Confira as principais notícias e os indicadores que influenciam direta e indiretamente a formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
| Câmbio (USD/BRL): | ↑ R$ 5,1690 | (PTAX) |
| Inflação EUA (CPI): | 0,4% no mês | agosto/2026 |
| Juros EUA (Fed): | 3,50% – 3,75% | FOMC – julho/2026 |
| PIB EUA: | 1,5% | 2º trimestre/2026 – segunda estimativa |
| Desemprego EUA: | 4,1% | agosto/2026 |
| Selic (Brasil): | ↓ 14,00% | Copom – agosto/2026 |
| PIB Brasil trimestral: | ↑ 0,5% | 2º trimestre/2026 |
| PIB Brasil acumulado em 4 trimestres: | 1,9% |
| Petróleo WTI: | ↑ 1,82% – US$ 101,87/barril | 14/09/2026 – Trading Economics |
| Petróleo Brent: | ↑ 1,45% – US$ 106,13/barril | 14/09/2026 – Trading Economics |
| Heating Oil: | ↑ 0,96% – US$ 5,01/galão | 14/09/2026 – Trading Economics |
| Etanol anidro (SP): | ↑ 2,32% – R$ 2,8475/litro | média semanal encerrada em 11/09/2026 |
| INPC agosto/2026: | -0,32% |
| INPC dos últimos 12 meses: | +3,98% |
| IAVAG – agosto/2026: | 2,83% |
| IAVAG – últimos 12 meses: | +7,52% |
Destaque da Semana
A semana reúne três movimentos centrais para o acompanhamento econômico do setor: a divulgação do resultado oficial do IAVAG de agosto, a continuidade da pressão nos mercados de petróleo e derivados e as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Também foram divulgados os dados de inflação de agosto utilizados na composição do IAVAG, com comportamentos distintos entre Brasil e Estados Unidos, acrescentando novos elementos à leitura do cenário.
Com o fechamento de agosto já consolidado, a atenção agora se volta para a evolução dos componentes ao longo de setembro e para os possíveis efeitos das decisões de política monetária sobre câmbio, energia e expectativas.
Confira nos blocos a seguir os detalhes dos principais movimentos da semana e seus possíveis impactos sobre o IAVAG.
Câmbio | Dólar volta a se aproximar de R$ 5,20
O dólar voltou a apresentar pressão nesta segunda-feira, em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana no exterior e ao aumento da cautela provocado pela escalada dos preços internacionais do petróleo.
A PTAX está em R$ 5,1690, aproximando novamente a cotação do patamar observado no encerramento de agosto.
No cenário de expectativas, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14) manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 ao final de 2026, patamar que segue como referência para as expectativas de mercado.
O comportamento do câmbio segue particularmente relevante para o IAVAG, tanto por integrar diretamente sua composição quanto por influenciar custos associados a produtos e insumos negociados internacionalmente.
Energia | Petróleo acima de US$ 100 mantém atenção sobre o heating oil
O mercado internacional de energia voltou a apresentar forte volatilidade. Nesta segunda-feira (14), o WTI estava cotado a US$ 101,87 por barril, alta de 1,82%, enquanto o Brent alcançava US$ 106,13, avanço de 1,45%.
A escalada recente está associada principalmente ao aumento dos riscos sobre a oferta internacional e às tensões no Oriente Médio, com preocupação sobre infraestrutura e importantes rotas de transporte de petróleo.
O movimento merece atenção porque a valorização do petróleo tende a repercutir sobre seus derivados. O heating oil, que integra diretamente o cálculo do IAVAG, estava cotado a US$ 5,01 por galão nesta segunda-feira, alta de 0,96% no dia.
O patamar é significativamente superior ao fechamento de agosto, quando o heating oil terminou o mês em US$ 4,4106 por galão. Embora setembro ainda esteja em andamento e não seja possível antecipar o fechamento do componente, a permanência dos preços de energia em níveis elevados reforça a necessidade de acompanhamento ao longo das próximas semanas.
Etanol | Indicadores continuam a apresentar valorização
O mercado paulista de etanol apresentou nova valorização na última semana. O indicador CEPEA/ESALQ do etanol anidro avançou 2,32%, para R$ 2,8475 por litro, na média semanal encerrada em 11 de setembro.
O movimento dá continuidade à recuperação observada nas últimas semanas e merece atenção diante do comportamento recente dos demais componentes de custos.
Para o IAVAG, é importante distinguir os indicadores: o etanol hidratado para outros fins é o componente utilizado diretamente no cálculo, enquanto o anidro funciona como importante referência para acompanhar a dinâmica do mercado de etanol.
Inflação e juros no Brasil | INPC recua e mercado aguarda decisão do Copom sobre juros
O INPC registrou queda de 0,32% em agosto, após recuo de 0,01% em julho. Em 12 meses, o indicador desacelerou de 4,10% para 3,98%.
O resultado teve influência importante da redução dos custos de Habitação, principalmente pelo desconto temporário do Bônus de Itaipu sobre as contas de energia elétrica.
O IPCA também apresentou deflação de 0,32% em agosto, com a inflação oficial acumulada em 12 meses desacelerando de 4,44% para 4,22%.
A melhora dos indicadores também aparece nas expectativas. O Boletim Focus de 14 de setembro reduziu de 5,00% para 4,90% a projeção do IPCA para 2026. É a primeira vez desde maio que a mediana fica abaixo de 5%. Para setembro, o mercado projeta inflação de aproximadamente 0,50%.
A atenção agora se volta para o Copom, que decide nesta quarta-feira (16) o novo patamar da Selic, atualmente em 14,00% ao ano. O Focus manteve a projeção de 13,75% para o encerramento de 2026, enquanto as expectativas de mercado apontam para possibilidade de novo corte de 0,25 ponto percentual nesta reunião.
Atividade econômica | PIB desacelera e Focus reduz projeção para 2026
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB apresentou expansão de 1,9%.
O resultado mostra continuidade do crescimento da atividade econômica, porém em ritmo mais moderado.
As expectativas também foram revistas. No Boletim Focus desta segunda-feira, a projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 caiu de 1,93% para 1,89%, menor estimativa desde maio.
A combinação entre desaceleração da atividade e inflação mais moderada reforça o espaço para continuidade da flexibilização monetária, embora o ambiente externo e a recente escalada dos preços de energia permaneçam como fatores de atenção.
Estados Unidos | CPI avança com pressão da energia, enquanto mercado aguarda decisão de juros
Nos Estados Unidos, o CPI avançou 0,4% em agosto, acelerando em relação à alta de 0,1% registrada em julho. Em 12 meses, a inflação ao consumidor ficou em 3,4%.
Segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS), a energia teve papel importante na aceleração da inflação no mês. O índice de energia avançou 2,1% em agosto, após queda de 1,5% em julho. Dentro do grupo, a gasolina subiu 3,9% e respondeu por mais de um terço da alta mensal do CPI. O fuel oil também apresentou forte valorização, de 10,1% no mês.
Além da energia, o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3%, com pressões em itens como habitação, tarifas aéreas, comunicação e educação. O índice de habitação subiu 0,3%, enquanto as passagens aéreas avançaram 2,7%.
Para o IAVAG, o resultado merece atenção direta, uma vez que a inflação norte-americana integra a metodologia do indicador. A pressão observada no bloco de energia também reforça o cenário já identificado nos mercados de petróleo e derivados.
A atividade econômica norte-americana também permanece no radar. A segunda estimativa apontou crescimento anualizado de 1,5% do PIB no segundo trimestre, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,1% em agosto.
O Federal Reserve divulga nesta quarta-feira (16) sua nova decisão de política monetária. Atualmente, a taxa dos Fed Funds está no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano. A combinação entre inflação mais resistente e preços elevados de energia aumenta a importância da decisão e, principalmente, da sinalização do Fed sobre os próximos passos da política monetária.
Impactos para o próximo resultado do IAVAG | Energia concentra as atenções em setembro
Com a apuração de agosto encerrada, o acompanhamento se volta para os movimentos de setembro. O principal ponto de atenção está no mercado internacional de energia: o heating oil opera na região de US$ 5,01 por galão, enquanto Brent e WTI permanecem acima de US$ 100 por barril.
O câmbio também merece acompanhamento diante da aproximação do patamar de R$ 5,20 em uma semana que terá decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Mudanças nas expectativas de política monetária podem aumentar a volatilidade do dólar nos próximos dias.
No etanol, os indicadores paulistas continuam apresentando valorização, com o anidro avançando 2,32% na última semana disponível.
Esses movimentos indicam pontos de pressão que precisam ser monitorados, especialmente no bloco de energia. Entretanto, setembro ainda está em andamento e as cotações podem mudar até o fechamento da janela de apuração. Por isso, ainda não há elementos suficientes para antecipar uma tendência para o próximo IAVAG.
IAVAG nos últimos 12 meses
| ago/25 | -1,29% |
| set/25 | -0,68% |
| out/25 | 1,29% |
| nov/25 | -0,61% |
| dez/25 | 1,58% |
| jan/26 | 0,15% |
| fev/26 | -0,85% |
| mar/26 | 7,96% |
| abr/26 | -3,98% |
| mai/26 | -1,12% |
| jun/26 | -0,21% |
| jul/26 | 1,14% |
| Acumulado em 12 meses: | +3,39% |
IAVAG | Índice sobe 2,83% em agosto e acumula 7,52% em 12 meses
O IAVAG registrou alta de 2,83% em agosto, acima do avanço de 1,14% observado em julho. Com o novo resultado, o índice passou a acumular 5,91% em 2026 e 7,52% nos últimos 12 meses, frente aos 3,39% acumulados em 12 meses até julho.
A mudança na janela de 12 meses foi expressiva porque, além da alta de agosto de 2026, de 2,83%, saiu da comparação agosto de 2025, quando o IAVAG havia recuado 1,29%.
Na composição de agosto, três importantes componentes apresentaram valorização:
Dólar: passou de R$ 5,0767 em julho para R$ 5,1810 em agosto, alta de 2,05%.
Heating oil: passou de US$ 4,0955 por galão em julho para US$ 4,4106 em agosto, valorização de 7,69%.
Etanol hidratado para outros fins: avançou de R$ 2,1337 por litro em julho para R$ 2,3212 em agosto, alta de 8,78%.
Diferentemente de julho, quando movimentos de queda do dólar e do etanol ajudaram a compensar a forte valorização do heating oil, agosto apresentou alta simultânea dos três componentes, aumentando a pressão sobre o resultado do índice.
Em sentido contrário, o INPC recuou 0,32%, oferecendo uma compensação parcial. Já o CPI norte-americano avançou 0,4%.
O resultado mostra que não foi apenas um componente isolado que pressionou o IAVAG em agosto. A combinação entre energia, câmbio e etanol explica a aceleração do índice e contribuiu para elevar de forma significativa o acumulado dos últimos 12 meses.
Comentário final
A semana reúne fatores importantes para o ambiente econômico do setor aeroagrícola. De um lado, a divulgação do IAVAG consolida os movimentos de custos observados em agosto. De outro, o mercado internacional inicia uma nova fase de maior volatilidade, especialmente nos preços de petróleo e derivados.
As decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos acrescentam outro elemento relevante ao cenário, principalmente pelos possíveis reflexos sobre câmbio, inflação e expectativas.
Nesse ambiente, o acompanhamento dos indicadores continua essencial para distinguir movimentos pontuais de mudanças mais persistentes na estrutura de custos do setor, especialmente em um período no qual energia e política monetária voltaram a ocupar o centro das atenções.
Os gráficos a seguir complementam a análise apresentada no boletim e permitem visualizar a evolução recente do IAVAG e dos principais indicadores que influenciam sua composição. A leitura conjunta dos dados contribui para identificar períodos de maior volatilidade e os principais vetores de pressão ou alívio sobre os custos da aviação agrícola






Fonte da imagem destacada: Econostrum.
Fontes: Banco Central do Brasil, Ipeadata, BLS, BEA, Federal Reserve, IBGE, CEPEA/ESALQ, Trading Economics, CNN Brasil, G1, Reuters e Agência Brasil.

