Diretor Cláudio Júnior Oliveira analisou tendências vistas nos EUA, como o avanço dos autônomos, impacto das tarifas nos EUA e ao futuro do setor
O avanço de sistemas autônomos, pressões econômicas sobre fabricantes norte-americanos (e seus reflexos para o mercado global), e a busca por tecnologias integradas de precisão. Esse foi o panorama apresentado pelo diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira , na entrevista para o jornalista Alex Soares no programa Conexão Rural do sábado. O bate-papo ao vivo pela rádio Acústica FM teve como gancho a participação de Oliveira na comitiva brasileira que esteve este mês no AgAviation Expo – o congresso norte-americano de aviação agrícola, realizado em Reno, no Estado de Nevada.
Oliveira também relatou a visita da comitiva brasileira à Pyka, no Vale do Silício, na Califórnia. Onde o grupo conheceu de perto a linha de produção do Pelican 2, avião totalmente autônomo já em operação no Brasil. Isso em um roteiro prévio ao evento aeroagrícola promovido pela Associação Nacional de Aviação agrícola dos EUA (NAAA, na sigla em inglês).
Ele comentou ainda como a inflação norte-americana e as tarifas impostas pelo próprio governo dos EUA têm encarecido motores, componentes e peças aeronáuticas, além de reforçar o papel estratégico da Embraer no mercado dos dois países e a importância contínua das aeronaves tripuladas, mesmo com o avanço dos drones.
O diretor do Sindag abordou as tendências apresentadas nas palestras da Expo, especialmente a do pesquisador Alan Gray, da Purdue University, que detalhou um cenário agrícola norte-americano marcado por volatilidade econômica, forte concentração produtiva e acelerada tecnificação. Para o dirigente, o Brasil seguirá caminho semelhante, com a exigência de dados detalhados se tornando central em toda a cadeia produtiva. Fazendas, máquinas e aeronaves — incluindo as agrícolas — precisarão fornecer informações completas para sistemas de inteligência artificial, que passarão a orientar decisões sobre produtividade, biotecnologia, insumos e operações aéreas. Segundo ele, esse movimento definirá a competitividade e a eficiência da agricultura brasileira nos próximos anos.