Além da marca de 1.037 pilotos agrícolas formados na escola, cerimônia de entrega de certificados para os oito formandos de agora teve inauguração do memorial ao pioneiro Laudelino Bernardi
A Aero Agrícola Santos Dumont, em Cachoeira do Sul/RS, teve no sábado (19 de novembro) a formatura de sua 100ª turma do Curso de Piloto Agrícola (Cavag). Oito profissionais receberam o certificado de pilotos agrícolas após concluírem o treinamento especial para atuarem em uma das categorias mais tecnicamente exigidas da aviação civil em todo o mundo.
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A turma abrangeu pilotos dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Pará. As aulas começaram no dia 10 de outubro, totalizando 121 horas de aulas teóricas e 43 horas de prática. O currículo abrangeu uma etapa básica em uma aeronave Cessna 170, com missões acompanhadas do instrutor. Para em seguida passarem a etapa solo, com uma aeronave Ipanema 202. Treinando voos a baixa altitude e cumprindo gradativamente todas as etapas de uma operação em lavouras.
A solenidade contou com a presença da coordenadora administrativa do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Marília Luíze Schüller, e do coordenador de projetos do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), Rodrigo Almeida.

… e Rodrigo Almeida (Ibravag) marcaram presença na cerimônia no hangar da Santos Dumont – Fotos Cator Becker Júnior/C5 NewsPress
A programação foi marcada ainda pela homenagem ao patrono da Aero Agrícola Santos Dumont, Laudelino Bernardi – falecido em março deste ano, aos 81 anos de idade. Na cerimônia conduzida pelo diretor da Santos Dumont e filho de Laudelino, Pelópidas Bernardi, o ponto de maior emoção foi a inauguração do memorial a Laudelino, com uma estátua do patrono, ao lado da hélice de um velho biplano Boeing Stearmann (que foi um dos primeiros modelos amplamente usados na aviação agrícola mundial).
HISTÓRICO
Com a turma de agora, a Santo Dumont (fundada em 1995) atingiu a marca de 1.037 pilotos agrícolas formados em seu Cavag. De diversos Estados brasileiros e de vários países. Além disso, em 2022 a escola de Cachoeira do Sul anunciou a conquista da categoria de Centro de Instrução de Aviação Civil (Ciac), junto à Agência nacional de Aviação Civil (Anac).
A aviação agrícola é um dos segmentos aeronáuticos que mais exigem dos pilotos. Para pilotar um avião agrícola, o profissional começa pela licença de piloto privado (que autoriza a voar por hobby), depois precisa obter a licença de piloto comercial (que o habilita a voar profissionalmente) e aí somar 370 horas de voo para então poder entrar em um curso de piloto agrícola – onde ele aprende sobre toxicologia, meio ambiente e outros temas e passa a treinar o voo a baixa altitude, por exemplo, precavendo-se contra obstáculos e operando em pistas rudimentares.
Por outro lado, a aviação é a ferramenta de aplicação mais regulamentada e fiscalizada no campo brasileiro, além de importante para garantir a produtividade, com economia de insumos (evita amassamento, tem menos chance de precisar de retrabalho devido à sua velocidade e precisão, entre outros predicados).
Além disso, ela também é cada vez mais essencial nas operações de combate a incêndios florestais pelo País.
Lembrando que atualmente o Brasil tem a segunda maior frota aeroagrícola do planeta, com mais de 2,4 mil aeronaves – atrás apenas dos Estados Unidos e à frente de potências como Argentina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Canadá.
E o Rio Grande do Sul (berço do setor no País, em 1947) possui a segunda maior frota do Brasil, com mais de 400 aeronaves. Atrás apenas do Mato Grosso (600 aviões) e à frente São Paulo (322 aeronaves), Goiás (295) e outras 20 unidades da Federação.




