Evento na sede da FPA, em Brasília, é promovido pelo Sindag, Aprosoja Brasil, Aenda, CropLife Brasil e Sindiveg, que assinam a obra destacando segurança e importância, além de esclarecer dúvidas e rebater críticas sobre a ferramenta
O Sindag integra o grupo de cinco entidades dos setores produtivo, aeroagrícola e de defesa vegetal que elaboraram a cartilha Drones de Pulverização – segurança, produtividade e inclusão, que será lançada na próxima terça-feira, dia 14, em Brasília. A obra tem coautoria da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), CropLife Brasil (CLB) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). O lançamento será a partir das 14 horas, na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), na região do Lago Sul da capital federal.
O evento terá ainda a apresentação do Manual Jurídico da Aviação Agrícola. Lançado ainda no ano passado, a obra segue como uma das principais referências sobre normas e regulamentos aplicáveis à aviação agrícola no Brasil. Material este indicado não só a advogados e juristas, mas também a pilotos, técnicos, operadores e gestores, além de servidores de órgãos reguladores, estudiosos, pesquisadores e demais interessados no tema.
Já a cartilha chega em um momento de crescimento acelerado do uso de aeronaves remotamente pilotadas na agricultura e de ampliação das discussões sobre regulação, fiscalização e segurança nas aplicações de defensivos agrícolas. Mais do que apresentar a tecnologia, a publicação procura responder a críticas e esclarecer dúvidas sobre a operação dos drones no meio rural.
O documento destaca que os equipamentos deixaram de ser apenas uma inovação para se tornarem uma ferramenta estratégica na produção de alimentos, com potencial para ampliar o acesso às tecnologias de precisão — inclusive para a agricultura familiar e pequenos produtores. A publicação mostra também como os drones ajudam a reforçar a segurança em campo e a facilitar o trabalho em áreas de difícil acesso.

momento de crescimento acelerado do uso
da ferramenta e de ampliação das
discussões sobre sua tecnologia
Ambiente altamente regulado
A publicação das entidades ligadas à agricultura mostra ainda que a pulverização com drones não ocorre em um ambiente sem controle. Mais do que isso, descreve a atividade como parte de um sistema regulatório que envolve diferentes frentes, como agricultura, meio ambiente, aviação e telecomunicações. Entre os órgãos reguladores estão o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de órgãos ambientais estaduais e municipais e conselhos profissionais.
Na prática, a cartilha apresenta um roteiro sobre como operar de forma regular, destacando exigências legais como o registro do drone, a habilitação do piloto remoto, a autorização de voo, o receituário agronômico, a regularização da empresa, o cadastro ambiental, a homologação dos equipamentos e os registros de operação e rastreabilidade. O objetivo é deixar claro que a tecnologia exige responsabilidade técnica e é altamente transparente e fiscalizável, o que contribui para reforçar a segurança das pessoas e do meio ambiente.