Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio: ↓ R$ 5,72 | Estimativa/2025
CPI (Inflação EUA): ↑ 0,1% | Maio/2025
Juros EUA (Fed): = 4,25% – 4,50% | Estimativa/2025
PIB EUA: ↓ 0,2% | 1º trimestre – Segunda estimativa/2025
Desemprego EUA: = 4,2% | Maio/2025
SELIC: = 15% | Estimativa/2025
PIB Brasil: ↑ 2,9% | 1º trimestre/2025
Petróleo Brent: ↓ 0,19% – US$ 77,11 | 23/06/2025
Petróleo WTI: ↓ 0,15% – US$ 73,88| 23/06/2025
Heating oil: ↓ 0,60% – US$ 2,53 | 23/06/2025
Etanol anidro: ↑ 0,39% – R$ 2,9134/Litro | Média Semanal – SP – 20/06/2025
INPC (maio/2025): ↑ 0,35% (acumulado 12 meses: 5,20%)
IAVAG de abril: ↓ 0,35%
IAVAG em 12 meses: ↑ 7,75%
Contexto Geopolítico: Oriente Médio e o Petróleo
O recente aumento das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos elevou o risco de interrupção nas rotas de exportação de petróleo. O parlamento iraniano aprovou uma medida simbólica sugerindo o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde transita cerca de 25% do petróleo mundial. Isso gerou forte reação nos mercados de energia. O Goldman Sachs já alerta que, em caso de bloqueio efetivo, o Brent pode ultrapassar os US$ 100/barril.
Esse cenário pressiona diretamente os custos do heating oil, que voltou a subir e atingiu US$ 2,53 por galão. A volatilidade tende a continuar nas próximas semanas, com grande impacto sobre os custos de operação da aviação agrícola.
Câmbio (Dólar/Real)
O real segue valorizado frente ao dólar, com a cotação girando em torno de R$ 5,51. A projeção do Focus foi revisada para baixo, de R$ 5,80 para R$ 5,72. A entrada de capital estrangeiro, o diferencial de juros e a desvalorização do dólar continuam sustentando essa tendência. A valorização da moeda brasileira reduz os custos de importação, o que representa um alívio parcial frente à alta dos combustíveis.
Inflação EUA (CPI)
A inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,1% em maio, totalizando 2,4% em 12 meses. O núcleo da inflação segue estável, o que reforça a visão de que o Federal Open Market Committee – FOMC manterá os juros inalterados no curto prazo. Um cenário de juros estáveis nos EUA costuma favorecer países emergentes, ajudando o real a manter sua força.
Taxa de Juros – EUA
O Fed manteve os juros entre 4,25% e 4,50%, com discurso mais cauteloso, sinalizando que novas altas não estão descartadas. No entanto, o mercado já precifica o início de cortes em 2026, caso a inflação continue sob controle. Esse ambiente contribui para uma menor pressão cambial sobre o Brasil.
PIB EUA
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA caiu 0,2% no primeiro trimestre, segundo a segunda estimativa do Departamento de Análise Econômica dos EUA. A queda foi puxada principalmente pelo aumento expressivo das importações (+10,8%), motivadas pelo receio de tarifas e interrupções no fornecimento. O desempenho fraco levanta dúvidas sobre a força da recuperação americana.
Desemprego – EUA
A taxa de desemprego se manteve em 4,2% em maio, estável em relação ao mês anterior. Setores como saúde, hospitalidade e lazer puxaram a criação de vagas, enquanto o setor público federal continuou em retração. A estabilidade do emprego reforça a leitura de manutenção da política monetária.
SELIC – Brasil
Na última reunião no dia 18 de junho o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a meta da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 15,00% a.a., maior patamar desde julho de 2006. Essa decisão reflete a inflação persistente no país com o IPCA ainda acima da meta, combinado a incertezas do ambiente externo com tensões geopolítica e políticas monetárias globais ainda voláteis, o Copom optou por uma postura cautelosa dando continuidade a política monetária restritiva.
O Copom sinalizou em uma possível pausa na elevação da taxa de juros para avaliar os efeitos acumulados, caso a inflação persista forte, novas elevação poderá ocorrer. O mercado projeta que os juros só serão reduzidos a partir de 2026, se a inflação cooperar.
PIB Brasil
O PIB brasileiro cresceu 2,9% no primeiro trimestre, superando as expectativas do mercado. O principal impulso veio da agropecuária, obtendo um alta de 12,2%, enquanto a indústria ainda enfrenta dificuldades com juros elevados. O dado fortalece a leitura de uma economia em recuperação, mas ainda com desafios estruturais.
Desemprego – Brasil
A taxa de desemprego subiu para 7,0% no 1º trimestre, mas segue no menor nível para o período desde 2012. A alta está relacionada ao avanço da informalidade e à retração na indústria. A recuperação ainda é desigual entre os setores e regiões do país.
Heating Oil
Com a escalada do conflito no Oriente Médio, o preço do heating oil subiu 2,7% na última semana, atingindo US$ 2,55 por galão. A perspectiva de bloqueio no Estreito de Ormuz, ainda que incerta, fez os investidores elevarem os preços futuros. Essa alta reflete-se diretamente nos custos de operação aérea agrícola, que usa esse combustível como principal insumo energético.
Etanol
O preço do etanol anidro teve uma leve valorização 0,39% em relação a semana anterior, ficando em R$ 2,9134/litro na média semanal paulista de 20/06/2025. Mesmo tendo esta valorização no preço os valores seguem em queda em relação à última semana do mês de maio, que chegou a R$ 3,0564/litro. A boa produtividade da safra 2025 tem pressionado os preços para baixo, beneficiando o setor agrícola e ajudando a suavizar os efeitos da alta de outros combustíveis.
INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor
O INPC de maio foi de 0,35%, com desaceleração em relação a abril (0,48%). Em 12 meses, o índice acumula alta de 5,20%. Apesar da queda, em relação ao mês anterior, o índice acumulado permanece acima da meta centralizada pelo Banco Central o que explica o Banco Central permanecer com a política monetárias restritiva.
Para a aviação agrícola, esse comportamento sugere custos com mão de obra e serviços indexados tendendo a subir menos no curto prazo. Ainda assim, a pressão da inflação acumulada (5,20%) exige atenção na revisão de contratos e orçamentos.
IAVAG nos Últimos 12 Meses
| jun/24 | ↑3,33% |
| jul/2 | ↑2,12% |
| ago/24 | ↓-0,84% |
| set/24 | ↓-2,54% |
| out/24 | ↑4,15% |
| nov/24 | ↑2,35% |
| dez/24 | ↑2,86% |
| Jan/25 | ↓-2,20% |
| fev/25 | ↑ 0,43% |
| mar/25 | ↓-0,70 |
| abri/25 | ↓-0,86 |
| maio/25 | ↓-0,35 |
| Total | 7,75% |
Comentário sobre o IAVAG
O Índice da Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) apresentou mais uma retração de 0,35% em maio, somando a terceira queda consecutiva no ano. A combinação entre recuo temporário nos preços do heating oil de -0,18% no mês de maio, juntamente com a queda no preço do Etanol Anidro de -8,77%, foram os fatores responsáveis por este movimento.
No entanto, o cenário internacional mais tenso, com risco de interrupção no fornecimento global de petróleo, reacende preocupações com os custos de insumos. Caso a crise no Oriente Médio evolua para bloqueios reais no Estreito de Ormuz, os preços do heating oil podem subir fortemente, revertendo a tendência de queda recente do IAVAG.
O setor deve manter cautela e planejamento, pois a inflação agrícola ainda acumula alta significativa de 7,75% em 12 meses.
Fontes: Fontes: BCB, IBGE, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, BRINVESTING, REUTERS, BARRON’S, WSJ, CNN BRASIL
