Reportagem do Valor Econômico ratifica pesquisa do Sesi que aponta carências na formação de profissionais alinhada à era digital no campo
Em 2030, o Brasil precisará de 75 mil engenheiros agrônomos especializados em tecnologia digital. Mas com a expectativa de formar apenas 22,5 mil profissionais até lá – um déficit de 70%. No mesmo ritmo, o País deve contar com apenas com 36% dos 112 mil técnicos agrícolas digitais necessários daqui a sete anos. Os dados são de uma pesquisa publicada em 2021 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que ajudou a sustentar uma matéria divulgada nesta terça-feira (17) pelo jornal Valor Econômico e repercutida em outros canais da imprensa.
Através de entrevistas com especialistas do setor, a reportagem também demonstrou que o estudo Profissões Emergentes na Era Digital: oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde (onde o agro figura a partir da página 35) continua atualizado. Inclusive sobre a demanda por 29 mil técnicos em agronegócio capacitados para ferramentas digitais, frente a uma expectativa de apenas 4,7 mil profissionais formados até 2030.
Mais do que isso, a deficiência deve continuar porque profissionais de tecnologias digitais tendem a não querer deixar os grandes centros (onde também são disputados por outros setores). Segundo entrevistas com consultores e agtechs – incluindo a Perfect Flight, que atua com o setor aeroagrícola – ficou claro que, embora mais profissionais do agro têm buscado se especializar em tecnologias, poucos profissionais de TI vêm o agro como uma oportunidade.

ESTUDO: clique na imagem para acessar o estudo do Sesi sobre oportunidades e desafios da era digital