Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): = R$ 5,41 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,3% | setembro2025
Juros EUA (Fed): ↓ 3,75% – 4,00% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↑ 3,8% | 2º trimestre – Terceira Estimativa/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,3% | agosto/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↓ 2,2% | 2º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↓ 0,38% – US$ 59,52 | 10/11/2025
Petróleo Brent: ↓ 0,32% – US$ 63,42 | 10/11/2025
Heating Oil: ↑ 0,70% – US$ 2,50/galão | 10/11/2025
Etanol anidro (SP): ↑ 0,92% R$ 3,2094/litro | média semanal – 07/11/2025
INPC Setembro/2025: ↑ 0,52%
INPC dos últimos 12 meses: ↑ 5,10%
IAVAG setembro/2025: ↓ -0,68 %
IAVAG dos últimos 12 meses: ↑ 4,39%
Câmbio (Dólar/Real)
Nesta segunda-feira, o dólar apresentou leve desvalorização frente ao real, sendo cotado em torno de R$ 5,31. O movimento reflete um ambiente externo mais favorável a moedas emergentes, impulsionado pela expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos e pelo maior apetite ao risco dos investidores globais.
De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, a projeção para o câmbio em 2025 permanece em R$ 5,41, enquanto as estimativas para 2026, 2027 e 2028 seguem em R$ 5,50. O cenário aponta para uma estabilidade cambial em patamar elevado, o que exige atenção quanto aos custos de importação e aos insumos dolarizados, fatores que impactam diretamente a formação do IAVAG e os custos operacionais do setor aeroagrícola.
Inflação nos EUA (CPI)
A inflação ao consumidor dos Estados Unidos registrou alta de 0,3% em setembro, conforme dados do Bureau of Labor Statistics (BLS). No acumulado dos últimos 12 meses, o índice CPI avançou 3,0%, impulsionado especialmente pelos aumentos nos preços da gasolina (+4,1%) e dos alimentos (+3,1%).
O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, também subiu 3,0%, refletindo pressões contínuas nos segmentos de habitação e serviços. Apesar da leve desaceleração em relação aos meses anteriores, o índice permanece acima da meta de 2% do Federal Reserve.
Taxa de Juros – EUA
O Federal Reserve (Fed) reduzir a taxa básica de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, fixando-a na faixa entre 3,75% e 4,00%. O Fed justificou o corte com base em sinais de desaceleração no mercado de trabalho e na inflação persistente acima da meta, embora a ausência de dados atualizados de emprego — devido ao shutdown do governo americano — tenha limitado a avaliação completa da economia.
Entre os analistas, prevalece a interpretação de que este corte representou uma medida preventiva, e não o início de uma política de flexibilização prolongada. Alguns dirigentes do Fed, inclusive, preferiram manter a taxa estável por receio de que a inflação em serviços e habitação continue resistente.
Para o setor aeroagrícola, que depende fortemente de insumos importados e financiamento externo, esse ambiente de juros ainda elevados nos EUA exige atenção redobrada ao comportamento do câmbio, dos fluxos de capital e dos custos de crédito internacional.
PIB – Estados Unidos
De acordo com a terceira estimativa do Bureau of Economic Analysis (BEA), o PIB real dos EUA cresceu 3,8% no segundo trimestre de 2025, superando a estimativa anterior de 3,3%. O resultado foi sustentado principalmente pelo maior consumo das famílias e pela redução das importações, fatores que contribuíram positivamente para o desempenho econômico.
Entretanto, o shutdown do governo norte-americano interrompeu a divulgação de novas estatísticas oficiais, o que impede uma análise mais atualizada sobre a trajetória recente da atividade econômica do país.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego norte-americana manteve-se em 4,3% em agosto de 2025, após alta em relação aos 4,2% de julho, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS). O leve aumento indica perda de fôlego nas contratações, especialmente nos setores de serviços e manufatura, em meio aos impactos da política monetária restritiva no período e à desaceleração gradual da economia.
Os dados referentes a setembro de 2025 ainda não foram publicados, devido à paralisação temporária das atividades governamentais nos Estados Unidos, que suspendeu a divulgação de indicadores econômicos oficiais.
Selic – Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve, em 05 de novembro de 2025, a taxa Selic em 15,00% ao ano, pela terceira vez consecutiva. Segundo o comunicado oficial, a decisão reflete um cenário de incerteza no ambiente externo, especialmente diante da política monetária dos Estados Unidos, e de pressões inflacionárias ainda elevadas no contexto doméstico. O BC destacou que a economia brasileira segue resiliente, com mercado de trabalho aquecido, o que exige cautela para garantir a convergência da inflação à meta. A autoridade monetária reforçou que pretende manter os juros nesse nível por um período prolongado, podendo retomar o ciclo de alta se houver deterioração do cenário.
De acordo com a última edição do Boletim Focus, a mediana das projeções de mercado para a taxa Selic ao fim de 2025 permanece em 15,00%, para o fim de 2026 está em 12,25%, reduzindo para 10,50% em 2027 e em 2028 para 10,00%.
Para o setor aeroagrícola, a manutenção da Selic em patamar elevado significa um custo de financiamento elevado e menor espaço para expansão via crédito, ao mesmo tempo em que a previsão de estabilização dos juros traz alguma previsibilidade para planejamento de médio prazo.
Conforme o calendário do Banco Central, a ata oficial da reunião do copom será divulgada em 11 de novembro de 2025, trazendo detalhes sobre as projeções e perspectivas de política monetária para os próximos meses.
PIB – Brasil (2º Trimestre de 2025)
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior e 2,2% na comparação com o mesmo período de 2024. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo consumo das famílias (+0,5%) e pelo forte resultado da agropecuária, favorecida por exportações aquecidas e por uma safra recorde no período.
No acumulado de 12 meses, o PIB apresentou expansão de 3,2%, evidenciando a resiliência da atividade econômica mesmo diante de um cenário de taxas de juros ainda elevadas.
De acordo com o Boletim Focus, as projeções do Banco Central apontam para um crescimento de 2,16% em 2025, seguido de uma desaceleração gradual nos próximos anos — 1,78% em 2026, 1,88% em 2027 e 2,00% em 2028.
Desemprego – Brasil
A taxa de desocupação no país caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, atingindo o menor nível da série histórica desde 2012, segundo o IBGE. O resultado representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (7,0%) e redução de 1,1 p.p. na comparação com o mesmo período de 2024 (6,9%), confirmando a melhora consistente do mercado de trabalho. O nível de ocupação subiu para 58,8%, e o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,0 milhões de pessoas, ambos configurando recordes na série histórica.
Heating Oil
Nesta segunda-feira, o preço do heating oil subiu para US$ 2,50 por galão, alta de 0,70% em relação ao dia anterior, segundo dados do Trading Economics. O combustível encerrou outubro em US$ 2,3986 por galão, acumulando alta de 3,20% frente a setembro. Esse movimento reflete a combinação entre o aumento da demanda sazonal com a chegada do inverno no hemisfério norte e os custos de refino mais elevados, além das tensões geopolíticas que seguem pressionando o mercado internacional de energia. No acumulado, o heating oil registra alta de 12,91% nos últimos 12 meses e 8,91% no ano (janeiro a outubro), o que tende a gerar pressão inflacionária sobre o IAVAG, especialmente nos componentes ligados aos combustíveis e insumos da aviação agrícola.
Etanol Anidro
Na semana de 03 a 07 de outubro de 2025, o preço do etanol anidro nas usinas de São Paulo (segundo o indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA/ESALQ) iniciou o mês com uma média de R$ 3,2094 por litro, com avanço de 0,92% em relação à semana anterior (27 a 31 – out) que fechou em R$ 3,1801 por litro.
INPC – setembro/2025
De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,52% em setembro, revertendo a deflação de –0,21% observada em agosto. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice passou de 5,05% para 5,10%, indicando uma retomada das pressões inflacionárias sobre o orçamento das famílias de menor renda. Entre janeiro e setembro, o INPC já acumula elevação de 3,62%.
O principal impacto veio do grupo Habitação, impulsionado pelo aumento de 10,57% na energia elétrica. Também contribuíram para a alta os reajustes de aluguéis e o encarecimento do etanol, enquanto o grupo Alimentação e bebidas apresentaram queda de 0,33%, ajudando a suavizar o resultado geral do índice.
IAVAG nos Últimos 12 Meses.
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70% |
| abri/25 | ↓-0,86% |
| maio/25 | ↓-0,35% |
| Jun/2025 | ↓-0,81% |
| Jul/2025 | ↑1,48% |
| Ago/25 | ↓-1,29% |
| Set/2025 | ↓-0,68% |
| Total | 4,39% |
IAVAG – setembro/2025
O IAVAG recuou –0,68% em setembro, influenciado por fatores cambiais e energéticos. A desvalorização de –1,98% do dólar frente ao real, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e pela expectativa de novos cortes de juros nos EUA, contribuiu para reduzir custos de importados. O etanol hidratado para outros fins também registrou queda de –2,13%, refletindo menores preços internacionais da gasolina, demanda interna enfraquecida e maior oferta nas usinas.
Mesmo com o recuo mensal, o acumulado em 12 meses avançou de 2,52% para 4,39%, em razão das altas expressivas registradas no último trimestre de 2024 (9,36%). Já no acumulado de 2025 (janeiro a setembro), o índice apresenta queda de –4,98%, influenciada pela desvalorização de –15,05% do dólar no período.
Essas variações mostram como oscilações no câmbio e nos combustíveis impactam diretamente os custos operacionais e de manutenção do setor, reforçando a importância do monitoramento constante do IAVAG para a gestão e competitividade da aviação agrícola brasileira.
Fonte da imagem: Criativo News
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, FED, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA, CNN, G1, REUTERS.

