CHINA: Drone vira elevador humano e operador perde licença

Na prática, o documento determina queequipamentos remotos  agrícolas devem ser utilizados exclusivamente em atividades produtivas, sendo proibido seu uso para transporte de pessoas ou qualquer operação que represente risco à segurança pública. Além de proibida, a atitude de Zheng foi extremamente perigosa, já que os drones agrícolas são desenvolvidas para transportar líquidos com distribuição uniforme de peso, e não cargas humanas – o que compromete o equilíbrio, o centro de gravidade e a estabilidade em voo.

REPERCUSSÃO

O caso foi divulgado originalmente pelo portal chinês NewUASem publicação na última quinta-feira (19). Mas ganhou projeção global após ser repercutido pelo portal norte-americano DroneXL. O portal estadunidense ainda contextualizou a ocorrência, lembrando o recente episódio brasileiro, no Pará, em que um operador chegou a voar embarcado em um drone agrícola.

Fato, que na época resultou em denúncia do Sindag à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de uma Nota Oficial  da entidade aeroagrícola  em sua página, repudiando o fato. Tanto o caso chinês quanto a ação do Sindag no episódio brasileiro evidenciam uma tendência global de endurecimento na fiscalização, com aplicação de sanções mais severas para usos indevidos. Além de um esforço crescente (como no caso da entidade aeroagrícola brasileira) para conscientizar operadores sobre limites técnicos e riscos operacionais.

PERIGO: improviso para o transporte de uma pessoa foi detectado pela própria fabricante do drone, que também assumiu o papel de órgão regulador – foto: NewUAS/China