Área considerada Refúgio da Vida Selvagem fica no sul gaúcho e contribui também com a conservação da Estação Ecológica do Taim
O Sindag e o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) foram definidos como entidades integrantes do Conselho Consultivo do Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Banhado do Maçarico, no Município de Rio Grande, no sul do Estado gaúcho. A definição ocorreu na tarde da última quinta-feira (14), em uma reunião que oficializou a composição do Conselho. As duas entidades aeroagrícolas foram representadas no encontro pelo empresário aeroagrícola Alan Sejer Poulsen (da Taim Aero Agrícola, de Pelotas/RS), que é associado ao Sindag e conselheiro do Ibravag
Colegiado do Maçarico é formado por 21 entidades, representando os setores de energia, agropecuário, organizações empresariais (onde se encaixam as entidades aeroagrícolas), órgãos do poder público, de pesquisa, de meio ambiente e outros segmentos, além de moradores da área. O grupo tem a missão de conciliar as atividades humanas na região com a conservação da vida selvagem local e seus habitas, garantindo também a integridade das nascentes que alimentam as águas do Taim e contribuem ainda com a Laguna dos Patos.

COLEGIADO: Poulsen (de camisa verde, ao centro) integra o grupo de representantes de entidades, poder público e moradores que têm a missão de garantir a boa convivência entre o setor produtivo e a vida selvagem nos mais de 6 mil hectares da área ambiental
O próximo passo é a homologação, pelo Estado, da composição do Conselho e do Plano de Manejo da área. Com isso, Sindag, Ibravag e todas as outras entidades e categorias de integrantes do grupo deverão oficializar os nomes de seus representantes. No caso da aviação agrícola deverão ser indicados dois outros nomes para representar o setor, pelo fato de que Poulsen já representa a aviação agrícola no Conselho da Estação Ecológica do Taim (na mesma região do Estado).
O Banhado do Maçarico tem uma área de 6,2 mil hectares, abrangendo basicamente o bioma Pampa. Como RVS, o local permite a agropecuária, desde que se mantenha o habitat de aves migratórias e animais típicos da região (especialmente os em risco de extinção). Além da preservação das águas do restante do bioma local.