Gabriel Colle foi à feira na Itália para sondar tendências e sondar caminhos para busca expositores para o Congresso AvAg e levar parceiros à próxima mostra europeia
Fazendas cada vez mais automatizadas, com máquinas para quase todas as atividades, inclusive (aliás, especialmente) focando em propriedades menores – em um continente em que a população está ficando mais velha e diminuindo no campo. Esse foi o cenário dominante na Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas e Jardinagem – EIMA Internacional, que começou na última quarta-feira e terminou neste domingo (10) em Bolonha na Itália. O Sindag esteve representando na feira pelo diretor-executivo Gabriel Colle.
Segundo o dirigente aeroagrícola – numa avaliação (a partir da ótica brasileira) das tendências mostradas lá, um dos principais desafios é a conectividade no campo. “Boa parte das máquinas apresentadas na EIMA depende de conexão para operar. Também se abordou a as ferramentas de inteligência artificial (IA), estrutura de hardware/software para dar conta da demanda e como garantir a qualidade do que está sendo gerado. E por último, a regulação da IA, onde foi mencionada a insegurança jurídica de países como o Brasil”, destaca Colle.
Conforme o diretor do Sindag, outros assuntos fortes na feira europeia foram a ameaça global da falta de mão-de-obra qualificada para as atividades agrícolas e o domínio da China e de Taiwan na fabricação de componentes.
O mundo de olho no Brasil
A EIMA Internacional é uma das maiores feiras do mundo sobre tecnologias para a agricultura. Ela reveza anualmente suas edições entre a Itália e Alemanha. Além de antecipar tendências, pesquisas e tecnologias de ponta para o agro, a ida de Colle ao evento também focou na sondagem de possíveis expositores para o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil – que tem sua próxima edição marcada para agosto de 2025, no Mato Grosso.
“O mundo está olhando para o nosso País. Em cada estande visitado, sempre que me apresentava (como dirigente de uma entidade ligada ao agro brasileiro) vinha o convite para conhecer os equipamentos e comercializá-lo no Brasil”, destaca o diretor. Assim, além de conversar com fabricantes de pneus, bicos de pulverização e quem mais tiver tecnologias que possam ser aproveitadas nas aplicações aéreas aqui, o Sindag deve agora buscar também a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) para levar tecnologia de parceiros do setor aeroagrícola daqui para lá.
A lista de tarefas inclui ainda preparar um encontro para associados do Sindag para apresentar as tendências captadas na feira italiana. Bem como aprofundar a conversa com universidades contatadas na EIMA, buscando costurar acordos para pesquisas internacionais sobre tecnologias de aplicação – inclusive de drones, segmento que tinha apenas duas fabricantes presentes na feira.

COLLE: visita à feira italiana foi ver novidades em equipamentos e tendências, buscar parceiros e sondar caminhos para expositores do Congresso AvAg, com a constatação de que “o mundo está de olho no Brasil”
