Drones aeroagrícolas geram ganhos ambientais

Publicação Relatório da DJI aponta redução de 51 milhões de toneladas de carbono e economia de 410 milhões de toneladas de água pelo uso de drones agrícolas em 100 países

A tecnologia de drones agrícolas já ajudou a evitar a emissão de 51 milhões de toneladas de carbono e economizar cerca de 410 milhões de toneladas de água em operações em lavouras de todo o planeta. Os números integram uma reportagem publicada na última semana pelo portal norte-americano E+E Leader, especializado em sustentabilidade e energia. A matéria  se baseou nos números do novo relatório global da DJI sobre o avanço da tecnologia em todo o mundo. O documento Agricultural Drone Industry Insight Report 2025/2026 aponta também que mais de 600 mil drones agrícolas da marca estavam em operação ao final de 2025, espalhados por mais de 100 países e regiões.

Os números já haviam sido apresentados pela gigante chinesa no Brasil durante a Agrishow 2026. A feira ocorreu entre abril e maio em Ribeirão Preto, no interior paulista.

O relatório original pode ser conferido clicando AQUI.

Apesar de não indicar claramente um marco inicial para a contagem, o documento contextualiza a evolução do setor desde a década passada — especialmente a partir da forte expansão comercial dos equipamentos da DJI nos anos 2017/18 em diante. Conforme a empresa, a economia de água proporcionada pelos drones equivaleria ao consumo anual de água potável de aproximadamente 740 milhões de pessoas. Já a redução de emissões de carbono indicada no estudo corresponderia à capacidade anual de absorção de CO₂ de cerca de 240 milhões de árvores.

COMPARATIVO

O documento também cita experiências brasileiras. Sobre operações de manejo de pastagens, por exemplo, a empresa relata que aplicações localizadas com drones permitiram reduzir em até 35% o uso de herbicidas no controle de plantas invasoras. A DJI destaca também que seus equipamentos já são utilizados no Brasil em culturas importantes para o País, como soja, milho, café e cana-de-açúcar.

O relatório chama atenção para os ganhos em comparação aos equipamentos terrestres convencionais. O estudo ressalta que a tecnologia aeroagrícola reduz a compactação do solo causada pelo tráfego de máquinas pesadas, além de diminuir o desperdício de defensivos  (com as aplicações localizadas) e utilizar menos água nas operações. E menciona ainda redução no consumo indireto de combustíveis fósseis ligados à circulação de tratores e pulverizadores terrestres nas lavouras.

FROTA: segundo a fabricante chinesa, mais de 600 mil drones agrícolas da marca estavam em operação ao final de 2025, em mais de 100 países e regiões do planeta – foto: DJI Agriculture

Brasil é destaque também
na aviação agrícola tripulada

Quando se fala em aviação agrícola brasileira, o avanço dos equipamentos remotos se soma a outra característica singular do setor em nosso País: o uso de biocombustível em aeronaves tripuladas. Onde o exemplo vem o avião Ipanema, fabricado pela Embraer e certificado em 2004 como a primeira (e ainda hoje única) aeronave produzida em série no mundo movida a etanol.

E que, conforme a própria fabricante, já evitou a emissão de mais de 29 milhões de toneladas de dióxido de carbono desde sua certificação. A fabricante brasileira também destaca que o Ipanema possui menor custo operacional e reduz dependência de derivados fósseis importados.

Hoje, mais da metade da frota aeroagrícola brasileira é formada por modelos Ipanema. Dados do setor indicam ainda que quase de um terço das mais de 2,8 mil aeronaves agrícolas do País opera atualmente com etanol, fazendo do Brasil um dos raros exemplos mundiais de uso em larga escala de biocombustível na aviação agrícola.

O cenário reforça o protagonismo brasileiro em soluções aeroagrícolas de menor impacto ambiental — tanto no avanço dos drones quanto no uso em larga escala de biocombustível na aviação agrícola tripulada.