Reportagem da emissora pública SWR destaca a importância da tecnologia nas regiões que produzem alguns dos mais famosos vinhos do país
Uma matéria da emissora pública Südwestrundfunk (SWR), no sudeste da Alemanha, mostrou neste mês como os drones de pulverização estão transformando o trato dos vinhedos nas encostas dos rios Mosel, Ahr, Nahe e no Médio Reno, no sudoeste do país. Neste caso, onde são produzidos alguns dos mais famosos vinhos alemães e onde os equipamentos remotos estão complementando – e aos poucos substituindo – os helicópteros agrícolas. Na reportagem gravada em Bernkastel-Kues, no Estado da Renânia-Palatinado, o jornalista Markus Bundt conversa com a especialista em drones agrícolas Hanna Cordier, do Centro de Serviço Rural (DLR, na sigla em alemão) da região do Mosel.
O DLR é uma entidade estadual de extensão rural – similar à Emater e suas equivalentes no Brasil. Que, aliás, promove nesta sexta-feira (25) uma demonstração de drone agrícola na cidade de Kimheim (também no Mosel).
A matéria mostra uma aplicação simulada (feita com água), utilizando um drone com capacidade de 20 litros de calda. No vídeo, Hanna (que também opera o aparelho) explica que os drones são maiores do que as pessoas imaginam na Alemanha e exigem licenciamento específico. “É necessário haver sempre dois operadores: um responsável por controlar o voo automatizado e outro como observador do espaço aéreo, encarregado da troca baterias, do abastecimento e de garantir que não haja pessoas próximas (estranhas à operação).”
Para a consultora do DLR, a expectativa é de que os aparelhos remotos acabem substituindo os helicópteros em definitivo nos vinhedos de encosta. “O drone é mais silencioso, preciso e pode reduzir custos a longo prazo”, ressalta Hanna. Porém, na prática essa tendência tem ainda outros fatores. Por partes:
Desde 2009 as aplicações aéreas nos países da União Europeia têm restrições, mas são permitidas quando necessárias. Na Alemanha, em situações previstas no Parágrafo 18 da Lei de Proteção de Culturas do País. É o caso dos vinhedos de declive acentuado (frequentemente acima de 30 % de inclinação), onde tratamentos terrestres se tornam inviáveis e para aplicar fungicidas autorizados. A região do Mosel, por exemplo, tem videiras em terrenos de mais de 65% de inclinação. Onde o helicóptero até então faz a diferença. Mesmo em áreas pequenas, onde o espaço começa a ser ocupado pelos drones.
Em todo caso, a matéria termina com o repórter mostrando a estação meteorológica móvel – montada em uma caminhonete e obrigatórias em todas as operações aéreas. “Quando eu era criança, eu queria ser piloto de helicóptero. Mas eu tenho que dizer que piloto de drones, isso também pode ser algo”, brinca Markus Bundt.
Clique na imagem para conferir a íntegra da reportagem
