Quarta maior frota aeroagrícola do País atua em áreas que tiveram desempenho histórico do Estado, como Rio Verde, que tem quatro associadas do Sindag e lidera exportações
O Governo de Goiás divulgou os números oficiais da balança comercial de 2025, confirmando um desempenho histórico da produção estadual. O Estado encerrou o ano com exportações de US$ 13,4 bilhões e superávit superior a US$ 8 bilhões, segundo a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). O resultado consolida Goiás como um dos principais polos do agronegócio brasileiro — e ajuda a explicar por que o território goiano abriga hoje a quarta maior frota de aviação agrícola do País.
Não por acaso, o crescimento das exportações reflete a força de cadeias produtivas altamente tecnificadas, como soja, milho, carnes e açúcar, que dependem de eficiência operacional, manejo de precisão e rapidez na proteção das lavouras. Nesse contexto, a aviação agrícola tem papel estratégico, ao permitir aplicações em janelas climáticas curtas, reduzir perdas e ampliar a produtividade em grandes áreas.
O destaque absoluto de 2025 foi o município de Rio Verde, que liderou o ranking de exportações em Goiás ao responder por cerca de 31,4% de todo o valor embarcado pelo Estado ao longo do ano. Apenas em dezembro, a participação da cidade chegou a 25,4% das exportações estaduais, conforme dados oficiais. O desempenho confirma o protagonismo do município como um dos principais polos do agronegócio nacional.
PARCERIA
Na prática, os números dialogam com a infraestrutura produtiva instalada na região. Rio Verde sedia pelo menos cinco empresas de aviação agrícola, sendo quatro delas associadas ao Sindag. Além disso, municípios vizinhos formam um cinturão operacional que reúne ainda mais operadores aeroagrícolas, atendendo grandes e médios produtores do Sudoeste goiano.
Na avaliação do diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, os dados ajudam a confirmar uma relação de ganha-ganha entre produtores e empresas do setor.
“Alta produtividade depende de alta tecnologia, que é onde o setor aeroagrícola se destaca. Quando o produtor percebe isso, essa parceria também resulta no aprimoramento e crescimento das empresas que operam as aeronaves no campo — com mais tecnologia, produtividade e segurança. Para o agricultor, o serviço se paga com o resultado e ainda reverte em ganho no final para quem contrata”, afirma.
Em 2025, o complexo soja respondeu por 46,55% das exportações goianas, seguido por carnes (18,07%), milho (7,48%), ferroligas (6,24%), açúcar (4,84%) e minérios de cobre (3,76%). A China permaneceu como principal destino, absorvendo 43,36% dos embarques.
Para o setor, os dados reforçam que o crescimento recorde de Goiás reflete um modelo produtivo cada vez mais profissionalizado, no qual a aviação agrícola ocupa posição de destaque como ferramenta de eficiência, sustentabilidade operacional e competitividade global.

GRAINS: For Sindag, the wings of agricultural aviation are helping keep Goiás among Brazil’s leading exporters.
Photo: Goiás State Government