Em entrevista ao Canal Rural, o consultor Henrique Campos destacou projeções positivas para a tecnologia de aviões e drones no plantio e trato de pastagens
A frota brasileira de aviação agrícola (segunda maior do mundo, com cerca de 2,5 mil aeronaves) caminha para superar a dos Estados Unidos (primeira no ranking, com cerca de 3,6 mil). Só para se ter uma ideia, a quantidade de aviões que o Brasil importa anualmente de apenas uma das fabricantes do setor (no caso, a norte-americana Air Tractor), já equivale ou supera os cerca de 70 aviões da frota aeroagrícola total da África do Sul. Além disso, os produtores rurais tendem a trocar o uso de equipamentos terrestres também pelos drones nas e lavouras. Esses foram algumas projeções do consultor Henrique Campos, da Sabri – Sabedoria Agrícola, em entrevista nesta terça-feira (10) para o programa Giro do Boi, no Canal Rural.
Confira abaixo o vídeo com a íntegra da entrevista
No bate-papo com o jornalista Marco Ribeiro, o doutor em Tecnologias de Aplicação também destacou as vantagens das aplicações aéreas também na semeadura e trato de pastagens. Não só pelas exigências de segurança (e que encarecem o equipamento), como tratores cabinados e destinação adequada dos resíduos – enquanto na aviação agrícola isso já é realidade há décadas. Mas também pelo próprio fator produtividade. “Imagine você pegar um pulverizador (terrestre) com tanque de 600 litros, a uma vazão de 200 litros por hectare. Você aplica em três hectares e já tem que voltar para reabastecer.” Ao passo que “o avião (com pelo menos dez vezes menos calda por hectare) voa a 70 metros por segundo. O que quer dizer que, no tempo desta entrevista, já deveria ter sido tratado mais de 20 hectares”, compara Campos.
Ele também enfatizou a praticidade e economia dos drones principalmente em aplicações localizadas. Primeiro mapeando (por imagens) e depois aplicando “só onde está o problema.” Mas reforçou também a importância do ajuste correto dos equipamentos (especialmente os bicos de pulverização), bem como o controle adequado de gotas para cada tipo de tecnologia e produto, além da capacitação técnica da equipe em campo. Destacando aí o trabalho das clínicas de aviação para garantir (com eficiência comprovada) a segurança e maior precisão nas aplicações.