Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): ↓ R$ 5,55 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,2% | julho/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↑ 3,3% | 2º trimestre – Segunda Estimativa/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,3% | agosto/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↓ 2,2% | 2º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑ 0,63% – US$ 62,26 | 08/09/2025
Petróleo Brent: ↑ 0,72% – US$ 65,97 | 08/09/2025
Heating Oil: ↑ 1,08% – US$ 2,31 /galão | 08/09/2025
Etanol anidro (SP): ↑ 1,96% R$ 3,1838/litro | média semanal – 05/09/2025
INPC (jul/2025): ↑ 0,21% | 12 meses: ↓ 5,13%
IAVAG de julho: ↑ 1,48%
IAVAG em 12 meses: ↓ 2,97%
Câmbio (Dólar/Real)
O dólar nesta segunda feira opera em queda sendo cotado em torno de R$ 5,42, mostrando relativa estabilidade nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus, publicado na manhã desta segunda feira, a projeção para o final de 2025 foi justada para R$ 5,55, enquanto que para 2026 a expectativa é de manutenção em R$5,60.
Inflação nos EUA (CPI)
A inflação ao consumidor nos EUA avançou 0,2% em julho, mantendo o índice anual em 2,7%. O resultado mostra perda de força frente a junho, sinalizando que a política monetária restritiva começa a surtir efeito.
A expectativa é de desaceleração gradual nos próximos meses, ainda acima da meta de 2%, o que deve levar o Federal Reserve a manter a taxa de juros em compasso de espera antes de decidir por cortes.
O resultado do mês de agosto está previsto para ser divulgado no dia 11 de setembro de 2025.
Taxa de Juros – EUA
A taxa de juros nos Estados Unidos segue no intervalo de 4,25% a 4,50%, nível visto como restritivo. O Federal Reserve (Fed) adota uma postura prudente, aguardando sinais mais consistentes da economia, mas não descarta a possibilidade de iniciar cortes ainda em 2025. O mercado, por sua vez, mantém otimismo quanto à chance de redução já em setembro.
PIB – Estados Unidos
O PIB real dos Estados Unidos cresceu 3,3% no 2º trimestre. O resultado positivo reflete, principalmente, o maior consumo das famílias e o fortalecimento dos investimentos privados, enquanto o aumento das importações e a redução dos gastos do governo limitaram parte do avanço. O desempenho deixa nítido a resiliência da economia americana, mesmo em um cenário de juros elevados.
Desemprego – EUA
Na última sexta-feira, em 5 de setembro de 2025, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou o relatório mensal de emprego relativo a agosto. Os dados mostram que o país adicionou apenas 22.000 vagas no mês, uma marca significativamente abaixo das expectativas do mercado.
A taxa de desemprego subiu levemente, atingindo 4,3 %, o nível mais alto em quase quatro anos.
Esse cenário de fraqueza acentuada no emprego reforça a expectativa de corte na taxa de juros pelo Federal Reserve ainda neste mês, com instituições como a Standard Chartered já antecipando até 50 pontos-base de redução como resposta aos dados frágeis.
Selic – Brasil
A taxa Selic permanece em 15% ao ano desde a última reunião, realizada em 30 de julho de 2025. Como estratégia para conter a inflação, que segue resistente, e preservar a atratividade do real frente ao dólar, o Banco Central mantém a taxa em patamar elevado. De acordo com o Relatório Focus, o início dos cortes na taxa básica deve ocorrer apenas em 2026, quando a Selic poderia recuar para aproximadamente 12,50% ao ano.
PIB Brasil – 2º Trimestre de 2025
O PIB brasileiro cresceu 0,4% no 2º trimestre de 2025 frente ao trimestre anterior, segundo o IBGE. Em valores correntes, a economia alcançou R$ 3,2 trilhões, o maior patamar da série histórica. Na comparação anual, o avanço foi de 2,2%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses a alta chegou a 3,2%.
O resultado refletiu principalmente a força do setor de serviços (+0,6%), seguido pela indústria (+0,5%), com destaque para as indústrias extrativas. Já a agropecuária recuou levemente (-0,1%) após o desempenho mais forte do início do ano. Pelo lado da demanda, houve aumento do consumo das famílias (+0,5%), retração no consumo do governo (-0,6%) e queda nos investimentos (-2,2%), influenciados pelos juros elevados.
Apesar da desaceleração em relação ao trimestre anterior, o dado confirma que a economia brasileira mantém trajetória de crescimento em 2025, embora sob impacto de fatores externos — como o comércio internacional e as novas tarifas impostas pelos EUA — e internos, como o alto custo do crédito e a restrição aos investimentos.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego no Brasil registrou 5,8% no segundo trimestre de 2025, um resultado melhor em comparação ao trimestre anterior. A redução reflete a retomada gradual da atividade econômica e a criação de vagas em segmentos como serviços, construção civil e agronegócio.
Mesmo com o avanço, analistas apontam que o movimento pode perder força nos próximos meses. As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tendem a reduzir a competitividade das exportações, o que pode enfraquecer a demanda externa. Nesse contexto, empresas podem optar por frear novas contratações ou até promover ajustes no quadro de pessoal, o que abriria espaço para uma eventual reversão da queda do desemprego no segundo semestre.
Heating Oil
Nesta segunda-feira, o heating oil registrou alta de aproximadamente 1,08% em relação à última cotação, sendo negociado em torno de US$ 2,31 por galão. A valorização foi impulsionada pela elevação no preço do petróleo bruto nos últimos dias.
O custo pode aumentar à medida que o inverno se aproxima, o que eleva a demanda, e também em situações de frio extremo. Embora hoje ainda não seja inverno nas regiões frias, expectativas futuras de demanda podem pesar nos preços.
Etanol Anidro
Na semana do dia 01 ao dia 05 de setembro de 2025, o preço médio do etanol anidro no estado de São Paulo foi de R$ 3,1838 por litro, o que representa uma alta de 1,96% frente à semana anterior (25 a 29 de agosto), quando a cotação média estava em R$ 3,1226 por litro. Este é o segundo avanço consecutivo nas últimas 4 semanas.
INPC – julho/2025
O INPC avançou 0,21% em julho, abaixo dos 0,23% de junho, enquanto o acumulado em 12 meses recuou de 5,18% para 5,13%. A queda nos alimentos (-0,38%), vestuário (-0,52%) e comunicação (-0,11%) foi compensada por altas em habitação (+0,86%), saúde (+0,57%) e despesas pessoais (+0,97%).
Apesar da leve desaceleração, a inflação segue elevada e pode ganhar pressão com as tarifas de 50% impostas pelos EUA e a Lei de Reciprocidade adotada pelo Brasil, fatores que ampliam a incerteza no mercado.
IAVAG nos Últimos 12 Meses.
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Jun/2025 | ↓-0,81 |
| Jul/2025 | ↑1,48 |
| Total | 2,97% |
IAVAG – julho/2025
O IAVAG subiu 1,48% em julho, revertendo a queda de 0,81% em junho. No acumulado de 12 meses, porém, o índice recuou de 3,61% para 2,97%, indicando perda de fôlego apesar da alta mensal.
A valorização do dólar (+2,65%, de R$ 5,46 registrado no final de junho, para R$ 5,60 ao final de julho) e a elevação do heating oil em julho (+5,56%), diante de estoques menores e tensões externas, pressionaram os custos.
O quadro revela que, mesmo com a interrupção das deflações, a inflação no setor segue volátil e altamente sensível ao câmbio e ao mercado de combustíveis.
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA, REUTERS.

