BPA inicia série de lives sobre pilares do projeto

Encontros também marcam contagem para o Congresso AvAg 2023 e encontro de estreia foi sobre Gestão Empresarial, com participação de mentores do programa

O tema Gestão Empresarial abriu, na última semana, a série de lives sobre os nove pilares do programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA) Brasil. O objetivo dos encontros via web é esclarecer dúvidas dos participantes e resumir ao público a importância dos temas trabalhados pelo projeto. Bem como desmistificar cada assunto e mostrar de que maneira eles se encaixam na gestão das empresas. Essa primeira live teve as apresentações dos consultores Gabriela Allegretti, Mário Gonçalves, Daiana Ribeiro Blaskowski e Cristian Foguesatto. A mediação ficou a cargo do diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, e a abertura foi da diretora operacional do Ibravag, Michele Fanezzi – com a participação ainda da coordenadora administrativa do Sindag, Marília Luíze Schüller.

Confira no final do texto o vídeo com a íntegra da live

Michele explicou que a série de lives também foi construída como uma trilha (uma contagem regressiva) até o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg), marcado para julho. “Esta é a primeira de mais oito lives abordando todos os pilares do BPA (Gestão Empresarial, Governança e Compliance, Foco no cliente, Pessoas, Processos, Tecnologias de Aplicação e Sustentabilidade). Culminando com uma programação especial dentro do Congresso AvAg – onde o programa em parceria entre o Sebrae nacional e o Ibravag será um dos destaques de sua programação”, destacou. O que foi reforçado por Marília, que também adiantou detalhes do Congresso e lembrou que as inscrições estão abertas para a programação marcada para os dias 18 a 20 de julho, em Sertãozinho/SP (pelo site congressoavag.org.br).

MENTORES

Nas apresentações dos mentores do BPA, Gabriela Allegretti reforçou a importância dos empresários participantes do programa concluírem a etapa de análise de suas empresas com os mentores – avaliando pontos fortes e pontos que precisam ser trabalhados nas mentorias específicas. Para aí sim iniciar o trabalho mais dirigido sobre os nove pilares do BPA.

Oliveira aproveitou o gancho para lembrar que os encontros no modelo educação à distância (EAD) não são apenas para os gestores. Mas para todos os profissionais das áreas específicas de cada mentoria – podendo envolver pessoal das áreas de segurança operacional, tecnologias de aplicação, administração e outras. Conforme justamente os pontos identificados na análise das empresas. “E as mentorias precisam ocorrer porque haverá uma segunda pesquisa do Sebrae – esta, para ver o quanto as empresas evoluíram”, reforçou.

Mário Gonçalves, por sua vez, destacou o que muda (para melhor) quando as empresas apostam em um planejamento estratégico. E, mais do que isso desmistificou a suposta dificuldade em realizar essa tarefa. “Com a falta de planejamento, não há alinhamento de ideias entre vender ou comprar aeronaves, não se sabe se dá investir na expansão da área de atuação para ter maior rendimento ou se é melhor segurar para não porque a despesa d expansão não compensaria o resultado”, exemplifica.

Entre outros dilemas que podem ser fatais para os negócios. “Noventa por cento das pequenas e médias empresas do Brasil são familiares. Mesmo assim, é preciso iniciar rotinas de gestão. Sejam quais forem, mas o importante é começar com alguma meta e conversa de alinhamento metódico (para daí ir ampliando essa cultura dentro do negócio)”, pontuou o consultor.

Já na parte de contabilidade Daiana Ribeiro Blaskowski reforçou a necessidade primordial (mesmo em pequenas empresas) de separar o patrimônio da empresa do patrimônio dos sócios. Ela falou adiantou ainda aspectos sobre registro de receitas, demonstração de resultados, fluxo de caixa e como esses controles são importantes para a sobrevivência da empresa. “Por exemplo, ao cruzar informações do resultado de exercício com fluxo de caixa, eu sei que se eu demoro x tempo para receber, não posso fazer contas antes desse prazo”.

Na amostra de sua mentoria, Daiana também discorreu rapidamente sobre regime fiscal e até sobre o que é intangível em contabilidade – ativo que não representa valor monetário, mas é importante na estratégia. “Eu atuo direto com menor custo, ou aposto em diferencial (mais cara, mas com serviço diferenciado). Ou atuo em foco (relacionada a culturas ou regiões específicas, por exemplo).”

Na apresentação de Cristian Foguesatto, o foco foi semelhante ao abordar a elaboração de preços dos serviços pelos empresários. O desafio, segundo ele, é “saber o quanto está sobrando de margem e se está adequada ou aquém do mercado. E se dá para aumentar – o que é Importante porque o setor aeroagrícola exige investimentos altos”, completa.

No entanto, ele também aproveitou sua fala na live para desmistificar os cálculos, a partir de uma planilha elaborada por ele de maneira simples e pelo Excel. Basta que o empresário entenda conceitos de gestão financeira, fluxo caixa, ponto de equilíbrio e outros. Para Foguesatto, os dois principais problemas na hora de precificar um serviço são a variação do dólar (já que aviões e peças são quase todos importados e, de qualquer maneira, contatos pela moeda americana) e a concorrência desleal. Neste caso, uma incoerência, já que “há espaço para todos terem lucratividade, com uma gestão financeira adequada”.