Avião agrícola combate deserto na China

Governo do país iniciou em dezembro o lançamento de sementes protegidas, em uma técnica parecida com a utilizada em uma operação ocorrida em 2019, no interior paulista

O governo chinês iniciou em dezembro operações de semeadura aérea no deserto de Taklimakan, no noroeste do País. O trabalho está sendo realizado com um biplano agrícola Antonov AN-2, de fabricação russa, testando uma técnica pela qual as sementes de árvores são envolvidas em uma espécie de argila de nutrientes – que serve também para segurar a umidade e evitar que sejam devoradas por pássaros.

A técnica é a mesma utilizada em uma operação aeroagrícola ocorrida em 2019, no interior paulista. Na ocasião, a empresa Tangará Aeroagrícola, em parceria com escolas municipais e a Secretaria de Educação de Morro Agudo, lançou sementes preparadas por estudantes da Educação Infantil em uma área de reflorestamento (clique AQUI para rever a notícia na página 14 da Edição 5 da revista Aviação Agrícola).

BIPLANO: trabalho está sendo realizado com um Antonov AN-2, a versão agrícola do velho avião russo – Foto: China People’s Daily

FREANDO A AREIA

No caso chinês, o Taklimakan é o segundo maior deserto no mundo de areais móveis – com mais de 330 quilômetros quadrados. Por isso há décadas a área é o foco de ações para evitar seu avanço sobre cidades, áreas verdes e de produção rural. O que abrangeu o plantio, em 2022, de mais de 300 mil árvores saxaul (uma espécie “parente” da vegetação existente na Caatinga e no Cerrado do Brasil).

Em 2021, o governo chinês havia restaurado cerca de 380 mil quilômetros quadrados florestas e 1,5 milhão de quilômetros de áreas junto a rios e lagos, entre outras iniciativas. A ação de agora envolvendo aviação agrícola tem como principal objetivo de proteger bacia do Rio Tarim.