Pauta e estratégias do setor foram incluídas em material do IPA e da FPA para a conferência da ONU que começa na próxima sexta, em Belém
O papel da tecnologia de aplicação, incluindo a aviação agrícola, como aliada da sustentabilidade e da inovação no campo. Este é um dos temas defendidos pelo Sindag e incluídos no documento do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que começa na próxima sexta-feira (10) e segue até dia 21, em Belém, no Pará.
Os tópicos foram discutidos na reunião da Comissão de Defesa Agropecuária do IPA (na última segunda-feira (27) e incluídos, no dia seguinte, no material finalizado durante a Reunião-Almoço do Instituto e da Frente Parlamentar da Agropecuária do Congresso Nacional (FPA). O Sindag foi representado nos encontros pelo seu diretor-executivo, Gabriel Colle.
“O documento será levado ao encontro em Belém pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que será porta-voz do agro brasileiro durante o evento”, destaca o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle. Segundo ele, a entidade aeroagrícola reforçou no material o papel da aviação agrícola entre nas tecnologias aliadas da sustentabilidade e da inovação no campo — fortalecendo a imagem do Brasil como referência mundial em produção eficiente e ambientalmente responsável.
AMPLITUDE
Conforme o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos/PR), o documento será entregue também o embaixador André Corrêa do Lago, que preside a COP30. Neste caso, junto com a solicitação para integrar a pauta oficial do encontro.
O texto defende que o Brasil já dispõe de uma das legislações ambientais “mais restritivas do mundo” e não precisa de um novo plano climático, mas sim cumprir o marco legal existente. Segundo Lupion, qualquer alteração “sem base técnica” poderia abrir brecha para narrativas contra a produção rural e gerar insegurança jurídica.
O objetivo é uma agenda propositiva que apresente a agricultura tropical — desenvolvida no Brasil nos últimos 50 anos — como modelo para países do cinturão equatorial. O documento sustenta que o pacote de ciência, tecnologia, produtividade e preservação pode gerar segurança alimentar, renda e redução da desigualdade em nações pobres.
Depois da conferência, o plano da frente é usar o material como base de um programa interno de políticas públicas, com foco em regularização fundiária, cumprimento do Código Florestal, combate ao desmatamento ilegal e incentivo a bioinsumos, biocombustíveis e recuperação de pastagens degradadas.

DEBATES: entidades do IPA apresentaram suas sugestões e observações na reunião híbrida no início da semana…
… antes da reunião-almoço dos parlamentares da FPA no dia seguinte,
onde (ao final) Lupion explicou os jornalistas, junto com Roberto Rodrigues,
o teor das discussões – confira no vídeo abaixo: