Confira as principais notícias dos indicadores que influenciam direta e indiretamente a formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): = R$ 5,20 | projeção Focus para 2026
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,6% no mês | abril/2026
Juros EUA (Fed): = 3,50% – 3,75% | FOMC – abril/2026
PIB EUA: ↑ 2,0% | 1º trimestre/2026 – Estimativa preliminar
Desemprego EUA: = 4,3% | abril/2026
Selic (Brasil): ↓ 14,50% | Copom – abril/2026
PIB Brasil: ↑ 1,8% | 4º trimestre/2025
PIB Brasil: ↑ 2,3% | acumulado de 2025
Petróleo WTI: ↓ 2,11% – US$ 103,20 | 18/05/2026
Petróleo Brent: ↓ 1,27% – US$ 107,87 | 18/05/2026
Heating Oil: ↑ 0,16% – US$ 4,06/galão | 18/05/2026
Etanol anidro (SP): ↓ -1,28% – R$ 2,5681/litro | média semanal encerrada em 15/05/2026
INPC abril/2026: ↑ 0,81%
INPC dos últimos 12 meses: ↑ 4,11%
IAVAG – abril/2026: ↓ -3,98%
IAVAG – últimos 12 meses: ↑ 3,91%
Destaques da semana
Nesta edição, o principal destaque é a divulgação do resultado oficial do IAVAG de abril de 2026, que sinalizou alívio parcial nos custos acompanhados pelo índice após a forte pressão registrada em março. O movimento foi influenciado principalmente pela queda do dólar e pelo recuo de componentes ligados à energia, especialmente o etanol anidro.
Apesar da melhora no resultado de abril, o cenário ainda exige atenção. O petróleo segue em patamar elevado e sensível às tensões no Oriente Médio, enquanto o dólar continua reagindo à aversão global ao risco, à inflação internacional e às expectativas de juros nos Estados Unidos.
No Brasil, o INPC, que compõe diretamente o IAVAG, segue pressionado, e as projeções do Boletim Focus reforçam um ambiente de juros elevados por mais tempo. Dessa forma, o resultado de abril representa um alívio importante, mas ainda parcial, mantendo energia, câmbio e inflação como os principais pontos de acompanhamento para os próximos meses.
Análise dos principais indicadores
Câmbio
Nesta segunda-feira, 18/05, o dólar iniciou a semana em movimento de correção, operando próximo de R$ 5,02, após o fechamento anterior em torno de R$ 5,0560. O movimento ocorre depois da forte alta registrada na sexta-feira, quando a moeda norte-americana encerrou o pregão vendida a R$ 5,067, com avanço de 1,63%, acumulando alta de 3,54% na semana. A pressão observada no fim da semana passada esteve relacionada ao aumento da aversão global ao risco, em meio às tensões no Oriente Médio, às preocupações com inflação internacional e ao cenário político doméstico.
Apesar da volatilidade no mercado à vista, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026. Há um mês, a estimativa estava em R$ 5,30, indicando uma expectativa menos pressionada para o câmbio no horizonte anual.
Para o IAVAG, esse comportamento mostra um cenário ainda misto. No curto prazo, a alta do dólar na sexta-feira reforça a sensibilidade do câmbio ao ambiente externo e aos movimentos de aversão ao risco. Por outro lado, a manutenção da projeção do Focus em R$ 5,20 e o recuo das estimativas mais recentes sugerem algum alívio em relação às expectativas cambiais, podendo compensar parcialmente a pressão vinda dos combustíveis internacionais.
Heating oil e petróleo
O petróleo segue como o principal fator de pressão no cenário externo. Mesmo com recuo pontual nas cotações desta segunda-feira, o WTI permanece acima de US$ 100 por barril e o Brent próximo de US$ 108, mantendo o mercado de energia em patamar elevado. A continuidade das tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo riscos ao transporte e à oferta global de petróleo, mantém os combustíveis sujeitos à volatilidade.
O heating oil, cotado a US$ 4,06 por galão, avançou 0,16% na data de referência. Apesar da alta moderada no dia, o nível ainda elevado do indicador mantém pressão sobre o IAVAG, já que esse componente tem forte peso na dinâmica dos combustíveis e reflete diretamente o ambiente internacional de energia.
Etanol anidro
O etanol anidro trouxe novo sinal de alívio para os custos. Na média semanal encerrada em 15/05/2026, o indicador CEPEA/ESALQ para São Paulo ficou em R$ 2,5681 por litro, com variação de –1,28% em relação à semana anterior. Esse foi mais um movimento de recuo após as quedas observadas nas semanas anteriores, reforçando uma tendência de alívio no mercado doméstico do etanol.
Para o setor aeroagrícola, esse comportamento contribui positivamente para reduzir parte da pressão de custos, especialmente em um momento em que os combustíveis referenciados no mercado internacional seguem pressionados. No entanto, o impacto do etanol é compensatório, e não suficiente para neutralizar totalmente a pressão da energia externa.
Inflação e juros no Brasil
O INPC merece atenção especial por integrar diretamente a composição do IAVAG, enquanto o IPCA ajuda a contextualizar o comportamento mais amplo da inflação oficial no país. Em abril, o INPC avançou 0,81%, acumulando alta de 4,11% nos últimos 12 meses. O resultado mostra que a inflação doméstica segue pressionada, especialmente em itens de maior peso para o custo de vida, o que também influencia despesas operacionais, reajustes e custos indiretos do setor aeroagrícola.
Já o IPCA, índice oficial de inflação do país, registrou alta de 0,67% em abril, desacelerando em relação ao avanço de 0,88% observado em março. Com esse resultado, o IPCA acumula 2,60% no ano e 4,39% em 12 meses. Apesar da desaceleração mensal, a inflação ainda permanece em patamar relevante, mantendo a necessidade de cautela na condução da política monetária.
No campo das expectativas, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 18/05, apontou nova elevação nas projeções para inflação e juros em 2026. A estimativa para o IPCA de 2026 passou de 4,91% para 4,92%, enquanto a projeção para a Selic ao fim de 2026 subiu de 13,00% para 13,25% ao ano.
Esse ajuste reforça a leitura de que o processo de redução dos juros deve seguir de forma gradual e cautelosa. Embora o Copom tenha reduzido a Selic para 14,50% ao ano na reunião de abril, a taxa permanece elevada, refletindo a preocupação com a inflação, com as expectativas acima da meta e com o cenário externo ainda incerto. Para o setor aeroagrícola, juros altos continuam impactando o custo do crédito, os investimentos e o capital de giro das empresas.
Inflação e juros nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o CPI avançou 0,6% em abril, acumulando 3,8% em 12 meses. O destaque foi novamente a energia, que subiu 3,8% no mês, enquanto a gasolina avançou 5,4% e o fuel oil subiu 5,8%. Esse comportamento reforça que a inflação americana segue fortemente influenciada pelos combustíveis e pelo cenário geopolítico.
Diante desse quadro, o Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% na reunião de abril. A manutenção dos juros, combinada à inflação ainda resistente, reduz o espaço para cortes no curto prazo e tende a sustentar um ambiente financeiro internacional mais restritivo.
Atividade econômica e mercado de trabalho no Brasil
A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, impulsionada principalmente pela Agropecuária, que avançou 11,7% no ano. No quarto trimestre, o PIB cresceu 1,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas avançou apenas 0,1% frente ao trimestre anterior, sinalizando perda de ritmo na margem. Para 2026, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 18/05, manteve a projeção de crescimento do PIB em 1,85%, indicando expectativa de desaceleração da atividade econômica ao longo do ano.
No mercado de trabalho, a taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, acima dos 5,1% registrados no trimestre encerrado em dezembro de 2025, mas abaixo dos 7,0% observados no mesmo período de 2025. Apesar da alta na comparação trimestral, esse foi o menor resultado para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.
Esse resultado mostra que o mercado de trabalho segue relativamente aquecido, mesmo com algum ajuste sazonal no início do ano. A população ocupada chegou a 102,0 milhões de pessoas, enquanto o rendimento real habitual alcançou R$ 3.722, com alta de 5,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para o setor aeroagrícola, esse cenário reforça uma leitura mista: a renda e o emprego ainda sustentam a atividade econômica, mas também podem manter a demanda interna firme, limitando o ritmo de queda da inflação e dos juros.
Atividade econômica e mercado de trabalho nos Estados Unidos
A economia americana cresceu 2,0% no 1º trimestre de 2026, segundo a estimativa preliminar do BEA. O avanço foi sustentado por investimentos, exportações, consumo das famílias e gastos do governo, embora o aumento das importações tenha reduzido parte do resultado.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego permaneceu em 4,3% em abril, com criação líquida de 115 mil vagas no mês. O dado indica um mercado de trabalho ainda relativamente estável, mas sem forte aceleração. Esse cenário contribui para a cautela do Fed, já que a combinação de inflação pressionada e emprego resiliente reduz a urgência de cortes nos juros.
Impactos para o IAVAG
Os movimentos dos principais indicadores nesta semana apontam para um cenário de acomodação parcial dos custos, mas ainda com riscos relevantes para o IAVAG. O câmbio trouxe algum alívio no curto prazo, com o dólar em movimento de correção, enquanto as projeções do Focus indicam uma expectativa mais estável para a moeda no horizonte anual. Esse comportamento reduz parte da pressão cambial sobre os componentes acompanhados pelo índice.
No bloco de energia, a leitura segue mais cautelosa. Apesar do recuo pontual do petróleo, os preços internacionais permanecem em patamares elevados, e o heating oil ainda reflete a sensibilidade do mercado aos riscos geopolíticos e à oferta global de combustíveis. Por outro lado, o etanol anidro continua contribuindo positivamente para o alívio dos custos no mercado doméstico.
A inflação segue como fator de limitação desse alívio. O INPC, por integrar diretamente a composição do IAVAG, mantém influência sobre os custos internos, enquanto o CPI americano afeta as expectativas de juros nos Estados Unidos e, consequentemente, o comportamento do dólar e dos mercados internacionais.
Dessa forma, a leitura para o IAVAG é de melhora em relação ao choque observado anteriormente, mas ainda sem reversão completa do cenário de atenção. A continuidade do alívio dependerá, principalmente, da estabilidade do câmbio, da trajetória do etanol e da acomodação dos preços internacionais de energia.
IAVAG nos últimos 12 meses
| mai/25 | ↓-0,35% |
| jun/25 | ↓-0,81% |
| jul/25 | ↑1,48% |
| ago/25 | ↓-1,29% |
| set/25 | ↓-0,68% |
| out/25 | ↑1,29% |
| nov/25 | ↓-0,60% |
| dez/25 | ↑1,58% |
| jan/26 | ↑0,15% |
| fev/26 | ↓-0,85% |
| mar/26 | ↑7,96% |
| abr/26 | ↓-3,98% |
| Total: | +3,91% |
IAVAG – resultado de abril/2026
O resultado oficial de abril trouxe alívio à pressão sobre os custos acompanhados pelo IAVAG. O índice passou de uma alta de 7,96% em março para uma variação de -3,98% em abril, refletindo principalmente a combinação entre a desvalorização do dólar e o recuo do bloco de energia.
Com esse movimento, o acumulado do ano passou de 7,25% no primeiro trimestre de 2026 para 3,28% com a entrada do resultado de abril. Já o acumulado dos últimos 12 meses recuou de 7,03% para 3,91%. Esse comportamento indica que, apesar da melhora observada no mês, o setor ainda segue pressionado no horizonte mais longo, embora em intensidade menor do que a registrada em março.
O principal vetor de alívio foi o bloco de energia, com destaque para o etanol anidro, que recuou –16,38%. Esse movimento esteve associado ao aumento da produção e da oferta, que pressionou os preços para baixo. O heating oil também apresentou queda em abril, com recuo de –0,79%, após a forte alta de 58,46% observada em março.
Além da energia, o câmbio também contribuiu para reduzir a pressão sobre os custos em abril. O dólar recuou 4,41% no mês, passando de R$ 5,2188 no início de abril para R$ 4,9886 no fechamento do mês. A moeda norte-americana vem se desvalorizando desde o início de 2026, e esse movimento contribuiu para compensar parte das pressões externas sobre os componentes acompanhados pelo índice.
Por outro lado, os indicadores de inflação limitaram parte do alívio observado no mês. O INPC avançou 0,81% em abril, enquanto a inflação americana, medida pelo CPI, subiu 0,6%. Esses resultados impediram uma queda ainda mais acentuada do IAVAG, mesmo diante do recuo do dólar e dos componentes de energia.
Assim, abril representou uma mudança importante no ambiente de custos da aviação agrícola. Os riscos geopolíticos que pressionaram fortemente os custos em março passaram a ter, em abril, impacto menos direto sobre os componentes acompanhados pelo IAVAG. Ainda assim, o cenário permanece sensível, especialmente pela influência da energia, do câmbio e da inflação sobre os custos operacionais do setor.
Comentário final
O resultado de abril marca uma mudança importante na leitura do IAVAG. Após a forte alta de março, o índice registrou queda de 3,98%, refletindo o alívio vindo principalmente do câmbio e do bloco de energia. Esse movimento indica uma desaceleração da pressão sobre os custos acompanhados pelo índice, embora ainda não represente uma reversão completa do cenário de atenção.
O ambiente permanece sensível, especialmente pela influência do petróleo, do heating oil, do dólar e da inflação sobre os custos operacionais do setor. No Brasil, o INPC segue relevante por compor diretamente o IAVAG, enquanto o IPCA e as projeções do Boletim Focus reforçam uma leitura de cautela para a política monetária.
Dessa forma, abril trouxe um alívio importante, mas ainda parcial. Para o setor aeroagrícola, a principal leitura é que os custos perderam intensidade no curto prazo, mas continuam dependentes de variáveis externas e domésticas de alta volatilidade. O acompanhamento do IAVAG segue essencial para antecipar movimentos de custo e apoiar a tomada de decisão das empresas do setor.
A seguir, os gráficos consolidam os principais movimentos do índice IAVAG e dos indicadores que o compõem, acompanhados ao longo do boletim. A leitura visual facilita a identificação de tendências, pontos de inflexão e períodos de maior volatilidade, complementando as análises apresentadas ao longo do texto.






Fonte da imagem destacada: Serasa
Fontes: Banco Central do Brasil, Ipeadata, BLS, BEA, Federal Reserve, IBGE, CEPEA/ESALQ, Trading Economics, Yahii, CNN Brasil, G1, Reuters e Agência Brasil.

