do governo para aplicar a lei de reciprocidade seguem como principais fatores de incerteza no mercado cambial.
A lei de reciprocidade, se aplicada integralmente, pode gerar um choque duplo na economia brasileira, de um lado, perda de competitividade nas exportações; de outro, aumento de custos de importação. Para o setor aeroagrícola, isso significa pressão adicional no câmbio, nos combustíveis e nas peças de manutenção, com impacto direto na formação do IAVAG.
Para os próximos meses, o impacto das medidas de reciprocidade e a evolução das negociações comerciais entre os dois países serão determinantes para definir a trajetória do câmbio, da inflação e, consequentemente, do IAVAG.
Câmbio (Dólar/Real)
O dólar fechou o mês de agosto sendo cotado a R$ 5,4258, uma queda significativa se comparado com a última cotação do mês de julho de 5,6015, essa desvalorização do dólar contribuirá com a deflação no índice IAVAG para o mês de agosto.
Nesta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, o dólar comercial seguiu em torno de R$ 5,45, representando uma alta de aproximadamente 0,46 % em relação ao fechamento anterior. Esse movimento reflete um fortalecimento moderado do dólar frente ao real, impulsionado por fatores como instabilidade local e maior cautela dos investidores, bem como tendências de fluxo para ativos considerados mais seguros no cenário global.
Segundo o Boletim Focus divulgado na segunda-feira, as expectativas dos analistas do mercado financeiro apresentam leve revisão para baixo em relação ao dólar:
Para o fim de 2025, a cotação projetada foi reduzida de R$ 5,59 para R$ 5,56.
Para o fim de 2026, a projeção caiu de R$ 5,64 para R$ 5,62.
Essas revisões indicam uma expectativa de leve apreciação do real ao longo do horizonte, sugerindo que o câmbio vivencie alguma normalização e possivelmente reduza a pressão inflacionária trazida por insumos importados.
Inflação nos EUA (CPI)
A inflação ao consumidor nos EUA avançou 0,2% em julho, mantendo o índice anual em 2,7%. O ritmo de alta perdeu força frente a junho, sinalizando que a política monetária restritiva começa a surtir efeito.
Expectativa é de que a inflação deve seguir desacelerando gradualmente, mas acima da meta de 2%, mantendo o Federal Reserve (Fed) em compasso de espera.
Taxa de Juros – EUA
Os juros permanecem entre 4,25% e 4,50%, patamar considerado restritivo. O Federal Reserve (Fed) segue em tom cauteloso, condicionado a dados futuros mais claros, mas não descarta cortes ainda este ano. O mercado segue otimista com expectativa de corte neste mês de setembro.
PIB – Estados Unidos
O PIB real dos Estados Unidos cresceu 3,3% no 2º trimestre, acima da primeira estimativa de 3,0%, segundo dados revisados da BEA. A revisão positiva refletiu principalmente maior consumo das famílias e investimentos privados mais fortes, enquanto importações mais altas e menor gasto do governo limitaram parte do avanço. O resultado reforça a resiliência da economia americana, mesmo diante de juros elevados.
Desemprego – EUA
Em julho, a taxa de desemprego nos Estados Unidos avançou ligeiramente, de 4,1% para 4,2%. Apesar do aumento, o patamar segue considerado positivo, mostrando que o mercado de trabalho continua firme, mas começa a dar sinais de acomodação. Especialistas avaliam que a menor intensidade nas contratações é consequência natural da política monetária restritiva do Federal Reserve, voltada para controlar a inflação. Esse cenário sugere que a economia americana caminha para um novo ponto de equilíbrio, o que pode influenciar as próximas decisões sobre juros. A taxa referente a agosto será divulgada em 5 de setembro.
Selic – Brasil
O Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano na reunião de 30 de julho de 2025. A decisão reflete a estratégia de segurar a inflação, que segue resistente, e de preservar a atratividade do real em relação ao dólar. De acordo com o Relatório Focus, o início de cortes na taxa básica só deve ocorrer em 2026, quando a Selic poderia recuar para perto de 12,50% ao ano.
PIB – Brasil
A economia brasileira começou 2025 em expansão, com crescimento de 2,9% no 1º trimestre. O agronegócio foi o grande destaque, avançando 12,2% e puxando setores ligados à produção rural, como a aviação agrícola. Apesar desse desempenho robusto, o Boletim Focus reduziu a projeção do PIB de 2,23% para 2,19% em 2025, e de 1,88% para 1,87% em 2026. Essa revisão reflete maior cautela diante das novas tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, que podem afetar a competitividade das exportações. O quadro adiciona incertezas ao crescimento e traz potenciais impactos no câmbio e nos custos do setor agroexportador — fatores que repercutem diretamente na aviação agrícola e no IAVAG.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no 2º trimestre de 2025, resultado melhor que os 7% observados no trimestre anterior. A queda está ligada à recuperação gradual da economia e à geração de postos de trabalho em setores como serviços, construção civil e agronegócio.
Apesar do desempenho positivo, especialistas alertam que essa tendência pode perder intensidade nos próximos meses. As novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros devem afetar a competitividade externa, o que pode reduzir a demanda por exportações. Nesse cenário, empresas podem desacelerar contratações ou até realizar ajustes em seus quadros, abrindo espaço para uma possível reversão da queda do desemprego no segundo semestre.
Heating Oil
Nesta segunda-feira, o heating oil registrou alta de aproximadamente 1,56% em relação à última cotação, sendo negociado em torno de US$ 2,31 por galão. A valorização foi impulsionada pela combinação de fatores como a elevação no preço do petróleo bruto, a redução dos estoques de destilados e o aumento no consumo. Além disso, tensões geopolíticas e comerciais vêm restringindo os fluxos de petróleo e alterando rotas de arbitragem. As greves ucranianas contra a infraestrutura energética russa, somadas às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos que mudaram o padrão de compras da Índia, contribuíram para elevar os prêmios sobre as entregas imediatas de destilados.
Etanol Anidro
Na semana de 25 a 29 de agosto de 2025, o preço médio do etanol anidro no estado de São Paulo foi de R$ 3,1226 por litro, o que representa uma alta de 1,23% frente à semana anterior (18 a 22 de agosto), quando a cotação média estava em R$ 3,0848 por litro. O movimento reflete uma combinação de fatores sazonais ligados ao avanço da safra de cana-de-açúcar, além de oscilações na demanda do setor de combustíveis, que impactam diretamente a formação dos preços no mercado spot paulista.
INPC – julho/2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,21% em julho, acumulando 5,13% em 12 meses, resultado ligeiramente inferior aos 5,18% observados em junho. A desaceleração indica algum alívio inflacionário, mas o índice ainda permanece acima da meta oficial.
Analistas alertam que o cenário segue desafiador: as tarifas de exportação impostas pelos Estados Unidos podem reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, pressionando o câmbio e, consequentemente, influenciando os preços internos. Esse risco mantém a inflação sob observação e reforça a postura cautelosa da política monetária.
IAVAG nos Últimos 12 Meses.
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Jun/2025 | ↓-0,81 |
| Jul/2025 | ↑1,48 |
| Total | 2,97% |
Comentário sobre o IAVAG
Após quatro meses de quedas consecutivas, o Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) voltou a subir em julho, avançando 1,48%, após recuar 0,81% em junho. No acumulado de 12 meses, o índice passou de 3,61% em junho para 2,97% em julho, mostrando perda de ritmo, mesmo com a alta no mês.
O resultado foi impulsionado pela valorização do dólar, que subiu de R$ 5,46 para R$ 5,60 (+2,65%), encarecendo insumos importados, e pela alta do heating oil (+5,56%), em meio a estoques reduzidos, tensões geopolíticas e restrições na capacidade de refino.
O comparativo mostra que, embora julho tenha interrompido a sequência de deflações, o acumulado em 12 meses desacelerou, reforçando a volatilidade e a influência do câmbio e do mercado de combustíveis sobre os custos da aviação agrícola.
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA, REUTERS.

