Imagens divulgadas pela agência chinesa mostram aviões, helicópteros e drones atuando nas lavouras de Heilongjiang, província responsável por mais de 11% dos grãos produzidos no país
A importância da aviação agrícola para a produção de alimentos na China ganhou destaque na última quarta-feira (26) em uma série de imagens divulgadas na quarta-feira pela agência estatal de notícias Xinhua. Os registros mostram aviões, helicópteros e drones em operações sobre lavouras de arroz, soja e milho na província de Heilongjiang, no nordeste do país — principal região produtora de grãos da China.
As fotos são de operações em fazendas ligadas ao grupo estatal Beidahuang, um dos maiores complexos agrícolas do mundo. O grupo administra 113 fazendas estatais que somam 3,25 milhões de hectares, além de diversas empresas de propriedade ou controladas pelo Estado. Segundo a Xinhua, as aeronaves estão sendo empregadas em agora larga escala na fase decisiva para a colheita de outono no país.
Segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China, Heilongjiang é responsável por quase 12% das cerca das cerca de 715 milhões de toneladas de grãos colhidas no país no mesmo período. Isso segundo dados de 2025, quando a colheita na província chegou a 82 milhões de toneladas.
FROTA
Escala que ajuda a explicar o peso da tecnologia aérea no campo. Conforme o governo chinês, Heilongjiang já contava, em 2024, com cerca de 33 mil drones agrícolas, a maior frota regional desse tipo no país. Naquele ano, os equipamentos acumularam operações equivalentes a aproximadamente 34 milhões de hectares aplicados – soma que inclui fases diversas de tratamento em um mesmo talhão.
Já a aviação agrícola tripulada local é administrada pela Beidahuang General Aviation, criada em 1985 e que, segundo dados de 2025, possui 125 aeronaves de 25 modelos diferentes. Abrangendo modelos das fabricantes norte-americanas Air Tractor e Thrush, além de outros aviões e helicópteros empregados também em proteção florestal e combate a incêndios.
O Sindag já havia destacado essa realidade em julho do ano passado, quando outra sequência de imagens da Xinhua mostrou aviões e helicópteros agrícolas atuando sobre plantações de milho e soja em Heilongjiang.
