Dado preliminar da frota brasileira foi divulgado nesta quarta em entrevista do diretor Cláudio Júnior Oliveira e relatório completo será divulgado no final do mês
A aviação agrícola brasileira iniciou 2026 com uma frota superior a 2,8 mil aeronaves em operação, consolidando mais um ciclo de expansão do setor em relação ao ano passado. A informação foi ventilada nesta quarta-feira (4), pelo diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira. Isso durante entrevista ao jornalista Isaac Rufino, no Jornal Terraviva. O dado é preliminar e faz parte do relatório que será divulgado no final do mês – durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, no Rio Grande do Sul.
Confira no final do texto o vídeo
com a íntegra da entrevista
Segundo Oliveira, os números apontam uma tendência clara de crescimento da atividade aeroagrícola no País. O dirigente também adiantou que o Mato Grosso bateu as 800 aeronaves, com um crescimento de 7%, e o Rio Grande do Sul segue em segundo entre os Estados, com quase 400 aeronaves (crescimento acima de 3%). Com o terceiro lugar no ranking ficando com São Paulo, que ultrapassou Goiás. Tendo em quinto a Bahia.
Embora ainda fora do Top 5 em volume absoluto, o Pará é um dos Estados que se destacam maior avanço proporcional, com 14% de aumento. Seguido pelo Tocantins, com crescimento superior a 10%. Para Oliveira, do dado reforça a expansão da aviação agrícola em diferentes regiões do País, acompanhando o fortalecimento do agronegócio brasileiro. A entrevista também reforçou a capilaridade do setor, que está presente em 24 Estados brasileiros.
TERCEIRIZAÇÃO
Durante a conversa, o diretor operacional do Sindag também comentou sobre o perfil de contratação do serviço pelos produtores rurais. Segundo ele, embora alguns optem por ter aeronaves próprias, “tem crescido muito a terceirização no Brasil, principalmente no ano passado.”
Para o produtor, segundo ele, uma decisão depende do porte da área, do tipo de cultura e do modelo de aeronave necessário. Lembrando que o Brasil opera tanto aviões de grande capacidade (podendo chegar a 3,1 mil litros), como modelos menores fabricados no País (até 1 mil litros), além do uso crescente de drones agrícolas.