Número voltou ao noticiário em agosto e ajuda a dimensionar um mercado que só no setor agrícola tem mais de 300 mil aparelhos
Os números da gigantesca frota de drones da China voltaram ao noticiário do país neste mês. Uma reportagem publicada no último dia 20 pelo Cover News, e reproduzida pela Sina Finance, retomou dados da Administração de Aviação Civil da China (CAAC) para dimensionar o avanço da chamada economia de baixa altitude: o país encerrou 2025 com 3 milhões e 287 mil drones registrados. Um crescimento de 51% em apenas um ano.
A estatística não é nova — foi divulgada originalmente pela autoridade chinesa de aviação civil em abril, no Relatório Estatístico sobre o Desenvolvimento da Indústria da Aviação Civil em 2025. Mas a retomada do número agora ajuda a mostrar a velocidade com que o setor vem ganhando escala no país. Segundo a CAAC, os drones acumularam 45 milhões e 302 mil horas de voo no ano passado, quase 70% acima de 2024.
O levantamento indica ainda que 423 mil dos equipamentos registrados eram drones de médio ou grande porte. Ao final de 2025, a China tinha também 38 mil 872 organizações com certificados para operações com drones e cerca de 415 mil e 500 licenças válidas de operadores.
Os números gerais incluem aeronaves não tripuladas empregadas nas mais diversas atividades, da logística e inspeção de estruturas ao monitoramento urbano e às operações no campo. E é justamente na agricultura que aparece uma das maiores concentrações desses equipamentos.
NO CAMPO
Segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, o país fechou 2025 com mais de 300 mil drones agrícolas em operação. Juntos, eles alcançam anualmente mais de 460 milhões de mu em operações — medida chinesa que corresponde, convertida, a aproximadamente 30,7 milhões de hectares. O dado já havia sido noticiado em fevereiro no site do Sindag, quando o governo chinês incluiu os ferramentas remotas no Documento Central nº1 para 2026 – o mais importante guia anual do governo de Pequim para o setor rural.
O governo chinês classifica esse avanço como parte da expansão da agricultura inteligente e da chamada economia de baixa altitude para dentro das propriedades rurais. Em abril, o Ministério da Agricultura voltou a destacar que a China ocupa o primeiro lugar mundial em número de drones agrícolas.
