Boletim Econômico | Mesmo com a inflação persistente IAVAG registra segunda queda consecutiva.

Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente para a Formação do IAVAG

 

Indicadores de Destaque:

 

Câmbio: ↓ R$ 5,80 | Estimativa/2025

CPI (EUA): ↑ 0,2% | abril/2025

Juros nos EUA: = 4,25% e 4,50% | Estimativa/2025

PIB nos EUA: ↓ 0,3% PIB Real – 1º trimestre /2025 (preliminar)

SELIC: = 14,75% | Estimativa/2025

Desemprego nos EUA: = 4,2% – abril/2025

PIB do Brasil: ↑ 2,14% | Estimativa/2025

Petróleo Brent: ↑ 1,15% – US$ 65,00

Petróleo WTI: ↑ 0,88% – US$ 61,70

Óleo de aquecimento: ↑ 0,22% – US$ 2,12

Etanol anidro: ↑ 0,24% – R$ 2,7642 /Litro | Média Semanal – SP – 23/05/2025

IPC (abril/2025): ↑ 0,48% (acumulado em 12 meses: 5,32%)

IAVAG de abril: ↓ 0,86

IAVAG em 12 meses: ↑ 7,94

 

Dólar

O dólar encerrou a semana cotado a R$ 5,69, refletindo a valorização da moeda norte-americana diante de incertezas globais e as políticas monetárias restritivas.  O Boletim Focus do Banco Central projeta uma taxa de câmbio de R$ 5,80 para o final de 2025.

Índice de Preços ao Consumidor (CPI – EUA)

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA registrou alta de 0,2% em abril, acumulando 2,3% nos últimos 12 meses.   A inflação permanece dentro da meta do Federal Reserve, indicando estabilidade nos preços ao consumidor.

 

Taxa de Juros – EUA

O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,50% em sua última reunião, sinalizando cautela diante das pressões inflacionárias e da recente contração do PIB.  A expectativa é de manutenção dessa faixa até que haja sinais mais claros de desaceleração econômica.

 

Desemprego – EUA

A taxa de desemprego se manteve estável em 4,2% em abril. Apesar da criação de 155 mil vagas, houve recuo nas contratações nos setores de varejo e tecnologia. Saúde e educação continuam puxando os números positivos.

 

PIB – EUA

O PIB real dos EUA recuou 0,3% no 1º trimestre de 2025, conforme estimativa preliminar do BEA. A queda do PIB real no primeiro trimestre refletiu principalmente um aumento nas importações e a redução nos gastos do governo.

 

SELIC – Brasil

Na última decisão, o Copom elevou a taxa básica de juros para 14,75% ao ano. A alta reflete a persistência do cenário externo desafiador e os riscos fiscais domésticos. A manutenção do aperto monetário visa ancorar as expectativas de inflação.

 

Desemprego – Brasil

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 7% no 1º trimestre de 2025. O aumento da informalidade e a retração nas contratações industriais contribuíram para a elevação. A recuperação segue lenta e concentrada no setor de serviços.

 

PIB – Brasil

A projeção do PIB para 2025 foi levemente ajustada para cima, passando de 2,2% para 2,14%. O desempenho segue sustentado pelo setor de serviços, mas o ambiente macroeconômico ainda impõe desafios à indústria e ao consumo. Por outro lado, nota-se uma economia mais aquecida em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Heating Oil

Os contratos futuros do heating oil caíram 0,24%, cotados a US$ 2,12 por galão em maio, seu nível mais baixo em mais de uma semana. Essa queda deve-se ao fata do aumento nos estoques domésticos atrelado ao cenário geopolítico instável.

 

Etanol

O preço do etanol anidro avançou 0,24% na média semanal até 23/05/2025, alcançando R$ 2,12/litro. O aumento do consumo explica o avanço do preço na semana em relação à semana anterior.

 

INPC – Brasil

O INPC registrou alta de 0,48% em abril, acumulando 5,32% nos últimos 12 meses. Os principais impactos vieram dos grupos saúde (1,24%) e vestuário (0,86%). O IPEA mantém a projeção de 4,2% para o índice em 2025.

 

IAVAG nos Últimos 12 Meses

 

mai/24-0,16%
jun/243,33%
jul/242,12%
ago/24-0,84%
set/24-2,54%
out/244,15%
nov/242,35%
dez/242,86%
Jan/25-2,20%
fev/25↑ 0,43%
mar/25-0,70
Abri/25↓-0,86
Total7,94%

 

 

Comentário sobre o IAVAG

O Índice da Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) recuou 0,86% segunda queda consecutiva no índice, mesmo com o INPC apresentando alta de 0,48% no mês de abril. Essa deflação no índice se deu principalmente pela desvalorização do dólar de 1,41%, pela retração no preço do heating oil chegando a 12,06%. O índice acumulado dos últimos 12 meses permanece com alta de 7,94%.

Embora o índice venha acumulando quedas em três dos últimos quatro meses, o comportamento ainda não é suficiente para indicar uma tendência de baixa. O recuo pontual de alguns insumos, pode estar mascarando as pressões persistentes de fundo, como os juros elevados e a inflação persistente. Portanto, o cenário exige cautela, caso a política monetária se mantenha rígida e os combustíveis retomem trajetória de alta, o IAVAG pode voltar a subir nos próximos meses.

 

Fontes: BCB, IPEA, BLS, BEA, IBGE, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, BRINVESTING, YAHII

Cláudio Junior – Economista (CORECONRS 8905), Diretor Operacional SINDAG