Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): ↓ R$ 5,45 | Estimativa/2025
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,4% | agosto/2025
Juros EUA (Fed): ↓ 4,0% – 4,25% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↑ 3,8% | 2º trimestre – Terceira Estimativa/2025
Desemprego EUA: ↑ 4,3% | agosto/2025
SELIC (Brasil): = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↓ 2,2% | 2º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑ 1,38% – US$ 61,72 | 06/10/2025
Petróleo Brent: ↑ 1,5% – US$ 65,5 | 06/10/2025
Heating Oil: ↑ 0,32% – US$ 2,24 /galão | 06/10/2025
Etanol anidro (SP): ↑ 0,17% R$ 3,1238/litro | média semanal – 03/10/2025
INPC agosto/2025: ↓ -0,21%
INPC dos últimos 12 meses: ↓ 5,05%
IAVAG agosto/2025: ↓ -1,29 %
IAVAG dos últimos 12 meses: ↓ 2,52%
Câmbio (Dólar/Real)
O dólar segue em trajetória de desvalorização frente ao real, refletindo a combinação de fatores externos e internos.
Nos Estados Unidos, a redução da taxa de juros pelo Federal Reserve para o intervalo de 4,00%–4,25% diminuiu a atratividade da moeda americana, incentivando fluxos de capitais para economias emergentes com juros mais elevados — como o Brasil, que mantém a Selic em 15%.
A projeção do câmbio no Relatório Focus foi revisada de R$ 5,48 para R$ 5,45 em 2025, enquanto as estimativas para 2026 (R$ 5,53) e 2027 (R$ 5,56) indicam estabilidade no médio prazo. Esse movimento tem contribuído para aliviar parte dos custos de importação do setor aeroagrícola, especialmente em peças, equipamentos e insumos cotados em dólar.
A valorização do real também tem sido impulsionada pela melhora nas contas externas e pelo fluxo comercial positivo do agronegócio, que segue forte em exportações. No entanto, a permanência de tensões comerciais entre Brasil e EUA ainda impõe cautela ao cenário cambial.
Inflação nos EUA (CPI)
A inflação ao consumidor norte-americana voltou a acelerar em agosto, com alta de 0,4%, acima dos 0,2% de julho. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 2,9%, permanecendo acima da meta de 2% do Federal Reserve. Os principais aumentos vieram de alimentos, energia e habitação, o que indica que a pressão sobre os preços persiste e pode limitar a velocidade de cortes de juros nos próximos meses.
Taxa de Juros – EUA
O Federal Reserve realizou o primeiro corte de juros do ano, reduzindo a taxa básica para o intervalo de 4,00%–4,25%. A decisão reflete sinais de desaceleração no mercado de trabalho e moderação no ritmo da atividade econômica. O banco central, porém, adotou tom cauteloso, afirmando que novos cortes dependerão da confirmação de uma trajetória sustentável de queda da inflação sem comprometer o emprego.
PIB – Estados Unidos
A terceira estimativa do PIB americano confirmou a força da economia no segundo trimestre, com revisão de 3,3% para 3,8%. O crescimento foi impulsionado pelo consumo das famílias e pela redução das importações, evidenciando a resiliência do mercado interno, mesmo em um ambiente de juros elevados. O resultado reforça a capacidade de adaptação da economia dos EUA diante dos desafios monetários.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego subiu para 4,3% em agosto, sinalizando leve enfraquecimento do mercado de trabalho. O aumento é reflexo dos efeitos acumulados da política de juros elevados, que começam a impactar a geração de vagas. Apesar disso, o mercado segue aquecido em termos históricos. Para o Federal Reserve, o desafio agora é equilibrar o combate à inflação com o risco de esfriar demais a economia.
Selic – Brasil
O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de um cenário global incerto e de pressões inflacionárias persistentes. A decisão visa preservar a credibilidade da política monetária e garantir estabilidade cambial, especialmente diante da volatilidade nos preços de energia e combustíveis. O comunicado sinaliza que os juros devem permanecer elevados por um período prolongado, com cortes somente quando houver maior segurança sobre a convergência da inflação para a meta. Para o setor aeroagrícola, o ambiente de crédito restrito impõe cautela nos investimentos e na renovação de frota, embora a valorização do real frente ao dólar amenize parte dos custos com importações.
PIB Brasil – 2º Trimestre de 2025
A economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior e 2,2% na comparação anual, refletindo resiliência em segmentos como serviços e agropecuária. Apesar do avanço, o ritmo segue moderado em função dos juros altos, que continuam a limitar o crédito e o consumo. O Banco Central projeta expansão próxima de 2% para o ano, sustentada por uma política monetária ainda restritiva e pela desaceleração da inflação. O desempenho futuro dependerá da estabilidade fiscal e dos efeitos das tensões externas sobre exportações e câmbio, fatores que seguem no radar dos analistas.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor nível desde o início da série histórica em 2012. O resultado positivo é impulsionado pela recuperação da atividade econômica e pela expansão do agronegócio, da construção civil e dos serviços. Embora o mercado de trabalho mostre força, a alta informalidade e a subutilização da mão de obra ainda são desafios.
Heating Oil
Nesta segunda-feira, o contrato futuro do heating oil foi negociado a aproximadamente US$ 2,24 por galão, registrando alta diária de 0,32% nos mercados internacionais. O movimento reflete uma oferta relativamente estável combinada a uma demanda mais ativa. O mercado segue atento, já que mudanças na atividade econômica mundial podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e demanda do combustível.
Etanol Anidro
Na semana de 29 de setembro a 03 de outubro 2025, o preço médio do etanol anidro no estado de São Paulo foi de R$ 3,1238/litro, leve alta de 0,17% frente à semana anterior (CEPEA/ESALQ). Essa retomada do preço reflete a uma oferta menor nas usinas e pelo aumento da demanda das distribuidoras para mistura à gasolina. A elevação também reflete custos mais altos de produção e logística, além do impacto do câmbio sobre insumos agrícolas e energéticos. Esse movimento mantém o etanol em trajetória de alta, reforçando sua sensibilidade às condições de safra e ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.
INPC – julho/2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou deflação de −0,21% em agosto, interrompendo a sequência de altas e sinalizando alívio nas pressões de custo. O resultado foi influenciado principalmente pela redução nas tarifas de energia elétrica e a queda nos preços de alimentos e transportes. No acumulado em 12 meses, o índice recuou para 5,05%, reforçando a tendência de desaceleração da inflação. Esse movimento contribui para reduzir parte das pressões sobre o poder de compra das famílias e favorece um ambiente mais estável para os custos do setor aeroagrícola.
IAVAG nos Últimos 12 Meses.
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70% |
| abri/25 | ↓-0,86% |
| maio/25 | ↓-0,35% |
| Jun/2025 | ↓-0,81% |
| Jul/2025 | ↑1,48% |
| Ago/25 | ↓-1,29% |
| Total | 2,52% |
IAVAG – julho/2025
O IAVAG apresentou deflação de 1,29% em agosto, após a alta de 1,48% observada em julho, com o acumulado em 12 meses recuando de 2,97% para 2,52%, refletindo a forte influência de fatores externos e cambiais sobre os custos do setor aeroagrícola. A desvalorização do dólar (–3,12%), a queda nos preços do heating oil (–5,26%) e a deflação do INPC (–0,21%) contribuíram para o recuo do índice, que acumula 2,52% em 12 meses. O resultado evidencia a elevada sensibilidade do IAVAG às variações do câmbio e do mercado internacional de combustíveis. Apesar do alívio momentâneo nos custos, o ambiente global segue incerto, com tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos que ainda podem gerar oscilações significativas nos preços de insumos e componentes importados.
Fonte da imagem: Money Smart Guides
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, FED, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, IPEA, CNN, G1, REUTERS.

