Agro de Primeira: dirigentes aeroagrícolas falam sobre a importância do setor

Podcast do portal Primeira Página recebeu a presidente do Sindag, Hoana Almeida e o diretor Gabriel Colle falando sobre o setor, crescimento profissional e oportunidades

A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, e o diretor-executivo da entidade, Gabriel Colle, foram destaque na sexta-feira (12) no podcast Agro de Primeira do portal Primeira Página. Em entrevista para a jornalista Tati Scaff, os convidados abordaram a importância da aviação agrícola como aliada decisiva do agro moderno: altamente regulada, tecnológica e essencial para produtividade, segurança alimentar e para o combate a incêndios.

Confira no final do texto o vídeo com a íntegra da entrevista

Os dirigentes lembraram que o Brasil tem mais de 2,7mil aeronaves (com Mato Grosso na liderança, com 749 aviões; tendo o Rio grande do sul em segundo, com 389 aparelhos) e já supera, em área aplicada, os próprios Estados Unidos – que lidera o ranking de aeronaves, mas lá não se três ou até quatro safras, como no Brasil. Os entrevistados ressaltaram ainda que setor exporta conhecimento e equipamentos (como comportas para combate ao fogo), utiliza de oito a 10 vezes menos água do que os equipamentos terrestres e ainda mantém rastreabilidade completa das operações. Isso descrevendo ainda a alta tecnologia embarcada.

Os convidados também falaram sobre a expectativa do setor chegar a 3 mil aeronaves até 2026, com aumento anual entre 8% e 12% e mais de 40 milhões de hectares tratados na última safra. Além disso, Hoana e Colle compartilharam suas experiências pessoais, com Colle tendo aprendido sobre o setor a partir de sua chegada ao Sindag. E Hoana compartilhando sua história de superação, de quando assumiu a gestão da empresa familiar no Tocantins a partir da morte de seu marido. Tomando as rédeas de um ambiente predominantemente masculino, buscando conhecimento e profissionalização – até se tornar a primeira mulher presidente do Sindag, reeleita para mandato até 2027.

Os dois também responderam sobre os principais mitos no setor — sobretudo o da deriva (quando o produto aplicado cai da área-alvo). Explicando que a aplicação aérea segue receituário agronômico, critérios meteorológicos rigorosos e usa bicos/pontas adequados, adjuvantes antideriva, faixa e altura de voo definidas. Com os pilotos guiados ainda pelo DGPS – que também registra toda a operação, tornando-a plenamente auditável.

TRANSPARÊNCIA

Entre outras informações, em um diálogo franco e aberto, os entrevistados também destacaram as oportunidades profissionais no segmento aeroagrícola: não só para pilotos (que necessitam de formação especial para o setor), mas também engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas com especialização, mecânicos, profissionais de TI/P&D e gestão.

Lembrando ainda que Sindag e o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) mantêm convênios com 45 universidades, além de investirem em comunicação e pesquisa. E ainda estimulam a entrada de mulheres em funções de ponta — lembrando também a recém-criada Associação das Mulheres da Aviação Agrícola (Amag). Com uma mensagem final de otimismo: “o futuro já chegou, com uma aviação agrícola mais profissional, transparente e sustentável, que abre espaço para quem se qualifica e quer ajudar a alimentar o mundo – com eficiência e responsabilidade”.

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