Ideia é avaliar como os produtores percebem, adotam e aplicam a tecnologia nas lavouras do principal produto da agricultura do país
Entender a real situação sobre a adoção de drones de pulverização nas lavouras e a taxa de sucesso da tecnologia em campo. Este é o foco do estudo patrocinado pela Associação Nacional de Produtores de Milho dos Estados Unidos (NCGA, na sigla em inglês), anunciado na última semana em uma matéria no portal da revista norte-americana Farm Futures. A iniciativa investigará como os agricultores percebem, adotam e aplicam as tecnologias de drones. Além das barreiras que impedem a maior amplitude no uso da ferramenta.
A pesquisa será liderada pelo Stratovation Group , especializado em pesquisas e inteligência de mercado. O trabalho terá a parceria de empresas de tecnologias, insumos, logística e consultoria, como a SweetWater Technologies, a Agri Spray Drones, a Agricultural Retailers Association, o Fertilizer Institute e a DC Legislative and Regulatory Services. Segundo o portal, a ideia é desmistificar o emprego de drones, ao mesmo tempo em que se avalia as perspectivas da tecnologia no país.
Conforme a NCGA, apesar do uso da tecnologia remota parecer uma escolha viável pelo baixo custo e versatilidade, ainda faltam dados concretos sobre a adoção e sua taxa de sucesso. Ao mesmo tempo, segundo o presidente da equipe de Produção e Sustentabilidade da entidade,
Russell Williams (citado na matéria), “os produtores de milho estão na vanguarda da determinação do valor de novas tecnologias”.
O milho é um dos principais produtos do agro norte-americano. Cultura, aliás, da qual o país é o maior produtor mundial (377,6 milhões de toneladas), seguido por China (294,9 milhões de toneladas) e Brasil (126 milhões de toneladas) – segundo relatório de abril (página 22) do Departamento de Agricultura estadunidense (USDA).

RANKING: o grão é o principal produto agrícola dos norte-americanos, que são os maiores produtores no mundo (tendo o Brasil em terceiro) – foto: Castor Becker Júnior/C5 NewsPress