EUA: drone nacional entre as Melhores Invenções da Time

Português e English: Publicação em uma das mais icônicas revistas do planeta foi festejada pela NAAA, mas com puxão de orelha aos editores por escorregarem em preconceito 

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A fabricante norte-americana de drones Guardian Agriculture teve seu modelo SC1, com capacidade de carga de 90 quilos, citado ente as Melhores Invenções de 2024, da revista Time.  A matéria está na edição de novembro da publicação. Com direito a congratulações da Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA) pelo feito de sua associada.

TECNOLOGIA: empresa norte-americana aposta no apelo da tecnologia própria e rede de assistência técnica nacional para drone com capacidade de 90 quilos – foto: Guardian Agriculture

O aparelho da Guardian já havia sido notícia no site do Sindag em maio do ano passado, quando recebeu o sinal verde da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês – equivalente à Anac no Brasil) para implantar seus drones de pulverização em todo o país. O que na época deu vazão a uma lista de espera que já tinha mais de 100 milhões de dólares em pedidos.

O drone SC1 é um aparelho elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês), impulsionado por quatro braços com hélices de 1,82 metro de diâmetro, com 4,57 metros de largura, podendo cobrir pouco mais de 16 hectares em uma hora. Grande o suficiente para se equiparar, em desempenho, a muitos sistemas terrestres tratorizados. 

Possui bateria com garantia para 10 mil ciclos e recarga rápida (segundo a empresa, três vezes mais veloz do que o sistema supercharger dos automóveis da Tesla. E, para os operadores norte-americanos, uma aposta na eficiência de uma rede de atendimento doméstica e, principalmente, na menor dependência de tecnologias estrangeiras.

POLÊMICA

Como ocorre seguidamente também no Brasil – em reportagens de jornalistas não-familiarizados com a aviação agrícola ou meios não especialistas no tema, a matéria da Time destacando a importância da aeronave da Guardian escorregou (feio) em parte da narrativa. Gerando um mal-estar no setor agrícola. O que, junto com os parabéns à associada pelo destaque em uma das mais icônicas revistas de notícias do planeta, resultou, de parte da NAAA, em uma carta de resposta à Times.

No documento da entidade aeroagrícola, o diretor-executivo Andrew Moore protestou contra a parte da matéria onde jornalista da Times Jared Lindzon diz que (…)“contratar uma aeronave está ficando mais caro, e sua aplicação menos precisa pode prejudicar o ambiente. Enquanto isso, os helicópteros são muito grandes e os drones comerciais são muito pequenos”.

Em resumo, o texto da revista ignorou completamente a alta tecnologia de precisão e a produtividade das aeronaves pilotadas. Desconsiderando que são justamente os ganhos proporcionados tecnologia de avião e helicópteros que tornam as aplicações aéreas altamente vantajosas. Mais do que isso, sem perceber que aeronaves pilotadas e drones são complementares e não concorrentes.

PUBLICAÇÃO: entidade aeroagrícola dos EUA festejou a lista, mas enviou carta chamando a atenção para falha grotesca na referencia ao setor aeroagrícola na matéria